Estratégia adotada por atacadista para proteger pote de Nutella contra furtos divide opiniões nas redes
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April 27, 2026
Um post no X (antigo Twitter) viralizou no último domingo (26/4) ao mostrar um pote de Nutella, vendido por R$ 77,99, preso à prateleira de uma loja atacadista. Na publicação, o usuário demonstra surpresa com a atitude do estabelecimento e comenta: “Imagina viver num país tão miserável que um creme de avelã é tão caro que o mercado precisa se precaver de pessoas que o furtam [sic]”. Ele ainda explica que os cartões expostos são trocados pelo produto no caixa, após o pagamento. Com mais de 800 mil visualizações e cerca de 300 comentários, usuários questionaram o preço, a medida do supermercado e até episódios parecidos em outros estabelecimentos. Initial plugin text “Não é coisa de país pobre, é coisa de país que não pune furto”, comentou um perfil na publicação, exemplificando com práticas parecidas que ocorrem em varejistas nos Estados Unidos. “Aqui em SP (e arredores, incluindo Barueri) alguns supermercados já estão colocando lacres eletrônicos em peças de carnes”, escreveu outro usuário, compartilhando uma experiência parecida. A conta responsável pela publicação indica a localização como Curitiba, mas o Max Atacadista, empresa citada no post, não confirma que o caso tenha ocorrido na cidade. Em nota enviada a PEGN, a empresa diz que a medida faz parte da política de controle de perdas para alguns itens específicos. “Os consumidores entendem e se adaptam perfeitamente”, diz o texto. Leia também Furtos impactam resultados no varejo A adoção de medidas de prevenção para itens de alto valor não é uma novidade e reflete um cenário de prevenção para empresas varejistas. Furtos e roubos representaram cerca de 70% das perdas no varejo em 2025, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) com a KPMG. Farmácias e drogarias têm o maior índice de perdas totais, com um aumento de 38,9%. Segundo o estudo, estima-se que o prejuízo total do varejo por perdas foi de R$ 36,5 bilhões no ano passado. Leia também
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