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Shein e AliExpress afirmam que queda da taxa das blusinhas 'não muda compromisso com sellers locais'

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] May 13, 2026
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E-commerces como Shein, Shopee, AliExpress e Temu viram o preço de grande parte de seus produtos cair nesta quarta-feira (13/5) após o governo federal zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, conhecido como "taxa das blusinhas". Apesar de conhecidos especialmente pela oferta de produtos internacionais, os marketplaces também abrigam vendedores brasileiros, que passam a concorrer com preços mais baixos, mas continuam no radar das plataformas asiáticas. O termo “taxa das blusinhas” é usado para se referir à cobrança do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 245, na cotação atual). A medida fazia parte do programa Remessa Conforme, criado em 2024 para regulamentar e ampliar a fiscalização destas importações. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira (12/5), a Medida Provisória que atualiza as regras de tributação já está valendo. No entanto, a mudança não significa que pedidos do exterior não terão mais nenhuma tarifa, já que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que varia de 17% a 20% na maioria dos estados, ainda incidirá sobre as compras internacionais. Com um número superior a 50 milhões de consumidores e 45 mil vendedores brasileiros em seu marketplace nacional, a Shein afirma que apoia a revogação do imposto de importação incidente sobre compras internacionais de até US$ 50. A empresa diz que “entende a medida como um passo importante para democratizar o acesso e proteger o poder de compra da população brasileira, especialmente das classes C, D e E”. “Reconhecemos que essa é uma grande vitória para o consumidor e acreditamos que a decisão contribui para ampliar o acesso da população a produtos de qualidade, a preços acessíveis e a uma maior diversidade de oferta, preservando a competitividade, a inclusão econômica e a liberdade de escolha dos brasileiros”, disse Felipe Feistler, presidente da Shein no Brasil em nota enviada a PEGN. Questionada sobre medidas de apoio ao comércio brasileiro, a empresa declarou que “o compromisso de longo prazo com o Brasil também segue como prioridade estratégica da companhia”. A empresa afirma manter “investimentos contínuos em logística, tecnologia, e geração de oportunidades para milhares de empreendedores e parceiros do país”. Outra gigante chinesa que reafirma o compromisso com empreendededores brasileiros é o AliExpress. A empresa afirma que “o cross-border e o comércio local possuem sortimento muito complementares e sempre coexistiram”. “Enquanto as compras internacionais ampliam o acesso dos consumidores a produtos, tecnologias e marcas globais, os lojistas brasileiros se destacam pela proximidade com o consumidor, agilidade na entrega, conhecimento do mercado local e competitividade em diversas categorias, como eletrodomésticos, por exemplo”, disse a empresa em nota enviada a PEGN. A companhia ressalta que a revogação do imposto de importação para produtos abaixo de US$ 50 “não muda o compromisso do AliExpress com o desenvolvimento dos sellers locais”. “A plataforma segue trabalhando para ampliar oportunidades para vendedores brasileiros, fortalecendo um ecossistema em que diferentes modelos de venda se beneficiam de uma base maior de consumidores ativos, e maior digitalização do varejo”, declarou o AliExpress. Procurados por PEGN, Temu e Shopee não se posicionaram até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto. Leia também

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