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  "publishedAt": "2026-04-22T17:03:33.000Z",
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  "textContent": "\nCostumavam pensar que a produtividade podia ser medida por sinais visíveis: agendas cheias, múltiplas entregas, jornadas extensas e disponibilidade constante. Esse modelo, amplamente incentivado por empresas e internalizado por profissionais, começa a perder força. O que está em curso é uma mudança mais silenciosa e, ao mesmo tempo, estrutural. A ideia de que produzir mais significa performar melhor está sendo substituída por um conceito mais sofisticado: produzir com foco, qualidade e consistência. O movimento não surge por acaso, é resultado direto de um ambiente de trabalho mais complexo, com excesso de informação, múltiplas demandas simultâneas e uma sobrecarga que, na prática, compromete a capacidade de execução. Dados da consultoria McKinsey indicam que profissionais passam, em média, quase 30% da semana lidando com e-mails e reuniões, muitas vezes, com baixo impacto real nos resultados. O efeito disso é uma falsa sensação de produtividade, sem avanço proporcional nas entregas. Para Hosana Azevedo, Gerente Sênior de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o desafio está em redefinir o que, de fato, significa ser produtivo. \"Durante muito tempo, a produtividade foi associada a volume e velocidade. Hoje, as empresas começam a entender que isso não se sustenta. O que gera resultado é clareza de prioridades, foco e capacidade de execução\", afirma. O cenário também altera a forma como empresas avaliam desempenho. Indicadores baseados apenas em quantidade de tarefas ou horas trabalhadas perdem espaço para métricas mais ligadas a impacto, qualidade e entrega de valor. Isso exige um redesenho da rotina corporativa. Redução de reuniões desnecessárias, revisão de fluxos de trabalho e definição mais objetiva de prioridades passam a ser movimentos estratégicos, não apenas operacionais. Outro ponto central está na autonomia. Em um cenário onde o excesso de controle tende a gerar mais fricção do que resultado, empresas mais maduras começam a apostar em modelos que priorizam confiança e responsabilidade individual. \"Quando o profissional entende claramente o que precisa ser feito e tem autonomia para executar, a tendência é que a produtividade aumente — não pelo volume, mas pela qualidade da entrega\", explica Hosana. A transformação também conversa diretamente com as novas expectativas do mercado de trabalho. Profissionais, especialmente das gerações mais recentes, tendem a valorizar ambientes onde o desempenho é medido por resultado — e não por presença constante. Ao mesmo tempo, há um impacto direto na sustentabilidade do trabalho. Modelos baseados em sobrecarga contínua mostram sinais de esgotamento, enquanto estruturas mais equilibradas tendem a manter a performance ao longo do tempo. O que se observa, portanto, não é apenas uma mudança de estilo, mas uma revisão profunda de mentalidade. A estética da produtividade, baseada em excesso e urgência constante, perde espaço para uma lógica mais estratégica. \"E, para empresas que ainda operam no modelo anterior, a adaptação deixa de ser uma escolha. Em um mercado cada vez mais competitivo, fazer mais já não é suficiente. É preciso fazer melhor e, muitas vezes, fazer menos para conseguir isso\", finaliza a Gerente de RH.",
  "title": "A estética da produtividade está morrendo e isso muda tudo dentro das empresas"
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