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  "textContent": "\nA paixão por história levou o empreendedor Ari Siegel a fundar a History By Mail, empresa de assinatura que comercializa réplicas de documentos históricos. O interesse pelo tema surgiu ainda na infância, influenciado pelos relatos dos avôs, que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Anos mais tarde, durante um estágio no Senado dos Estados Unidos, Siegel trabalhou como guia turístico no Capitólio. Em uma visita à Biblioteca do Congresso, teve contato com documentos históricos originais, entre eles uma carta do ex-presidente Abraham Lincoln. A experiência foi decisiva. Segundo ele, a sensação de proximidade com o passado despertou a percepção de que esses registros poderiam ser mais acessíveis ao público. A partir disso, passou a reproduzir documentos históricos para familiares e amigos, que reagiram de forma positiva à iniciativa. O projeto evoluiu para um serviço de assinatura e, em janeiro de 2019, foi formalizado como negócio e investimentos iniciais em anúncios nas redes sociais. A produção envolve um processo criterioso, que inclui a seleção de documentos com relevância histórica e apelo visual, a obtenção de direitos de reprodução — geralmente junto a museus, coleções particulares e universidades — e a recriação em papel com características próximas às originais. Cada item é acompanhado por um texto explicativo, responsável por contextualizar o conteúdo. Além da produção, a operação também exige gestão de áreas como marketing, vendas e contabilidade. No início, Siegel conduzia todas as etapas sozinho. Atualmente, a empresa conta com uma equipe remota de 12 pessoas. Initial plugin text Em 2020, a History By Mail firmou parceria com a varejista online Uncommon Goods, especializada em presentes criativos. O acordo ampliou a visibilidade da empresa e marcou sua entrada no mercado de assinaturas em larga escala. Segundo Siegel, o processo para conquistar o contrato foi desafiador e incluiu o envio de amostras e contato direto com compradores de diferentes instituições e lojas. A parceria também abriu caminho para a participação no programa Shark Tank. Durante a apresentação, o empreendedor exibiu documentos como o cheque utilizado na compra do Alasca. A empresa fechou acordo com os investidores Barbara Corcoran e Daniel Lubetzky, embora apenas este último tenha permanecido após a fase de diligência. Com a repercussão, o negócio deixou de ser uma atividade paralela, e Siegel passou a se dedicar integralmente à empresa. O crescimento foi acelerado: a receita saltou de US$ 2,3 mil (cerca de R$ 12 mil) em 2019 para US$ 153 mil (cerca de R$ 801 mil) em 2020. Em 2021, o faturamento chegou a US$ 639 mil (cerca de R$ 3,3 milhões), seguido por US$ 824 mil (cerca de R$ 4,3 milhões) em 2022 e US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) em 2023. Em 2024, a empresa registrou US$ 1,24 milhão e, no ano seguinte, superou a marca de US$ 2 milhões cerca de R$ 10,4 milhões). Recentemente, a History By Mail alcançou a marca de um milhão de cartas enviadas. A empresa afirma que o objetivo é tornar a história mais acessível e envolvente, ampliando o alcance do projeto. Apesar do crescimento, Siegel avalia que, embora a paixão tenha sido fundamental para iniciar o negócio, ela não é suficiente, por si só, para sustentá-lo no longo prazo.",
  "title": "Startup dos EUA transforma documentos históricos em negócio e fatura mais de R$ 10 milhões"
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