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  "textContent": "\nAtento à rotina do brasileiro, considerando que mais de 170 milhões de pessoas (80% da população) já utilizam o Pix, a empresa americana PayPal começou a oferecer o meio de pagamento como opção para pequenas e médias empresas (PMEs) no país. O recurso chega gradualmente às contas dos lojistas. A funcionalidade ficará disponível no \"PayPal Complete Payments\" (PCP), plataforma global de pagamentos, solução lançada no ano passado voltada para as PMEs, integrando e-commerce, redes sociais, QR codes e links de pagamento. Segundo Brunno Saura, gerente-geral do PayPal no Brasil, a chegada do Pix à plataforma para lojistas representa mais um passo das investidas da empresa no mercado nacional, além de responder a uma demanda dos clientes: — Existia uma ânsia dos nossos vendedores que gostam de trabalhar conosco e de como eles poderiam ter Pix conosco para ter tudo dentro de uma única plataforma. O Pix é uma parte super necessária e que estava faltando na nossa solução para atender o mercado local. Além da plataforma, foi também no último ano que a multinacional ganhou licença para operar como adquirente no Brasil. Agora, é ela que assume o risco e faz a liquidação final da transação com as bandeiras e os bancos. Antes disso, operava como intermediária. Enviava os dados da compra para parceiros, como Rede (Itaú) ou Cielo, que \"conversavam\" com as bandeiras e o Banco Central. A integração com o Pix está alinhada à estratégia de crescimento do PayPal no Brasil, onde a empresa completa 15 anos neste ano, explica Saura. Sem abrir números e percentuais de participação no mercado nacional, ele dá pistas de onde se concentrarão os esforços da companhia. Os negócios no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) estão crescendo acima de dois dígitos. — O PayPal vem se desenvolvendo num passo acelerado nos últimos cinco anos. Transacionamos alguns bilhões de dólares aqui no mercado nacional. Estamos ganhando tração e escala. A adquirência é passo de um grande investimento local. PMEs são 'espinha dorsal do comércio brasileiro', diz analista Para Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset Management, a movimentação do PayPal revela tanto que o Brasil exige adaptação efetiva ao mercado local quanto uma aposta clara de que o crescimento futuro da empresa no país passa pelas PMEs. Ele lembra que, por anos, a empresa operou no país com foco em e-commerce de médio e grande porte e em compradores internacionais, enquanto as pequenas e médias ficaram em segundo plano. — O problema é que esse segmento representa a espinha dorsal do comércio digital brasileiro, e foi exatamente onde fintechs locais construíram posições dominantes, por entenderem antes que PME não quer complexidade, quer resolver problema — explica. — O Pix é a senha de entrada nesse mercado hoje. Uma plataforma que não aceita Pix não está na conversa com o lojista brasileiro. Adesão à infraestrutura brasileira A chegada do Pix à plataforma americana mostra o quanto o sistema público de pagamentos instantâneos ganhou espaço como ferramenta para realização de transações no país, tendo em vista o baixo custo, a facilidade de adesão e o alto nível de segurança. Segundo pesquisa da Visa, o Pix já responde por 45% das transações no comércio eletrônico. Já de acordo com a Paypal, o Pix representa cerca de um terço do valor das vendas on-line e deve chegar a 40% este ano. Além disso, seis em cada dez empreendedores brasileiros julgam essencial ter ferramentas de pagamento digital. Criado pelo Banco Central (BC), o sistema de pagamentos brasileiro já foi alvo de duras críticas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a abrir em julho de 2025 uma investigação contra supostas práticas comerciais desleais no Brasil e o risco a empresas americanas. Em relatório, o governo Trump aponta que o Pix cria \"desvantagem\" para gigantes de cartão de crédito. Para Fleury, da QR Asset Management, o PayPal fez uma leitura pragmática. Resistir ao Pix no Brasil não protege receita americana, apenas entrega mercado para os concorrentes locais, diz: — O modelo de pagamentos baseado em taxas de intermediação está sob pressão em mercados maduros. A geração de receita está em mercados onde o volume de transações ainda cresce em dois dígitos, e onde o consumidor ainda está sendo conquistado. O Brasil é exatamente esse mercado.",
  "title": "Americana PayPal passa a oferecer Pix para pequenas e médias empresas no Brasil"
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