{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiakh7ly2m3o26tpvlwzo7pak5ckgpv2o7zkii2gbct3oarbdl7k3u",
    "uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mlxj7t3qrcg2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreigfewwtvvxgpgci4x7zcvasvu4rf6zt2hzmsztbocay6iukmnif7u"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 59894
  },
  "path": "/mulheres-empreendedoras/noticia/2026/05/atriz-transforma-teatro-de-mamulengo-em-restaurante-arabe-e-fatura-r-60-mil-por-mes.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-16T09:01:20.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
  "tags": [
    "pegn"
  ],
  "textContent": "\nA mamulengueira Natália Siufi passou mais de duas décadas percorrendo o Brasil com bonecos e histórias. Hoje, comanda o Zakie Cozinha Árabe, restaurante de comida árabe com sotaque nordestino instalado na Zona Leste de São Paulo, que fatura R$ 60 mil por mês. O investimento inicial foi de R$ 150 mil. O caminho entre o palco e a cozinha não foi direto. Siufi começou no teatro aos 7 anos, em Campo Grande (MS), e se mudou para São Paulo para cursar a Unesp (Universidade Estadual Paulista), onde trabalhava e estudava ao mesmo tempo. Ao longo de 20 anos de atividade artística na capital, a empreendedora manteve o hábito de servir comida gratuita durante as apresentações — um reflexo de uma experiência que a marcou no início da carreira. \"Quando eu fiz a minha primeira atividade teatral pública, fui a cinco periferias de São Paulo apresentar uma peça e as crianças eram muito inquietas, não assistiam. Depois da peça eu servi um sanduíche e aí vi que elas acalmaram. Entendi que estavam com fome\", conta Siufi. Desde então, comida e teatro passaram a andar juntos em todos os seus projetos. A virada para o empreendedorismo aconteceu durante uma festa cultural. Na época, o grupo de Siufi pesquisava ancestralidade feminina e decidiu preparar esfihas para o evento. Foram 800 unidades — e todas vendidas. \"Foi um sucesso\", diz ela. O resultado confirmou o que já havia intuição: ali havia um negócio. Pouco depois, o grupo ficou sem projeto e sem renda. Siufi encomendou um carrinho a uma serralheria e passou a vender na rua. Do carrinho improvisado até o endereço fixo na Zona Leste, o processo foi gradual. O restaurante foi aberto com cinco sócios dividindo o aluguel da casa. Hoje, Siufi é a única à frente do negócio. A consolidação da proposta gastronômica contou com ajuda especializada. \"A gente teve a chef Rafa Georges, que fez toda a engenharia do cardápio e treinou a equipe\", explica Siufi. O cardápio reúne pratos árabes, com destaque para as esfihas — que seguem sendo o carro-chefe da casa. A combinação entre culinária árabe e referências nordestinas não é aleatória. Para Siufi, as duas culturas têm raízes comuns que ela pesquisa há 20 anos. \"O cuscuz, o coentro, as sonoridades, o jeito de comer com a mão, o jeito de ter sempre comida em casa, de receber — somos uma gente que ri apesar das adversidades, que são muitas\", afirma. Nos primeiros três meses após a abertura, Siufi adotou uma estratégia incomum: distribuir esfihas gratuitamente. Para ela, o produto em si era o melhor investimento em marketing. \"O meu maior marketing é a minha esfiha\", diz. Seis anos depois, a empreendedora credita a fidelidade dos clientes ao boca a boca. \"Hoje estou aqui há seis anos porque o meu cliente sai daqui e fala: você precisa comer essa comida.\" O modelo de gestão do restaurante reflete uma escolha deliberada de Siufi em relação ao trabalho. A equipe, formada exclusivamente por mulheres, opera em escala 4 por 3, com uma hora e meia de intervalo por turno. Aos domingos, o restaurante não abre. \"Eu consigo lucrar sem explorar necessariamente. Quero dinheiro, quero uma casa que se banca e poder pagar bem as pessoas. Mas a que custo?\", questiona. Além da gastronomia, o espaço mantém uma programação cultural ativa. O restaurante recebe mestres e mestras da cultura popular, oferece oficinas e aulas em um ateliê nos fundos e abriga a maior coleção de bonecos populares em exposição permanente do Estado de São Paulo. A agenda é temporária e varia conforme as atrações. \"Quando você vem aqui, tem a possibilidade de acompanhar uma programação e construir uma experiência junto\", diz Siufi. Para a empreendedora, a trajetória no teatro foi determinante para a forma como conduz o negócio. \"Grande parte da minha visão de empreendedora vem do teatro, da ousadia, do risco, do erro. No teatro, o erro é o que nos faz mover\", afirma. E conclui: \"Tenho muito prazer em ter uma pequena empresa, e isso para mim é um grande negócio.\" Veja a seguir a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo: Atriz transforma teatro de mamulengo em restaurante árabe e fatura R$ 60 mil por mês Leia mais",
  "title": "Atriz transforma teatro de mamulengo em restaurante árabe e fatura R$ 60 mil por mês"
}