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Ovo de Páscoa de sushi viraliza; restaurante de MG projeta faturar R$ 40 mil — e já vende até nos EUA

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] March 29, 2026
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Substituir o tradicional chocolate por arroz empanado e peixe cru pode soar inusitado, mas para os sócios Lorrainy Leles, 30 anos, e Talles Augusto, 33 anos, a troca foi a receita para uma inovação no negócio. A combinação de criatividade e "timing" digital transformou o Ovo de Sushi em um motor de vendas para o Supreme Sushi House, em Coronel Fabriciano (MG). À frente da marca, o casal viu o faturamento mensal atingir a média de R$ 100 mil, consolidando uma operação que nasceu no delivery durante a pandemia e hoje se expande até para os Estados Unidos. O produto, que consiste em uma "casca" de arroz empanada e frita recheada com ingredientes clássicos da culinária japonesa, é a aposta central para o período pascoal. "Este é o terceiro ano que fazemos o ovo de sushi. No primeiro, topamos porque os clientes pediam muito e estava começando a viralizar. Testamos e deu muito certo", relembra Leles. Se no início a produção era tímida, a meta para 2026 é audaciosa: comercializar 300 unidades, um salto considerável em relação às cerca de 100 vendidas nos anos anteriores. O sucesso não é por acaso. Um vídeo publicado no perfil da marca em 11 de março já soma 1,2 milhão de visualizações, gerando uma onda de engajamento que divide opiniões, mas garante o tráfego. Enquanto alguns seguidores brincam com a ousadia — "Haa não, sério… aí é sacanagem. Pela mãe do guarda", escreveu uma usuária —, outros reforçam o desejo de consumo: "O de camarão é perfeito" e "Deu água na boca". Initial plugin text n Para Augusto, a viralização orgânica é apenas uma parte do plano. "Nós aproveitamos o 'hype' e impulsionamos. Alguns vídeos viralizam por si só, outros nós investimos em tráfego pago", explica. A empresa conta com o apoio de uma agência de marketing para planejar o conteúdo com antecedência. "O pré-aquecimento gera desejo. Quando chega o dia da Páscoa, sai tudo muito rápido e precisamos ter pelo menos 100 casquinhas em estoque", afirma. Até o momento, o Supreme Sushi House já faturou cerca de R$ 3.200 apenas com as vendas antecipadas do ovo em 2026, o que representa 3% do faturamento mensal atual. No entanto, o objetivo final é que o produto sazonal injete R$ 40 mil no caixa da empresa até o fim da temporada. A logística para dar conta da demanda envolve uma equipe de quatro pessoas na cozinha, três no salão e dois motoboys, além da contratação de freelancers nos dias de pico. O processo de fabricação é rigoroso para garantir a crocância: as cascas de arroz são pré-fabricadas e congeladas. "Quando sai o pedido, o sushiman pega a casquinha, empana e frita. Depois vêm os recheios: cream cheese, salmão, camarão e geleia de pimenta", detalha Augusto. O tíquete médio reflete a complexidade e os insumos: a versão de salmão custa R$ 100, enquanto a de camarão sai a R$ 120. De Minas para o mundo Lorrainy Leles e Talles Augusto, donos do Supreme Sushi House Divulgação A trajetória do Supreme Sushi House é marcada pelo DNA familiar. Fundada há quase cinco anos, a empresa sobreviveu ao período crítico da pandemia focando exclusivamente nas entregas. "Era o sustento da nossa casa, então dávamos o melhor para ser o mais conhecido possível", diz Leles. Há cerca de dois anos e meio, a marca ganhou contornos internacionais quando o irmão de Augusto mudou-se para Worcester, em Massachusetts, nos Estados Unidos, e decidiu abrir uma unidade da Supreme por lá. Atualmente, a operação americana funciona aos finais de semana e também adotou o ovo de sushi como carro-chefe sazonal. "Ele atende lá e o pessoal está acompanhando muito. Ele sempre manda feedback sobre a aceitação, que está sendo muito boa. É uma novidade lá também", conta a empresária. Apesar da expansão, o foco dos sócios permanece no refinamento da experiência do cliente. No Brasil, eles utilizam os próprios frequentadores assíduos como "modelos" para as fotos do cardápio e das redes sociais. "Costumamos chamar nossos clientes para as gravações. Não queremos que fique algo forçado, queremos que seja real", finaliza Leles. Com a proximidade do domingo de Páscoa, a expectativa é de que a produção atinja o ápice: "Dias mais fortes saem 20, 30 unidades; no dia mesmo, esperamos vender cerca de 100". Leia também Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar Siga PEGN:

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