{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreibjrxgkt2y7xx6ce3foncv6ncvei3cq5a4cxide434yuvwpqqbzty",
    "uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mmpcijaz4x72"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreigygpppqhdjl7h3kvukujblyd6h5mb3gwydaqoo3a2asi447ygs3u"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 96170
  },
  "path": "/economia/noticia/2026/05/fim-da-escala-6x1-vai-prever-2-folgas-por-semana-ja-em-2026-transicao-para-40-horas-sera-em-1-ano-diz-motta.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-25T19:17:38.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
  "tags": [
    "pegn"
  ],
  "textContent": "\nO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fala à imprensa nesta segunda-feira sobre o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1. A PEC estabelece o fim da escala 6x1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual. Mais cedo, Motta se reuniu com o presidente Lula para acertar os últimos detalhes da proposta. Motta explicou que o texto prevê: Entrada em vigor após 60 dias de tramitação; Projeto de lei será usado para tratar de cada setor de maneira específica. O relatório será divulgado nesta tarde e votado na comissão especial ainda nesta semana. No fim de semana, o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), se reuniu com consultores da Câmara para analisar as mais de 100 propostas feitas ao texto. Também estava na agenda encontros com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com Motta, separadamente. O presidente da Câmara tem se aproximado do Palácio do Planalto e feito gestos a Lula numa tentativa de amarrar apoio de governistas para a sua reeleição à presidência da Câmara, em 2027. A aprovação da PEC seria mais uma sinalização nesse sentido, já que o tema é estratégico para o Planalto. Desde o início da discussão do projeto ficou definido, segundo pessoas que acompanham as negociações, que a palavra final sobre pontos sensíveis seria dada em diálogo de Motta e Lula. A ideia era também blindar o presidente da Câmara e a própria Casa de acusações de falta de diálogo com o Planalto. O fim da jornada 6x1 tem sido considerado tema prioritário para o Planalto, e mobilizado o debate de parte da sociedade civil. A medida é também vista por aliados do petista como uma bandeira para a campanha de reeleição de Lula à Presidência. Diante disso, há pressa para que o tema seja aprovado antes do pleito, em outubro. Segundo relatos, já há um acordo entre Motta e Lula para que os dois dias de folga passem a valer ainda neste ano, atendendo a um pedido do petista. De forma geral, um dos grandes pontos de disputa era a regra de transição para reduzir a jornada atual de 44 horas semanais para 40. Parte do governo resistia à transição, mas outra ala mostra disposição de rever este ponto para destravar o andamento da proposta. Como o GLOBO mostrou no domingo, o avanço da medida não representa um desfecho para o tema, ainda que já possa ter repercussões em larga medida no país. A ideia da PEC é que seja um texto enxuto, deixando para a regulamentação posterior alguns desses temas. De acordo com relatos, deve ter até 12 artigos. Mapeamento do governo federal indica que cerca de 50 setores com legislação própria, como trabalhadores domésticos, comerciários, esportistas e aeronautas. Quadros críticos, que demandam maior atenção para evitar disfuncionalidade, envolvem de 10 a 12 setores.",
  "title": "Fim da escala 6x1 vai prever 2 folgas por semana já em 2026; transição para 40 horas será em 1 ano, diz Motta"
}