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  "textContent": "\nEm meio à chegada de redes chinesas, como a Mixue, ao Brasil, o brasileiro Bob’s mantém o plano de expansão e prevê abrir 156 unidades em 2026, com foco em São Paulo. A rede vai manter os subsídios, como royalties menores, para fomentar a expansão em solo paulista. Dos 95 pontos de venda abertos em 2025, 12 foram em São Paulo. Atualmente, das 1.080 unidades existentes em 270 municípios, cerca de 140 estão no Estado de São Paulo, mas a empresa vê potencial para até 1 mil pontos de venda na região. “Atualmente, não há nenhuma loja em repasse em São Paulo, e os pontos de venda existentes estão saudáveis”, afirma Antonio Detsi, diretor geral do Bob’s, em entrevista a PEGN. Para efeito de comparação, no Rio de Janeiro, berço da marca, são 225 pontos de venda. Segundo o executivo, 60% das novas unidades são abertas por franqueados que já fazem parte da rede. O modelo inclui incentivos como redução de taxas e acesso a crédito por meio de parcerias com bancos e programas públicos de fomento. Hoje, 20% do total de lojas da rede são comandadas por multifranqueados. A expansão tem apostado em novos pontos de venda, como aeroportos, terminais rodoviários, atacarejos e até estações de metrô — só no ano passado, 50 lojas foram abertas em redes atacadistas. Um dos desafios para que a rede cumpra a meta, na visão de Detsi, é a taxa de juros atual, em 14,75%, que inibiria investimentos em franquias. Atualmente, o investimento para abrir uma loja do Bob’s é a partir de R$ 850 mil. Antonio Detsi, diretor geral do Bob's Divulgação / Bob's A discussão sobre a mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6x1 também tem sido analisada pela empresa. \"Se houver impactos, teremos que saber lidar com eles. O setor encontrará soluções para atuar com essa nova estrutura de escala, folga e jornada, especialmente porque o negócio é muito forte nos finais de semana\". A empresa já tem estudadoo tema, testado soluções internamente e dialogado com sindicatos. \"A gente procura se antecipar e, se de fato passar, já temos algumas questões endereçadas\", afirma. Leia também No ano passado, o Bob’s faturou R$ 1,6 bilhão e a projeção é chegar a R$ 1,8 bilhão em 2026. Desse total, a empresa projeta que 55% venham de vendas em canais digitais, sendo 20% delivery e o restante de totens de autoatendimento e programas de fidelidade. Detsi aposta que o digital possa chegar a 75% no futuro, o que motivou a criação de uma diretoria focada na área. “Somos totalmente abertos à livre concorrência. Temos uma boa parceria com o iFood, mas quando chegam dois novos players chineses, como o 99Food e a Keeta, nós procuramos nos aproximar, fazer as melhores parcerias e acordos comerciais para o nosso franqueado e para o cliente final”, comenta. E de concorrência gringa o Bob’s entende: prestes a completar 75 anos de fundação, a marca originalmente brasileira testemunhou a chegada de gigantes globais, como o McDonald’s, em 1979, e Burger King, em 2004, além de diversas outras redes que tentaram conquistar o paladar brasileiro e não tiveram tanta sorte. Initial plugin text Diante de uma nova leva de fast-foods asiáticos aportando por aqui, como a chinesa Mixue (a rede tem 53 mil unidades no mundo e abrirá a primeira loja em SP nesta semana) e a indonesa Ai-Cha, conhecidas por preços baixos e expansão acelerada, Detsi diz acompanhar de perto, mas não ver como uma “ameaça”. “Seguimos sendo desafiados a mostrar que quem já está no Brasil há mais tempo tem vantagens por conhecer o consumidor local. Os novos concorrentes são bem-vindos — o mercado está aberto para todos. Esse interesse só reforça que o país é grande, com muita gente e potencial de consumo e crescimento.” Na visão dele, o mercado brasileiro tem desafios que são mais complexos para marcas internacionais, com características próprias e continentais. “Elas levam um tempo para aprender, outras não conseguem na velocidade necessária, porque a escala do nosso negócio é fundamental.” Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar!",
  "title": "Bob’s avança em São Paulo e diz ver ‘com bons olhos’ chegada de concorrência chinesa"
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