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Deeptech goiana fecha contrato de R$ 160 milhões com AWS e mira expansão para os EUA

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] May 7, 2026
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A Forlex, startup brasileira que desenvolve modelos de inteligência artificial para o setor jurídico, anunciou nesta quinta-feira (7/5) a assinatura de um contrato de US$ 32 milhões (em torno de R$ 160 milhões) com a Amazon Web Services (AWS), com o objetivo de ampliar a infraestrutura tecnológica para suportar a escala de crescimento da deeptech. De acordo com Daniel Bichuetti, cofundador, co-CEO e CTO da Forlex, a nova capacidade tecnológica possibilitou que a deeptech assumisse um contrato de US$ 10 milhões (R$ 49 milhões) com um cliente de fora do Brasil. “Para uma startup no nosso estágio, é algo muito significativo”, afirma. Fundada em 2023 e sediada em Goiânia (GO), a Forlex criou um assistente jurídico digital a partir dos modelos de IA que desenvolveram. O SaaS lê processos, interpreta documentos e apoia a elaboração de peças com base em fontes oficiais. O perfil predominante de clientes é o de advogados autônomos ou sócios de pequenos escritórios, mas a startup também atende grandes corporações, como Natura e Qatar Airways. Initial plugin text “Parte da razão pela qual vemos o crescimento das legaltechs é porque existe uma necessidade clara por parte dos usuários e o impacto é facilmente medido. O Brasil tem uma grande população de desenvolvedores e engenheiros de software, inovadores e criativos, que podem construir soluções com as ferramentas certas”, comenta Jason Bennett, vice-presidente global de startups e venture capital da AWS. No ano passado, a Forlex viu o crescimento na base de usuários após uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que disponibiliza a ferramenta no plano gratuito para mais de 1,5 milhão de advogados. Atualmente, segundo o cofundador, esse número cresce entre 70% e 75% mensalmente. Segundo Bichuetti, a startup decidiu apostar no mercado global após alcançar um teto de clientes enterprise no Brasil – a adoção da solução por empresas, no Brasil, dobrou entre o fim de 2025 e abril. Agora, a Forlex mira o mercado endereçável de grandes companhias dos Estados Unidos. Para tocar a operação de perto, o cofundador vai se mudar para São Francisco, na Califórnia, em julho. As primeiras conversas já iniciaram com um escritório de advocacia de Miami. “Quando fundamos a Forlex, sempre pensamos no mundo. Reunimos dados de Estados Unidos, Reino Unido e Europa pelos últimos dois anos e construímos esse banco de informações para treinar os nossos modelos. O formato para os EUA está quase tão eficiente quanto o brasileiro. Estamos indo porque já estamos preparados para isso”, declara Bichuetti. O novo contrato com a AWS se soma aos créditos recebidos no ano passado, quando a Forlex participou do AWS Generative AI Accelerator (GAIA), iniciativa global da big tech, que selecionou três startups brasileiras para o projeto. “A Forlex representa uma nova geração de startups, nativas em IA, que estão usando tecnologia de ponta para resolver alguns dos maiores problemas do mundo, para oferecer aos usuários algo que não era possível há cerca de 12 ou 18 meses atrás. O Brasil é um hub de inovação para essas startups na América Latina, é o país onde vimos empreendedores transformando a tecnologia em soluções mais rapidamente”, aponta Alvaro Echeverria, diretor e gerente-geral de startups na América Latina da AWS. O acordo prevê o fornecimento de centenas de Graphics Processing Units (GPUs) NVIDIA B200 – voltadas ao treinamento e operação de modelos de IA generativa em larga escala – em capacidade computacional dedicada à Forlex, com vigência de três anos. Um novo contrato está em negociação para ampliar esse suprimento. “A capacidade computacional, em IA, é a infraestrutura crítica do setor. Sem ela, modelos não treinam, agentes não escalam e a operação para. O que esse acordo nos dá é previsibilidade na base, uma fundação sobre a qual o restante do plano se constrói, incluindo a entrada no mercado norte-americano e o ritmo de desenvolvimento dos modelos próprios”, declara Bichuetti. A novidade chega em um momento importante para o ecossistema de startups brasileiras nativas em IA. Nesta semana, a legaltech Enter se tornou o primeiro unicórnio da América Latina de IA, ao alcançar o valuation de US$ 1,2 bilhão após uma rodada Série B. Em sua trajetória, a Forlex acumula R$ 5,95 milhões captados em equity, sendo R$ 3,6 milhões em uma rodada inicial liderada pela Vinci Ventures e R$ 2,35 milhões em uma extensão subsequente, voltada a sustentar a expansão internacional. O cofundador afirmou que a startup está iniciando conversas para levantar uma nova rodada neste ano. Para 2026, a previsão de faturamento é de R$ 58 milhões, apoiado na maturação dos planos pagos e na conversão de usuários da modalidade gratuita. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!

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