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  "textContent": "\nA Copa do Mundo de 2026 já é motivo de expectativas entre os torcedores ao redor do planeta. Em menos de um mês os jogos terão início, com seleções disputando a cobiçada taça em estádios dos Estados Unidos, Canadá e México. Os brasileiros que anseiam pelo momento de usar a famosa amarelinha, no entanto, podem ter uma surpresa — neste ano, as versões oficiais fabricadas pela Nike vão de R$ 449,99 a R$ 749,99. O preço elevado tem direcionado clientes para modelos alternativos. Empreendedores do nicho de moda têm aproveitado a ocasião e a onda \"Brazil Core\" para criar coleções temáticas. Afinal, a sazonalidade é uma oportunidade para as marcas conversarem com seu público, sem abrir mão de suas essências. PEGN conversou com algumas empresas que apostaram na Copa do Mundo de 2026 e lançaram coleções temáticas para entender as estratégias e os resultados. Confira: Uniformes alternativos Initial plugin text Focada em estamparia e peças personalizadas para vestir a família toda, a PP Estúdio vê na Copa do Mundo uma oportunidade. Rafaela Dantas, empreendedora por trás da marca, revela que o seu maior público é o infantil, que normalmente não é ae. Além disso, a loja busca vestir toda a família com a mesma peça, combinando os looks para assistir aos jogos. A marca administrada por Kelly Kim e Adrien Gingold é fortemente reconhecida por suas cores vibrantes e cortes autênticos. Com a premissa de ser uma marca leve, confortável e democrática, Kim, que confecciona e desenha as peças, diz que leva essas práticas para qualquer lançamento. A empreendedora compartilha que a ideia de lançar a coleção Calma Brasil veio após o sucesso de sua última coleção ligada ao esporte, na época das Olimpíadas. “A gente ficou pensando como seria se a Calma desenhasse os uniformes da seleção brasileira, então criamos peças com uma material inédito para nós, o matelassê, e usamos características que têm a ver com a gente, como o mix de estampas e a assinatura da marca”, diz Kim. O lançamento possui as cores da bandeira brasileira e consiste em camisetas, casaco, kimonos, shorts, conjuntos, bolsa e um vestido, pensado para as “fashionistas”, segundo a fundadora. “Pensamos em fazer peças colecionáveis para o nosso público. Então, apostamos no conforto, peças amplas e oversizes, que acompanhem todos os corpos”. Os donos da Calma relatam que tiveram uma recepção muito boa do público, com menos de uma semana do lançamento das peças temáticas, com vendas on-line e nas lojas. Eles preveem faturamento entre R$ 50 a R$ 60 mil. Para toda a família Initial plugin text Focada em estamparia e peças personalizadas para vestir a família toda, a PP Estúdio vê na Copa do Mundo uma oportunidade. Rafaela Dantas, empreendedora por trás da marca, revela que o seu maior público é o infantil, que normalmente não é atendido pelas marcas oficiais. Além disso, a loja busca vestir toda a família com a mesma peça, combinando os looks para assistir aos jogos. Dantas diz que já é a terceira coleção exclusiva e temática da PP Estúdios. “O design das nossas peças giram em torno da personalização de elementos próprios: seu nome, inicial, número da sorte, ano de nascimento ou idade são elementos que ganham ares esportivos na construção das peças”, diz a empresária. “Pegamos emprestadas também diversas referências do Baseball, como tipografias, listras e camisa de botões com abertura frontal”. A coleção contém camisetas, camisas, suéteres, bonés, entre outros itens personalizáveis e temáticos, nas cores do Brasil. Apesar do frio e dos tricots disponíveis, a empreendedora diz que a demanda maior é pelas camisetas. Ela conta que, de 2 mil peças no estoque desde o início da coleção, lançada no fim de março, até agora foram vendidas 400. Dantas acredita que as vendas ainda estão “esquentando”, pois as pessoas culturalmente deixam para comprar de última hora. A expectativa é de um faturamento em torno de R$ 400 a R$ 500 mil com a coleção, com concentração maior de vendas em junho. Aposta \"fashionista” Initial plugin text a A marca da empreendedora Isabela Fraquete também investiu em uma coleção temática para a Copa do Mundo, sem sair de sua própria identidade. Descrita como uma marca em movimento e \"conectada com a mulher da vida real\", a coleção vem acompanhada de emoções, energia coletiva e conexão que o evento traz, segundo Fraquete. “Nosso objetivo era criar uma coleção cápsula que tivesse autenticidade, identidade e versatilidade, mas sem perder o DNA da marca”, conta a empreendedora. “Unimos referências e muitas ideias até chegarmos em um toque mais fashionista e ousado, trazendo aquele ‘spicy’ que fez toda a diferença”. Fraquete diz que o resultado da coleção traduz o propósito da marca, que é vestir a mulher da vida real, mas com personalidade. “A Copa permite que a gente saia um pouco do óbvio, brinque mais com styling, cores e produções”, diz ela. Apesar do frio na barriga e a curiosidade para entender como o público reagiria à coleção, a resposta foi positiva desde o início, compartilha Fraquete. Ela diz que as clientes abraçaram a ideia de viver a Copa usando os itens da marca. As vendas já começaram bem, após um forte trabalho de marketing de antecipação e comunicação com a comunidade de clientes. De acordo com Fraquete, ela está otimista em relação às vendas e faturamento. Somente na estreia, a Sorella vendeu cerca de 30% do estoque total. A projeção é atingir aproximadamente 80% do sell-through nos próximos 20 dias. Ainda dá tempo? O que dizem especialistas Faz parte da “sobrevivência” do negócio apostar em inovação e lançamento de novas coleções, além de alinhar com as expectativas dos clientes, diz Isabella Vasconcellos, professora do Hub de Empreendedorismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A especialista concorda que criar pequenas coleções que remetam a períodos de maior atração de compra, como o Dia das Mães, Dia dos Namorados e até Copa do Mundo, reforça a marca na mente do consumidor e gera mais atratividade. “A sazonalidade é uma alavanca poderosa de vendas para o pequeno empreendedor, e pode gerar tração e diferenciação”, explica Vasconcellos. “Mas é preciso equilibrar a oportunidade de oxigenar o portfólio de produtos com um novo tema dentro de uma nova coleção e o risco existente em algo tão sazonal, porque os produtos sazonais têm data de validade psicológica para o consumidor”. A professora explica também que toda marca tem uma “persona” que deve ser mantida nessas coleções. “Eventos como a Copa do Mundo ativam o sentimento de pertencimento e identidade. Quando a marca se conecta a isso, ela humaniza sua comunicação e gera picos de engajamento que marcas puramente corporativas penam para conseguir. No entanto, todas as novas coleções devem seguir o estilo da marca que tem a “persona” como referência”. Além disso, ela reforça que é importante arriscar, sair do “lugar comum” e oferecer estilo próprio, que minimize a comparação com outros concorrentes, como a própria CBF. Cuidados com marcas protegidas Hannah Salmen, professor de marketing e inovação do Ibmec Brasília, elucida os cuidados que as marcas devem tomar nesses lançamentos: “O principal é não tentar copiar grandes empresas ou utilizar elementos oficiais sem autorização. A CBF e a FIFA possuem direitos sobre escudos, nomes, uniformes, símbolos e diversos elementos visuais ligados à competição e à seleção. Então, o ideal é trabalhar inspiração cultural, e não reprodução”. Salmen também evidencia que a marca deve se destacar pela criatividade, narrativa e personalidade, tópicos que devem ser levados em consideração desde a divulgação das coleções. O professor diz que a propaganda deve ser tratada como experiência e não apenas como postagem de um produto. “O ideal é começar criando curiosidade: mostrar bastidores, referências, detalhes das peças, processo criativo, pequenos teasers e elementos visuais que façam o público querer acompanhar o lançamento”, explica o especialista. “Quando a coleção sai, ela precisa parecer um acontecimento: com boas fotos, vídeos, styling, narrativa e contexto emocional. Além disso, funciona muito melhor quando a marca envolve a comunidade, com repost de clientes, estimulando a interação”. Salmen conclui: “No fim, o consumidor percebe quando existe coerência. E coerência é uma das coisas que mais constroem valor de marca no longo prazo”. Leia também: Siga PEGN:",
  "title": "Camiseta da Copa está cara? Alternativas vão de uniformes próprios a versões 'fashionistas'"
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