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  "textContent": "\nO número de pessoas com dívidas em atraso, os chamados inadimplentes, já chegava a 82,8 milhões em março deste ano, alcançando novo nível recorde, e chegando a 49% da população adulta, de acordo com o Mapa da Inadimplência do Brasil, divulgado pela Serasa nesta terça-feira, em meio à semana em que o governo federal anuncia seu novo programa de renegociação de dívidas, o chamado Desenrola 2.0. Esse contingente aumentou 1,35% em relação a fevereiro deste ano, quando o país tinha 81,7 milhões de endividados. — O programa sozinho não vai fazer milagre, a gente viu pelo Desenrola passado que ele acaba suavizando a inadimplência, mas se outras ações não forem tomadas, a gente não vai ter uma redução significativa e a inversão da curva da inadimplência — disse Aline Maciel, diretora da Serasa, sobre as novas medidas do governo para conter o endividamento, destacando a importância de ações voltadas para a educação financeira da população. Os números mostram que são cerca de 338,2 milhões em dívidas, que somam um valor total de R$ 557 bilhões. Já o valor médio de dívidas por pessoa chega a R$ 6.728,51, enquanto o valor médio de cada dívida fica em R$ 1.647,64. Saiba mais — Essas são só dívidas inadimplentes, sabemos que o cenário de dívidas é muito maior. Esses 82,8 milhões representam quase 50% da população adulta no Brasil, e quando a gente olha o valor médio de cada dívida, estamos falando de um valor maior que o salário mínimo atual. Então é um cenário realmente bastante desafiador — destacou Fernando Gambaro, Gerente de Comunicação da Serasa. Do total de dívidas em atraso, 47% está concentrada no setor financeiro, sendo 27,3% de bancos e cartão de crédito e 20,2% financeiras. São justamente essas que estão no foco do Novo Desenrola Brasil. Por outro lado, 21% foram contraídas em contas básicas, como água, luz e gás, e 11,5% são de serviços. A Serasa divulgou ainda estudo inédito com o Opinion Box, realizada em abril deste ano, que mostrou que o principal motivo que leva brasileiros a se endividarem com bancos é o desemprego ou a perda de renda, sendo a opção de 38% dos respondentes. Leia também",
  "title": "Número de inadimplentes chega a 82,8 milhões em março, alcançando novo recorde, mostra Serasa"
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