Empreendedor fatura mais de R$ 650 mil com negócio de bolos criado com IA
Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial]
April 21, 2026
O norueguês William Lindholm, de 20 anos, é o fundador da Daymaker, startup que ajuda empresas a divulgar vendas por meio do envio de bolos personalizados, em vez de e-mails. Com essa abordagem, a plataforma aumentou seu faturamento mensal de US$ 10 mil (R$ 50 mil) para US$ 130 mil (R$ 652 mil). Lindholm trabalha com vendas desde os 12 anos e resolveu unir essa experiência com a vontade de utilizar ferramentas de IA. No ano passado, ficou em terceiro lugar em uma competição nacional ao agendar 17 reuniões em apenas quatro horas sobre a automação de entregas de bolos. No meio de 2024, o empresário passou a usar o Lovable, uma plataforma de programação com IA, para encontrar empresas recém-registradas na Noruega que ainda não tinham site. Ele ligava para os possíveis clientes, explicava que estava usando IA e criava um site em tempo real durante a ligação, finalizando o projeto em até 20 minutos após o encerramento da chamada. Meses depois, já havia faturado US$ 60 mil (cerca de R$ 301 mil), valor usado para impulsionar o lançamento da Daymaker, em setembro de 2025, com dois amigos. “O Lovable é uma ferramenta incrível, e acho que é por isso que está se tornando viral, porque, em primeiro lugar, bolo é uma ideia tão aleatória. E, em segundo lugar, eu não tinha nenhuma experiência técnica quando comecei. Mas, por outro lado, conseguimos construir uma plataforma técnica que se tornou um negócio sério"; comenta Lindholm à Inc. Leia também: Com apoio da plataforma Building with Lovable, a startup atraiu investidores-anjo, conquistou os primeiros 50 clientes, vendeu cerca de 200 bolos e levantou US$ 100 mil (R$ 500 mil), com avaliação de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões). Atualmente, a equipe usa o Cursor, outra ferramenta de programação com IA, para escalar o negócio. A ideia inicial era enviar bolos de aniversário para funcionários, mas o modelo exigia esforço excessivo das empresas, que precisavam importar listas de colaboradores. “Era trabalho demais e resultado de menos para eles”, relembra Lindholm. “É por isso que nunca conseguimos encontrar a adequação do produto ao mercado que encontramos hoje.” Após Lindholm e os sócios se mudarem para São Francisco (EUA) e ingressarem no estúdio de capital de risco Founders, Inc., os fundadores perceberam que apenas bolos de aniversário não eram suficientes e migraram para o modelo atual, focado em campanhas de apresentação comercial. A virada veio com o primeiro cliente nesse formato: Andrew Anderson, fundador da Mandalo, estava captando recursos para sua plataforma financeira, e, ao enviar bolos personalizados a investidores, conseguiu agendar cinco reuniões após contatar sete fundos. “Isso viralizou nas redes sociais e, desde então, tem sido uma loucura”, diz Lindholm. “Estamos recebendo tanta coisa que não sabemos o que fazer com tudo isso.” A empresa que antes contava apenas com um confeiteiro em Oslo (Noruega), teve que contratar outras confeitarias em diversas cidades. Hoje, a Daymaker cobra cerca de US$ 85 (R$ 425) por bolo, incluindo entrega e foto personalizada. A startup já realizou 10 campanhas comerciais e tem cerca de 50 clientes em negociação. O maior pedido até o momento veio da Archy, empresa de software odontológico, que encomendou 1 mil bolos. “O bolo é apenas uma versão beta”, afirma Lindholm. A empresa já recebe pedidos para itens como pizzas, donuts e até mesas de pingue-pongue. “Se pudermos criar essa rede de fornecedores locais capazes de criar esses itens personalizáveis, esse é o futuro do marketing ".
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