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"textContent": "\nSempre que entra no escritório, Jess Farmery começa a espirrar e sente a pele coçar de forma incontrolável. No início, a profissional de comunicação de 31 anos pensou se tratar de uma rinite sazonal, mas o persistir dos sintomas no inverno acendeu um alerta. Além da alergia, as luzes fluorescentes do prédio lhe causavam dores de cabeça e exaustão. O diagnóstico para o mal-estar que desaparecia assim que ela cruzava a porta de saída tem nome: Síndrome do Edifício Doente (SED). O termo é usado para descrever sintomas agudos de saúde que parecem estar diretamente ligados ao tempo passado dentro de um imóvel específico. Segundo informações do site da revista Self, o problema envolve desde confusão mental e náuseas até tonturas e irritações na pele. A experiência de Farmery não é isolada. Lizzie, de 30 anos, que trabalha em uma organização sem fins lucrativos, relatou à Self que seus sintomas se tornaram \"incontroláveis\" após a empresa mudar para uma nova sede em janeiro de 2024. \"Me senti enjoada e tonta depois de apenas 10 minutos no prédio\", disse Lizzie, que pediu para não ter o sobrenome divulgado. Por não conseguir se concentrar, ela precisou reduzir a carga horária e o salário para evitar uma demissão, já que o home office total não foi aceito. O que diz a ciência A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a síndrome desde a década de 1980. Segundo a entidade, cerca de 30% dos edifícios no mundo sofrem com a Síndrome do Edifício Doente (SED). O problema geralmente é causado por uma combinação de fatores: má qualidade do ar, falta de ventilação, presença de esporos de mofo ou produtos químicos liberados por carpetes, tintas e móveis novos. A OMS também aponta que o estresse atinge cerca de 90% da população mundial e que 1 em cada 4 pessoas já enfrentou algum quadro de ansiedade. Para Leonard Bielory, professor da Hackensack Meridian School of Medicine, a questão é ambiental. \"É o prédio que está doente, não a pessoa\", afirmou. O médico explica que olhos e nariz funcionam como sensores que detectam poluentes no ar. A sensibilidade, porém, varia. Enquanto um funcionário não sente nada, outro pode ter crises imediatas. Pesquisas indicam que as mulheres relatam sintomas da SED com mais frequência que os homens. Um estudo de 2025 realizado na China reforçou que o gênero é um fator importante para prever o surgimento de tonturas, fadiga e problemas digestivos no trabalho. Leia também",
"title": "Conhece a Síndrome do Edifício Doente? Ela pode explicar por que você tem sintomas físicos dentro do escritório"
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