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Empreendedora leva receita baiana de pão delícia a São Paulo e fatura R$ 200 mil por mês

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] April 18, 2026
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Em 2020, Juliana Sena trocou a Bahia por São Paulo para cursar pós-graduação em moda e trabalhar. No entanto, com a chegada da pandemia e o anúncio do lockdown, ela recebeu a notícia de que a vaga de emprego que tinha acabado de conseguir não seria efetivada. Fechada em casa e diante da incerteza, a cozinha virou seu refúgio. A ideia de transformar o tradicional pão delícia baiano em negócio surgiu de forma inusitada, durante um banho. O que começou como uma tentativa de distração logo ganhou escala digital: após uma prima postar sobre o produto nas redes sociais, os primeiros três clientes apareceram. Nascia ali a Oxe Pãozinho. O começo foi marcado por esforço físico e poucos recursos. Sena batia a massa e ralava o queijo manualmente em seu próprio apartamento. O primeiro grande investimento veio da rescisão de seu antigo serviço: R$ 300, usados para comprar uma batedeira que agilizasse o processo. Em maio de 2020, ela já produzia 150 pães por dia. Com um investimento inicial total de R$ 10 mil e o poder do boca a boca, a produção dobrou em apenas cinco meses. Em junho de 2021, um ano após o início, a marca atingiu a marca de 500 pães diários. O crescimento exigiu que a empresa deixasse o apartamento da profissional para ocupar uma fábrica própria. Para atender às normas da Vigilância Sanitária, a empreendedora investiu R$ 40 mil na reforma do novo espaço. Veja também: As vendas aconteciam via delivery e a maioria dos clientes eram baianos. O negócio foi crescendo cada vez mais, até que em agosto de 2023, com uma produção de 1,5 mil itens por dia, a ex-especialista em moda abriu sua primeira loja física, transformando uma sala em frente a fábrica em um ponto de venda direta ao consumidor. "Se você faz um produto de qualidade e tem um público bem alinhado, você vai longe", afirma a empreendedora. O chef de cozinha paulistano Marcelo Pires, primeiro funcionário contratado, conta que a receita é uma mistura da Bahia com São Paulo que deu muito certo. Hoje, a equipe conta com 18 colaboradores e um cardápio diversificado com 12 sabores (entre doces e salgados), mantendo um tíquete médio de R$ 70. O faturamento médio mensal de R$ 200 mil permitiu que Sena realizasse um sonho ainda maior: a inauguração de uma padaria experimental com café. Até novembro do ano passado, a produção já saltava para 3 mil pães por dia, servindo tanto paulistanos quanto baianos saudosos — como Renata Gammarano, que faz questão de levar os produtos para Salvador, atraída pela cartela de sabores diferenciada. Para a fundadora, o produto tem um significado que atende muito mais do que o paladar: "O pão delicia é além do alimento, ele é afeto", finaliza. Confira a seguir a reportagem completa exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo: De receita baiana a negócio de R$ 200 mil: o sucesso do pão delícia

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