{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreieid4np4hjrpgyxiz3onoxcslfnryzcp3j34p5qzrcacppew55koa",
    "uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mi42d3fr5pw2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreihtquv7bullfwqk6sgidunac4jnocunhtshaf5fxlpg6a2dju5ftq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 140570
  },
  "path": "/tecnologia/noticia/2026/03/deu-a-louca-nos-robos-apos-falhas-e-ataques-moradores-de-chicago-fazem-abaixo-assinado-contra-entregas-autonomas-video.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-27T14:20:52.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
  "tags": [
    "pegn"
  ],
  "textContent": "\nAcredite: moradores de Chicago têm se mobilizado contra o uso de robôs de entrega nas calçadas da cidade e conseguiram barrar a expansão do serviço em partes dos bairros de Wicker Park e Logan Square. A reação ganhou força após a circulação de vídeos recentes com falhas dos equipamentos e resultou em abaixo-assinados, reuniões públicas e pressão sobre autoridades locais. Levantamento conduzido pelo gabinete do vereador Daniel La Spata apontou rejeição expressiva à ampliação do programa: entre quase 500 moradores que responderam a uma consulta online, mais de 83% disseram “discordar fortemente” da presença dos robôs em todo o 1º Distrito. “Isso não me parece uma possibilidade”, afirmou o parlamentar, ao indicar que não há apoio para expandir as operações neste momento. Petição reúne milhares e amplia debate sobre regras A resistência também se organiza fora do poder público. Um abaixo-assinado liderado pelo morador Josh Robertson já reuniu mais de 3.600 assinaturas, com participantes de dezenas de CEPs da cidade. O movimento pede a suspensão do programa até que sejam divulgados estudos de segurança e acessibilidade, além da realização de audiências públicas e definição de regras claras. Relatos reunidos na petição mencionam colisões, obstrução de calçadas e dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida, além de preocupações com vigilância e interferência em situações de emergência. O caso ganhou repercussão em veículos como Chicago Tribune, Fast Company, Chicago Sun-Times e The Economist, ampliando o debate sobre o uso da tecnologia em espaços públicos. Atualmente, duas empresas operam robôs de entrega na cidade: a Coco Robotics, que iniciou suas atividades em 2024, e a Serve Robotics, presente desde setembro. O serviço faz parte de um programa piloto aprovado em 2022, durante a gestão da então prefeita Lori Lightfoot, e supervisionado por órgãos municipais. As empresas defendem que os robôs são uma alternativa mais sustentável e eficiente para entregas curtas. Segundo Yariel Diaz, diretora de assuntos governamentais da Serve, a tecnologia atende trajetos de até cerca de 2,5 quilômetros frequentemente rejeitados por entregadores humanos. “É uma opção para o consumidor. Não é obrigatório”, disse. Representantes das companhias afirmam que os equipamentos são monitorados remotamente e têm velocidade limitada a cerca de 8 km/h. Ainda assim, moradores relatam episódios de risco. Um dos casos citados na imprensa local envolveu um homem que precisou de pontos após colidir com parte de um robô, segundo a CBS Chicago. Diante da repercussão, a prefeitura passou a permitir o registro de ocorrências relacionadas aos equipamentos por meio do sistema 311. O programa piloto segue em vigor, mas não poderá ser estendido além de maio de 2027 sem nova aprovação do Conselho Municipal, cenário que, diante da resistência crescente, permanece incerto. Enquanto a discussão avança nas ruas de Chicago, a cena ainda soa distante para muitos brasileiros, como se tivesse saído de um futuro que, por muito tempo, habitou mais a ficção do que a rotina urbana. Será que “Os Jetsons” estavam mesmo errados?",
  "title": "Deu a louca nos robôs? Após falhas e ataques, moradores de Chicago fazem abaixo-assinado contra entregas autônomas; vídeo"
}