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64% dos brasileiros mudariam de emprego para melhorar a qualidade de vida, mesmo com salário menor, diz estudo

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] May 6, 2026
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A busca por bem-estar está no centro das decisões dos trabalhadores brasileiros. Segundo o estudo A Experiência Laboral 2026 no Brasil, realizado pela WeWork, em parceria com a Offerwise, 64% dos brasileiros afirmam que mudariam de emprego para obter melhor qualidade de vida, mesmo que isso significasse uma redução salarial. Para 93% dos profissionais, equilibro entre vida pessoal e profissional é fundamental para escolher ou permanecer no emprego. Mesmo em movimento de desejo e busca por maior qualidade de vida, 7 em cada 10 trabalhadores ainda consideram que o seu nível de bem-estar é médio. Na avaliação de Cláudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam, este cenário representa um risco e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para as corporações. “Se 70% consideram o nível de bem-estar médio e maioria consideraria trocar de emprego por uma melhor qualidade de vida, isso mostra que existe um movimento de talentos com chances de trocar uma empresa por outra”, diz Hidalgo. Para o executivo, ganha quem estiver mais atento e aberto às demandas dos colaboradores. Na avaliação de Beatriz Kawakami, business manager da WeWork no Brasil, a pesquisa, que foi realizada com 2,5 mil profissionais de diferentes gerações de todo o país, ainda aponta uma relação entre a busca por bem-estar e o trabalho presencial. De acordo com o estudo, 6 em cada 10 profissionais rejeitam a ida ao escritório em tempo integral e 79% dos trabalhadores que atuam em regime presencial afirmam que o modelo é uma regra imposta pela empresa, não uma escolha. Para 65%, o deslocamento é a principal desvantagem da atividade presencial. De acordo com Kawakami, além de repensar a obrigatoriedade do modelo, empresas devem considerar formas de agregar valor à ida ao escritório. “As empresas devem oferecer o que o colaborador pensa que está perdendo ao ir para o escritório para tornar o presencial atrativo, para que as pessoas queiram ir e não vejam apenas como uma obrigação”, aponta a executiva. Ainda segundo a pesquisa, 8 em cada 10 trabalhadores afirmam que aceitariam um trabalho presencial se os benefícios e condições melhorassem. Atualmente, 57% reclamam do barulho no escritório, 53% sentem falta de áreas de descanso e 53% gostariam de espaços mais amplos. Neste contexto, aspectos como saúde (55%), salário competitivo (54%) e equidade remunerativa (52%) não são mais considerados diferenciais, mas requisitos básicos para a viabilidade de qualquer emprego, na avaliação dos trabalhadores. Benefícios adicionais (54%) e bônus por desempenho (49%) superam a importância do salário base (43%) na percepção de valor do pacote de remuneração. IA no dia a dia Mesmo presente no dia a dia dos trabalhadores, a inteligência artificial ainda não faz parte da estrutura organizacional da maioria das empresas. Segundo o estudo, 43% dos colaboradores brasileiros já utilizam a IA por conta própria em suas rotinas de trabalho. Por outro lado, apenas 19% afirmam ser incentivados por suas empresas a utilizar a tecnologia. Para Kawakami, a “adoção silenciosa” indica que o funcionário decidiu não esperar pelas diretrizes da organização para otimizar sua atividade. Hoje, o uso de IA está concentrado em pesquisas rápidas (70%) e tarefas técnicas (55%). Para 43% dos trabalhadores, ao menos metade das tarefas atuais poderiam ser automatizadas ou simplificadas com uso de inteligência artificial. De acordo com a executiva, embora o uso de IA seja elevado, sua utilidade ainda é aplicada em tarefas majoritariamente simples, o que indica que há espaço para empresas que desejem liderar a sofisticação do uso para aumentar a produtividade e o bem-estar dos colaboradores. Leia também Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!

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