{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiau4tt5abdcwbhhbcebm77bqkdopuzwn4g5rog7dx3rvt4o2izmx4",
    "uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mmofhfxei4v2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiaj7tgiq6sgm6fdqozqkalx377h2ujxotwsxc4bcfqtknn424jklm"
    },
    "mimeType": "image/png",
    "size": 134181
  },
  "path": "/franquias/noticia/2026/05/como-o-giraffas-saiu-de-lanchonete-de-bairro-a-uma-rede-que-fatura-mais-de-r-1-bilhao-e-planeja-crescer-ainda-mais.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-25T09:01:11.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
  "tags": [
    "pegn"
  ],
  "textContent": "\n45 anos separam a lanchonete que Carlos Guerra abriu em Brasília (DF), em 1981, da rede de 400 restaurantes que hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano, o Giraffas. No meio do caminho, a empresa enfrentou desafios de hiperinflação, diferentes planos econômicos e uma pandemia. Mesmo assim, as estratégias para crescer nunca ficaram de lado. Após atingir uma receita histórica em 2025, a empresa projeta crescer 8,5% neste ano impulsionada por expansão geográfica, ganhos de eficiência operacional e investimentos em marketing. A rede surgiu do interesse de Guerra pelo setor de alimentação aliado à vontade de empreender. O negócio começou com uma lanchonete, mas logo foi se adaptando a outras demandas dos consumidores. Segundo o fundador, no início, 80% das vendas no estabelecimento aconteciam nos períodos da tarde e noite, o que motivou a criação de um cardápio também focado no almoço. Depois de testar de buffet a pratos prontos, Guerra viu que a tradicional combinação de arroz, feijão e proteínas era o que mais atraia o público. Assim, o cardápio foi ganhando um mix de produtos que visava atender diferentes ocasiões de consumo. Hoje, o executivo afirma que cerca de dois terços das vendas de refeições vêm de pratos e um terço de sanduíches, com opções infantis nas duas frentes. Além disso, aproximadamente 10% do faturamento do negócio vêm das sobremesas. “As sobremesas e as opções direcionadas ao público infantil se tornaram importantíssimos. Começamos a investir nisso a partir dos anos 1990 e a linha infantil nos trouxe uma diferenciação muito forte no mercado, com brindes, uma comunicação lúdica e comida de verdade”, diz Guerra, que hoje é CEO do negócio. Foi também na década de 1990 que a empresa deu início à expansão por franquias. Inspirado pelos modelos norte-americanos, Guerra viu no franchising uma oportunidade de acelerar a expansão. \"Mesmo antes de começar a franquear, eu já tinha essa intenção. Como entramos nesse mercado em um momento em que o franchising ainda estava começando no Brasil, conseguirmos crescer de forma orgânica\", afirma. A primeira lei de franquias brasileira entrou em vigor em 1994. Initial plugin text Hoje, todas das unidades da rede são franqueadas. Para Guerra, um dos pilares do crescimento foi a aposta em operadores com mais de uma unidade. \"Sempre buscamos crescer de forma sustentável, então, para nós, é importante que o franqueado prospere. O desejo de abrir novas unidades é uma consequência disso e nos ajuda a crescer com qualidade. Hoje, por exemplo, tenho um franqueado que opera 35 unidades\", comenta. Entre as 400 lojas em operação, a rede conta com cerca de 160 franqueados. Próximos passos Para dar continuidade ao crescimento conquistado até agora, Guerra afirma que o planejamento envolve investimentos em diferentes áreas. Neste ano, um dos focos é o desenvolvimento de tecnologias, área que deve receber um investimento de R$ 85 milhões apenas em 2026. Segundo o fundador, os recursos serão aplicados em soluções de autoatendimento, programa de cashback, aprimoramento do NPS (Net Promoter Score, métrica usada para medir a lealdade e a satisfação do cliente) e uso de dados de clientes para personalização da experiência. \"O investimento em tecnologia é importante para várias frentes. O autoatendimento, por exemplo, já está presente em metade das lojas e queremos universalizar isso até outubro, pois é algo que tem trazido uma economia para o franqueado, já que diminui um pouco da mão de obra, e também uma inteligência muito grande na comunicação e satisfação do cliente\", afirma o CEO. Outra frente prioritária é a área de marketing, que deve receber R$ 30 milhões em 2026, direcionados tanto para canais offline quanto para mídias digitais. “Ainda investimos muito em mídia tradicional, já que nosso consumidor, de classe média e baixa, ainda é impactado pelo offline e por canais como a TV aberta. No digital, um dos nossos focos é o delivery”, diz Guerra. Segundo o empreendedor, a operação de entregas chegou a representar 35% do faturamento da rede na pandemia e, hoje, é responsável por cerca de 10% da receita do negócio, chegando a 20% nas lojas de rua. A expectativa é que número cresça gradualmente a partir da ampliação do volume de lojas de rua. O formato é um dos focos no plano de expansão da rede, que, atualmente, tem cerca de 62% das unidades localizadas em shoppings. A empresa, que atualmente conta com mais de 10 mil colaboradores e está presente em todas as regiões do Brasil, planeja manter um ritmo de crescimento de 25 a 30 novas lojas por ano. “Com exceção de alguns grandes centros em que as lojas de rua têm uma operação mais complexa, como São Paulo e Rio de Janeiro, a perspectiva agora é crescer mais com lojas de rua do que em shoppings. Na região Centro-Oeste, por exemplo, 80% das unidades já são loja de rua”, aponta Guerra. Para além do Brasil, a empresa também estrutura um processo de expansão internacional. De acordo com o executivo, a rede já está em “estágio avançado de implantação” no Paraguai e em fase de estudos no Chile. Cada unidade fora do país deve exigir um investimento de cerca de R$ 1 milhão. A expectativa é inaugurar a primeira unidade estrangeira ainda neste ano. Apenas no Paraguai, a empresa já trabalha com um plano que mira até 10 lojas no país. Após faturar R$ 1,07 bilhão em 2025, a projeção de crescimento de 8,5% deve levar a rede a uma receita de cerca R$ 1,16 bilhão neste ano. \"Temos muitos profissionais de mercado, mas o Giraffas ainda é uma empresa familiar. Nos próximos 45 anos, ainda vejo o negócio sendo muito ligado à família\", diz Guerra, que já conta com a presença dos filhos no dia a dia empresa, ambos com atuação na área de marketing. Leia também Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!",
  "title": "Como o Giraffas saiu de lanchonete de bairro a uma rede que fatura mais de R$ 1 bilhão – e planeja crescer ainda mais"
}