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  "textContent": "\nO ecossistema de inovação brasileiro desembarcou em Porto Alegre (RS) nesta semana para a quinta edição do South Summit Brazil, evento espanhol de inovação e empreendedorismo realizado na capital gaúcha desde 2022. PEGN também marcou presença e traz os destaques da programação. A semana também contou com outros anúncios importantes, como o investimento de R$ 25 milhões que a BackChannel, marketplace B2B que conecta grandes marcas e distribuidores a lojistas para escoar estoques excedentes, recebeu em uma rodada seed. Nesta edição da newsletter, ainda falamos sobre o lançamento da Base, escola criada pelo CEO do iFood para ensinar empresários consolidados a causar impacto positivo na sociedade, e as novas regulamentações implementadas pelo Governo para o trabalho de motoristas e entregadores em aplicativos. 100 Startups to Watch é a newsletter de Pequenas Empresas & Grandes Negócios que leva a você as notícias mais relevantes do ecossistema de inovação. Assine e indique para os amigos a newsletter gratuita 100 Startups to Watch! Para não perder nenhuma notícia, acesse o link e participe do canal de PEGN no WhatsApp. Quer conferir conteúdos exclusivos de Pequenas Empresas & Grandes Negócios? Assine a revista e tenha acesso a todas as reportagens. Boa leitura! South Summit Brazil 2026 Nesta semana, o Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), voltou a se tornar o ponto de encontro para quem trabalha e se interessa por inovação e tecnologia. O South Summit chegou à quinta edição no país, com a missão de debater como o ser humano deve estar no centro das decisões tecnológicas em meio aos rápidos avanços da inteligência artificial. “A tecnologia, por si só, não gera valor. O que buscamos é utilizar a inovação como vetor de transformação econômica e social. Porto Alegre vive um momento de protagonismo, com uma das maiores densidades de startups per capita do país, e temos a responsabilidade de converter esse potencial em impacto real e sustentável”, afirmou José Renato Hopf, presidente do South Summit Brazil, durante a abertura da conferência, na quarta-feira (25/3). O evento, que acontece até esta sexta (27), contabiliza 700 palestrantes — sendo 150 nomes internacionais — em oito palcos simultâneos. Entre os nomes que já passaram pelas plenárias, estão agentes do ecossistema como Salim Ismail, fundador da Singularity University; Alex Szapiro, head do SoftBank no Brasil; Diego Barreto, CEO do iFood; e Robson Privado, cofundador da MadeiraMadeira. A expectativa de público é de 23 mil pessoas. Poder humano. Durante o painel “Construindo o product market fit na era da IA”, os investidores de venture capital Larissa Bomfim, da Canastra Ventures, e Marcelo Ciampolini, da Antler Brasil, afirmaram que, apesar dos avanços da inteligência artificial e do ganho de eficiência no desenvolvimento e validação de produtos, a tecnologia não substituirá fundadores em funções essenciais como vendas, já que a decisão de compra segue sendo relacional e centrada em humanos. Segundo eles, a IA potencializa a produtividade, mas os fundadores que mantêm proximidade com clientes e capacidade de adaptação do negócio vão se destacar. Os especialistas recomendam foco no cliente, profundidade no problema e execução consistente como diferenciais competitivos. Erro. O empreendedor e autor Ted Yang afirmou que, embora a inteligência artificial aumente a eficiência e acelere processos, velocidade não é vantagem sem direção estratégica – ele destacou que o erro mais comum é usar IA apenas para fazer mais rápido o que já era feito. Segundo Yang, a diferenciação virá da capacidade dos fundadores de redesenhar a forma de liderar, atuando como “maestros” na integração entre humanos e agentes de IA. Globalização. A Endeavor aproveitou o palco do South Summit para lançar um novo estudo sobre internacionalização de startups brasileiras na quinta-feira (26/3). De acordo com o levantamento, 71% das scale-ups brasileiras já expandiram ou planejam expandir para fora do país, movimento motivado principalmente por potencial de mercado (75%) e demanda de consumo (42%). A pesquisa, que ouviu 101 fundadores, mostra que startups brasileiras tendem a crescer mais localmente (60% dos unicórnios tinham tese doméstica), ao contrário das startups de outros países da América Latina, que adotam a mentalidade global mais cedo. Leia mais insights da pesquisa na reportagem publicada no site. Tese internacional. O tema de expansão para outros países também foi abordado no painel “Global na concepção”, que debateu as estratégias de internacionalização. Para os painelistas Juan Manuel Barrero (Lazo), Thomas Kuczynski (14B VC) e Adriana Morawska (Stripe), nem todas as companhias devem ser globais e a decisão pela expansão deve ser baseada em justificativas claras, como tamanho do mercado, baixo custo de internacionalização ou vantagem competitiva. Para aquelas com operação barata, vale investir em uma tese global desde o dia zero. Para as startups que dependem de vendas consultivas para o B2B a recomendação é validar produto e modelo antes de investir em expansão. Era dos agentes. Com o assunto de agentes de IA em alta, empreendedores apresentaram como suas startups utilizam a tecnologia. A Zapia AI, de Allan Paladino, utiliza agentes para realizar tarefas como reservas, organização de planilhas, cancelamento de reuniões e envio de mensagens, com casos de uso em compras e organização diária. A Lastro, de Michele Chahin, desenvolveu a IA Laís para automatizar o atendimento e personalizar a interação com clientes do mercado imobiliário. Já a BeConfident, de Robson Amorim, proporciona aprendizado de idiomas por meio de interações conversacionais em texto, áudio e vídeo, coletando dados para personalização do ensino. De acordo com eles, o Brasil e a América Latina são mercados promissores para essas tecnologias devido à alta adoção de plataformas digitais e à abertura para novas soluções. Novas regras para apps de delivery e transporte O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou nesta terça-feira (24/3) um conjunto de medidas que, de acordo com o Governo, visam melhorar o dia a dia de entregadores e motoristas por aplicativo. Uma das principais mudanças obriga as plataformas a informar ao consumidor de forma explícita os valores pagos aos trabalhadores por cada serviço prestado, bem como a parcela retida pela plataforma. Outras medidas propõem a instalação de pontos de apoio para descanso e melhorias na remuneração dos trabalhadores. O texto também institui o Comitê Interministerial de Monitoramento e Implementação das Ações para Trabalhadores por Aplicativos, que será coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o objetivo de manter um espaço permanente de diálogo com a categoria. A portaria entra em vigor em 30 dias, período destinado para que as empresas se adequem à norma. As multas por desrespeito à lei podem variar de R$ 500 a R$ 13 milhões. Movimentações Pé no Brasil. A HubSpot, plataforma de CRM com IA agêntica, vai ter um escritório no país. A previsão é que a sede, em São Paulo (SP), comece a operar no quarto trimestre deste ano. A empresa não informou o investimento na movimentação, mas afirma que o Brasil é um dos seus mercados prioritários e que o montante aportado na nova operação é “substancioso”. A ideia é trabalhar mais perto dos clientes brasileiros. M&A. A Confi, ecossistema de tecnologia e dados para e-commerces, anunciou a aquisição da Genius Returns, empresa de gestão e automação de devoluções e pós-venda. A nova marca passará a integrar o ecossistema Confi ao lado da unidade de negócios de pós-venda já existente, a Aftersale. Por enquanto, as duas empresas seguirão com operações independentes. A estimativa da Confi é de faturar, com todas as suas verticais, acima de R$ 30 milhões em 2026. O valor da movimentação não foi divulgado. Negócio de impacto. Diego Barreto, CEO do Ifood, e Felipe Siqueira, cofundador da marca masculina Oficina e da holding The Growth Brands, lançaram nesta semana uma nova startup, a Base. O negócio visa oferecer cursos, imersões e mentorias para inspirar empreendedores já consolidados a desenvolverem uma visão de negócios que considere ética e consciência social. O projeto ainda conta com nomes como o técnico de vôlei Bernardinho e o ex-Google André Barrence. Fusão. A 8D Hubify (criada a partir da união entre a 8D Pro, consultoria especializada em CRM e martech, e a Hubify, agência de marketing digital) e a Dialetto, especializada em reputação institucional de empresas de inovação, anunciaram uma fusão com o objetivo de formar um grupo empresarial voltado à integração entre marketing, vendas, atendimento e relações públicas. A nova estrutura reunirá mais de 130 profissionais e mira um faturamento de R$ 23 milhões até o final de 2026. Aportes Black Channel. A startup que conecta grandes marcas e distribuidores a lojistas para escoar estoques excedentes anunciou uma rodada seed de R$ 25 milhões. O investimento foi liderado por Sunna Ventures, com participação de Positive Ventures, Cathay Latam, Preface Ventures, Norte Ventures, Accion Ventures, Savia Ventures, Ignia VC e Morro Ventures. O capital será destinado para expansão comercial, aprimoramento tecnológico e avanço na camada fintech – a startup oferecerá crédito para facilitar de outlets e pequenos lojistas a produtos de grandes marcas. Precato. A fintech especializada na compra e antecipação de precatórios captou R$ 100 milhões com o seu sexto FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). O fundo é gerido pela TAG Investimentos, sócia da Precato e gestora independente. O valor obtido será utilizado para aquisição de títulos. Bliss. A plataforma que usa IA para ampliar a capacidade de venda de corretores de planos de saúde para pequenas e médias empresas captou US$ 11 milhões (cerca de R$ 57 milhões) em uma rodada Série A. O investimento foi coliderado pelos fundos Kfund e Grupo Bradesco. Também participaram Actyus e Clocktower Ventures. Os recursos serão utilizados sobretudo para expandir a operação a outras capitais brasileiras, para além de São Paulo – como Rio de Janeiro e Brasília – e fortalecer as equipes de produto e tecnologia. Eluvi. A travel tech brasileira levantou R$ 2,5 milhões para acelerar a expansão de sua plataforma, que tem como objetivo conectar criadores de conteúdo, influenciadores e jornalistas a empresas do setor de turismo. A rodada foi coliderada por Smart Money Ventures e Sororité Ventures. IKKB. A startup de contas globais recebeu um aporte de US$ 800 mil (cerca de R$ 4 milhões) para expansão de seus negócios. O investimento foi liderado pela Caravela Capital e pela Latitud Ventures, com participação de investidores-anjo. A empresa atende clientes PJ em mercados como turismo, importação e infraestrutura de pagamentos, e pessoas físicas que fazem investimentos no exterior. Hero Seguros. A insurtech, que utiliza tecnologia para criar, distribuir e atender seguros personalizados, concluiu sua primeira rodada de investimento. A startup captou R$ 35 milhões com a Headline XP e participação do fundo Actyus. Com o recurso, a empresa pretende acelerar a frente de seguro-viagem na América Latina e expandir seu portfólio de produtos e serviços no Brasil. Boreal. Com um investimento da SRM Ventures, vertical de venture capital da SRM, a plataforma de serviços financeiros voltada a provedores de internet residencial levantou R$ 15 milhões. Com o aporte, a startup quer ampliar a atuação e projeta antecipar entre 80% e 90% do fluxo de caixa mensal de seus clientes. Mevo. A healthtech especializada em prescrição eletrônica levantou R$ 95 milhões em rodada liderada pela Prosus, grupo de investimento holandês, com participação de investidores que já integravam o cap table, incluindo Matrix, Jefferson River e Floating Point. O capital será destinado à expansão da plataforma. A empresa estima que, em 2026, 20 milhões de pacientes receberão pelo menos uma receita digital da startup. Oportunidades Jornada InicIA 2026. Promovido pela WK, em parceria com o Sebrae/SC, o programa tem como objetivo desenvolver e acelerar ideias em soluções de mercado com inteligência artificial, apoiando os participantes na validação de mercado e na construção do MVP (Produto Mínimo Viável). Podem participar maiores de 18 anos que queiram desenvolver, individualmente ou em dupla, negócios inovadores que tenham a IA como elemento central da proposta de valor. Ao todo, serão selecionados até 12 projetos. As inscrições devem ser feitas por formulário online, na página do programa, até o dia 24 de abril. Scale IA. Realizado pelo Sebrae Startups, em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia/UFG), com apoio estratégico da Amazon Web Services (AWS) e da NVIDIA, o Scale IA é um programa nacional de aceleração voltado ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para pequenas empresas. Neste ano, 30 startups serão selecionadas para atividades com seis meses de duração. As inscrições estão abertas até o dia 26 de abril no site do programa. Curtas Após inspiração em UTI, ele criou uma startup que levou água a zonas de guerra — agora, reinventa o negócio Ele trabalhou como garçom e auxiliar de chapa para conhecer a dor que queria resolver com startup Eles eram estagiários quando criaram cursos para ensinar a usar tecnologia e hoje faturam R$ 75 milhões Initial plugin text",
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