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  "textContent": "\nPlanilhas de controle de treinamentos parecem inofensivas. Mas para empresas com centenas de funcionários, elas podem representar dezenas de horas perdidas por mês, e um risco jurídico silencioso que só aparece na hora da fiscalização. Em muitas empresas brasileiras, o controle de treinamentos obrigatórios ainda acontece da mesma forma que há décadas: planilhas atualizadas manualmente por profissionais de recursos humanos ou técnicos de segurança do trabalho. O processo envolve acompanhar quem realizou determinado treinamento, quais certificações estão próximas do vencimento, quais colaboradores ainda precisam ser cadastrados e quais cursos precisam ser renovados. Mas, em negócios com centenas de funcionários, essa atividade pode consumir dezenas de horas todos os meses. Embora o trabalho raramente apareça em relatórios financeiros, representa um custo operacional real. Segundo levantamento da Twygo com empresas brasileiras, 47% delas ainda controlam treinamentos via planilhas - inclusive organizações de médio e grande porte. Um profissional qualificado dedicando entre 10 e 20 horas mensais a controles manuais pode acumular, ao longo de um ano, um volume significativo de horas de trabalho aplicado em tarefas essencialmente administrativas. \"Grande parte das empresas ainda controla treinamentos em planilhas. Isso significa que profissionais qualificados estão gastando tempo com organização de dados em vez de atuar em atividades estratégicas\", afirma Tiago Santos, VP da Sesame HR. Além do custo em horas de trabalho, especialistas alertam para um risco menos visível: a qualidade da documentação gerada por processos manuais. Planilhas desatualizadas podem registrar colaboradores como treinados quando, na prática, a certificação já venceu. Em outras situações, novos funcionários entram na empresa sem que o sistema registre adequadamente suas necessidades de treinamento obrigatório. Esses erros só costumam aparecer quando ocorre uma auditoria ou fiscalização. \"O risco não está apenas no custo operacional. O problema é a confiabilidade da documentação. Quando uma fiscalização acontece, a empresa precisa demonstrar com clareza quem foi treinado, quando foi treinado e qual conteúdo foi aplicado\", diz Santos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, multas relacionadas a descumprimento de normas de segurança podem chegar a R$ 270 mil, dependendo da gravidade da infração e do porte da empresa. Para especialistas em gestão operacional, o impacto financeiro de uma fiscalização mal preparada pode ser muito maior do que o custo de automatizar o controle de treinamentos. \"Quando uma empresa precisa provar que treinou seus colaboradores, a qualidade da documentação é tão importante quanto o treinamento em si. Processos manuais aumentam a chance de inconsistências justamente na hora em que esses registros se tornam mais críticos\", afirma o executivo. \"Nesse cenário, a automatização do controle de treinamentos começa a ser tratada por muitas empresas não apenas como uma melhoria tecnológica, mas como uma decisão de eficiência operacional e gestão de risco\", finaliza Tiago.",
  "title": "O custo oculto das planilhas de treinamento nas empresas"
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