{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreidx54e62x6wkhk5gacnkzo34rqwsfrrct7s3rmc63qsiswxihz3hy",
"uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mmhgdew6blu2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreieg6ps6msve5u2z6pu7nyae7ctt7z3wow2i5nfoqolju4jcamh7aq"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 93366
},
"path": "/conteudo-de-marca/pressworks/noticia/2026/05/profissoes-do-futuro-e-escolha-do-curso-o-que-muda-para-quem-entra-na-faculdade-no-segundo-semestre-1.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-22T16:54:59.000Z",
"site": "https://revistapegn.globo.com",
"tags": [
"pegn"
],
"textContent": "\nO segundo semestre costuma marcar um novo ciclo para universidades privadas e programas de graduação no Brasil. Mas, em 2026, a decisão sobre qual curso escolher deixou de ser apenas uma questão vocacional para se tornar uma escolha cada vez mais estratégica diante de um mercado de trabalho em rápida transformação. Inteligência artificial, análise de dados, saúde mental, sustentabilidade e tecnologia aplicada aos negócios estão entre os temas que vêm redefinindo as profissões com maior potencial de crescimento na próxima década. Esse movimento ajuda a explicar por que estudantes que ingressam na faculdade no segundo semestre têm demonstrado um comportamento diferente em relação às escolhas acadêmicas. Em vez de priorizar apenas cursos tradicionais ou decisões baseadas em afinidade pessoal, muitos passaram a buscar formações mais conectadas à empregabilidade, à flexibilidade profissional e às novas demandas do mercado. A preocupação crescente com velocidade de inserção profissional, atualização constante e adaptação às mudanças econômicas tem influenciado diretamente o tipo de graduação e especialização buscada pelos novos alunos. A pressão por escolhas mais assertivas acontece em um contexto de mudanças profundas no mundo corporativo. Áreas que há poucos anos eram consideradas promissoras perderam espaço rapidamente, enquanto funções ligadas à tecnologia, automação e análise estratégica passaram a ganhar protagonismo. O resultado é uma geração de estudantes mais preocupada com empregabilidade, flexibilidade de carreira e capacidade de adaptação profissional. Dados do Fórum Econômico Mundial apontam que cerca de 40% das habilidades exigidas no mercado devem mudar até o fim da década, impulsionadas principalmente pelo avanço da inteligência artificial e da digitalização das empresas. Ao mesmo tempo, relatório da PwC mostra que profissionais com competências híbridas, combinando conhecimento técnico e habilidades humanas, tendem a ocupar posições mais resilientes diante da automação. \"Existe uma mudança muito clara no comportamento dos estudantes e profissionais em recolocação. As pessoas passaram a olhar para a formação não apenas como um diploma, mas como uma ferramenta prática de empregabilidade e adaptação ao futuro do trabalho\", afirma Monize Oliveira, Gerente Sênior de Comunicação e Marketing da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs. Entre os cursos que vêm ganhando força estão áreas ligadas à ciência de dados, inteligência artificial, engenharia de software, cibersegurança, UX design, marketing digital, gestão de produtos, energias renováveis e saúde mental corporativa. Ao mesmo tempo, carreiras tradicionais também passam por transformação ao incorporar tecnologia e análise de dados em suas rotinas, exigindo uma formação mais multidisciplinar. No setor de saúde, por exemplo, cresce a demanda por profissionais especializados em saúde digital, gestão hospitalar baseada em dados e bem-estar corporativo. Já em administração, economia e comunicação, disciplinas ligadas à inteligência artificial, automação e análise comportamental passaram a ganhar espaço dentro das grades curriculares. A tendência mostra que o mercado não necessariamente substituiu profissões tradicionais, mas alterou profundamente as competências exigidas dentro delas. Outro movimento importante é o crescimento expressivo da busca por cursos tecnólogos, certificações rápidas e formações complementares. Dados do Censo Escolar 2024, publicados pelo MEC e pelo INEP, mostram que as matrículas em Educação Profissional e Tecnológica cresceram 15,8% em apenas um ano, chegando a representar 17,2% dos estudantes do ensino médio no país. No ciclo anterior, entre 2022 e 2023, as matrículas nessa modalidade já haviam saltado de 2,1 milhões para 2,4 milhões, com destaque para os cursos de qualificação profissional, que registraram alta de 71,9%. Esse avanço ajuda a explicar a mudança de comportamento de quem ingressa no ensino superior agora, especialmente no segundo semestre. Em vez de apostar exclusivamente em graduações longas e generalistas, muitos jovens passaram a construir trajetórias mais flexíveis, combinando ensino superior com especializações técnicas e experiências práticas. O objetivo é acelerar a entrada no mercado e reduzir o descompasso entre formação acadêmica e realidade corporativa. \"A velocidade das mudanças tecnológicas tornou o aprendizado contínuo quase obrigatório. Hoje, a carreira não é mais construída apenas até a formatura. Ela passa a exigir atualização constante, novas competências e uma relação muito mais dinâmica com educação\", explica Monize. A influência das redes sociais e da economia digital também mudou a forma como estudantes enxergam profissões. Áreas ligadas à creator economy, produção de conteúdo, gestão de comunidades digitais e marketing de influência passaram a despertar interesse entre jovens que cresceram em um ambiente altamente conectado. Ao mesmo tempo, profissões relacionadas à sustentabilidade e impacto social ganharam relevância entre estudantes que valorizam propósito e alinhamento cultural nas decisões de carreira. \"Pelo que temos visto em nossos eventos de carreira, para as universidades, o cenário representa um desafio crescente de atualização curricular e aproximação com o mercado. Instituições que conseguem conectar formação acadêmica, tecnologia, empregabilidade e experiências práticas tendem a ganhar vantagem competitiva em um ambiente onde os estudantes já não buscam apenas um diploma, mas uma formação que dialogue diretamente com as transformações do mundo do trabalho\", conclui a Gerente Sênior de Comunicação e Marketing da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs.",
"title": "Profissões do futuro e escolha do curso: o que muda para quem entra na faculdade no segundo semestre"
}