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  "textContent": "\nApós um encontro com sua comunidade de mulheres, a então influenciadora digital Letticia Gerhardt, de 31 anos, decidiu abrir uma agência de viagens apenas para grupos femininos, a Viaja Guria, que une roteiros à experiências pessoais. De Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Gerhardt era criadora de conteúdo digital, com um pouco mais de 30 mil seguidores e mantinha amizade e um grupo de WhatsApp com suas seguidoras, que utilizavam a ferramenta para se conhecerem melhor e marcar encontros em sua cidade. Foi em uma dessas reuniões que as mulheres ali presentes decidiram marcar uma viagem juntas, e assim, a Viaja Guria nasceu, em 2023. A empresária já havia tentado outros negócios: vendeu semi-joias e teve um brechó. Além da influência, também foi modelo plus size. O empreendedorismo já estava no seu sangue: a mãe é dona de uma loja de roupas e o pai e a irmã empreenderam também na área do turismo, de onde veio sua vocação e gosto por viagens. Ainda sem recursos no início, Gerhardt aproveitou sua influência na internet e utilizou publicidades como patrocínio dos primeiros destinos do Viaja Guria. Algumas marcas locais, de mulheres que a seguiam, bancaram as primeiras viagens, até ela conseguir juntar os primeiros R$ 3 mil para iniciar seu negócio. No começo, ela utilizou a agência da irmã para contratos, pagamentos, logística e auxílio nos custos. “O turismo sempre veio muito forte da minha família, então isso foi fermentando dentro de mim. Eu achei que ia começar devagar, com uma viagem a cada três meses, tudo regional, mas no terceiro mês já estava fazendo Buenos Aires. Em seis meses viralizou e a nossa conta no Instagram chegou a 200 mil seguidores muito rápido. O diferencial foi justamente essa cultura de acolhimento entre mulheres. Eu sentia que aquilo era diferente de tudo que eu já tinha tentado fazer”, conta Gerhardt. A primeira viagem, em 2023, foi para Bento Gonçalves, com um grupo de 32 mulheres de várias idades. Initial plugin text Em seu primeiro ano, a empresa teve um faturamento de R$ 562 mil. Em 2025, caiu para R$ 439 mil, o que Gerhardt atribui como consequência ainda da tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, em 2024. Ela quer recuperar esse faturamento em 2026 e aposta em outros meios além das viagens: parcerias com marcas, eventos e vendas de produtos personalizados. Com isso, ela prevê atingir R$ 600 mil. O crescimento da Viaja Guria foi orgânico e muito rápido, segundo a empresária. Gerhardt conta que, no começo, somente as mulheres da comunidade viajavam com ela, mas posteriormente vieram pessoas de outros estados, que foram conhecendo a agência pelo boca a boca e pela internet. No Instagram, o perfil da empresa possui 300 mil seguidores atualmente. Para viajar com o grupo, o ponto de encontro é no Rio Grande do Sul, para que todas saiam juntas para viagens de ônibus ou avião. Antes, todas marcam uma videochamada para se conhecerem melhor e gerar confiança. Initial plugin text Segundo Gerhardt, a região Sul é estratégica geograficamente, por permitir viagens de ônibus para roteiros procurados, como vinícolas, turismo gastronômico, cervejarias e cânions. A Viaja Guria também tem em seu catálogo cidades da Argentina e Uruguai, que facilmente acessadas de ônibus. Demais viagens para outros lugares do Brasil são realizadas por via aérea, como Lençóis Maranheses, Jalapão, Recife, entre outros. “Eu acho que pelas histórias que a gente escolhe contar e pela forma como a gente se apresenta nas redes, as mulheres querem viajar com a gente”, diz a empreendedora. “Não é uma coisa engessada e tradicional, a gente mostra mulheres reais, todos os corpos, todo mundo sendo quem é. Acho que isso faz as pessoas quererem pertencer”. Os grupos são formados por mulheres diversas, com idades distintas: “A gente já recebeu mulheres de 86 a quatro anos, acompanhadas das mães. A maioria nasceu nos anos 1990, mas a idade nunca foi uma questão para nós. Tem as aventureiras, as mais caóticas, as mais quietinhas. Cabe todo mundo”. “Eu acredito também que é pelo sentimento que a gente evoca e pela segurança que as gurias sentem na gente. A pessoa sente que vai fazer parte de algo maior, que vai viajar acompanhada, acolhida. A gente não vende só o destino. A gente vende toda a jornada”, diz Gerhardt. A empresária tem o objetivo de consolidar sua marca nacional e internacionalmente. Ela criou um projeto chamado “We Are Amigas”, para receber mulheres de outros países e fomentar o turismo brasileiro. Apesar disso, Gerhardt conta que ainda vai focar em potencializar a Viaja Guria no Rio Grande do Sul, região que ela descreve como “bairrista”, em que os moradores têm orgulho dos negócios que nascem ali. Para ainda este ano, ela vai inaugurar a Casa Viaja Guria, sede da agência, que será local de eventos, ativações de marcas, ponto de encontros e venda dos seus produtos personalizados, como bonés, garrafas, bandeiras, cangas, bottons, entre outros. “Elas amam viajar todas parecidinhas. A gente chega aos destinos e é um acontecimento; é um bando de mulheres chegando, todas de rosa e chamativas. Às vezes nos param na rua para perguntar o porquê de estarmos andando assim. Todo mundo se sente celebridade”. Essa forma de “uniformizar” o grupo nas viagens também funciona como uma estratégia de marketing — ainda que o Instagram seja o principal conversor de vendas, que funciona como uma boa porta de entrada, segundo a empresária.",
  "title": "Ela transformou um grupo de WhatsApp em agência de viagens só para mulheres"
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