Empresa aposta em skincare para pets e fatura R$ 1,3 milhão no primeiro ano
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April 15, 2026
Desaconselhar banhos frequentes pode parecer estranho para uma marca de skincare animal, mas é o princípio central da Vidaá. Fundada em 2024 pela veterinária Nathália Starek e pelo consultor Rodolfo Komatsu, a empresa surgiu de uma solução caseira e faturou R$ 1,3 milhão em seu primeiro ano. Atualmente, o portfólio conta com 14 produtos, divididos entre a linha cosmética e a de suplementos alimentares. A trajetória da Vidaá começou em 2017, motivada pela busca de Starek por cuidados para sua primeira cadela, da raça spitz alemão. Em 2020, unindo especializações em fitoterapia e aromaterapia, a veterinária desenvolveu as primeiras formulações para evitar o uso de medicações convencionais e banhos frequentes em seus animais. O potencial comercial ficou claro ao tratar pacientes com alopécia que não respondiam a protocolos tradicionais. “Analisando o pedigree desses cães, notei características em comum e identifiquei que eles poderiam se beneficiar da fórmula que havia criado para os meus próprios cães”, explica. Contudo, ela conta que a empresa só foi criada oficialmente em 2024. Para profissionalizar a operação, a veterinária se uniu a Rodolfo Komatsu, consultor sênior em inovação e negócios. O investimento inicial para a transição do artesanal para o industrial foi de aproximadamente R$ 200 mil, abrangendo registros no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reformulação de produtos e design de rótulos. No primeiro ano, a dupla apostou em uma linha de banho de imersão e a seco, que incluía a fórmula que hoje é exclusiva para o tratamento de alopécias e outras composições voltadas a necessidades específicas da pele e da pelagem do animal. Em 2025, eles incluíram os séruns para uma rotina completa de cuidados. Os produtos, que custam a partir de R$ 19,90 , são vendidos no e-commerce. Produtos da Vidaá Divulgação A marca se baseia no que chamam de “animalize-se”, que propõe entender o animal em vez de humanizá-lo. Nesse sentido, Starek defende que o banho frequente é uma "agressão" que atende apenas ao desejo de higiene do tutor, prejudicando o equilíbrio da pele do pet. Komatsu reforça essa visão ao explicar que os produtos da Vidaá, como o shampoo que não faz espuma excessiva para economizar água, são pensados de forma sustentável e fisiológica. “Esse cheiro do animal é uma característica natural”, pontua ele. A estratégia educacional da empresa visa mostrar que o cuidado diário com séruns é mais eficaz que banhos semanais para manter a imunidade da pele. Mesmo operando do Brasil, a Vidaá possui alcance internacional, atendendo pacientes da veterinária em países como Hungria, Mônaco, Suíça, Emirados Árabes e Austrália. O sócio afirma que, apesar dos desafios logísticos nacionais, o interesse pelo conceito de skincare animal é global. Para o futuro do negócio, os planos incluem o lançamento de um infoproduto para treinar veterinários, profissionais especializados na estética, higiene e tosa de pets na metodologia da marca. Novos produtos já estão em trâmite legal com os órgãos reguladores para lançamento ainda neste ano. Embora a ideia seja expandir o portfólio, a proposta da empresa permanece focada na reeducação do mercado. “Não queremos só vender produto, quero ver todos os cachorros bem”, frisa Starek. De acordo com Komatsu, o objetivo é consolidar a estrutura sem perder a essência. “A gente tem uma missão um pouco mais conceitual ou espiritual”, acrescenta. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar! Leia também
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