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"textContent": "\nA costura personalizada ocupa um espaço estratégico que desafia diretamente o modelo massificado do consumo rápido. De acordo com Cristiane Ruon dos Santos, a costura personalizada não se limita à produção sob medida, mas representa uma mudança de lógica no valor atribuído à roupa. Em vez de volume, o foco está na exclusividade, no ajuste preciso e na durabilidade. Essa mudança reposiciona o produto como investimento, não como descarte. Isto posto, ao analisar o avanço do fast fashion, percebe-se um domínio baseado em escala, preço baixo e velocidade. No entanto, esse modelo cria saturação e reduz a percepção de valor ao longo do tempo. Surge, então, um espaço competitivo onde a diferenciação se torna decisiva. Curioso em saber mais sobre? Acompanhe, nos próximos parágrafos. O que diferencia a costura personalizada do fast fashion? A diferença central está na lógica de produção e no tipo de valor entregue ao consumidor. Enquanto o fast fashion opera com padronização e ciclos curtos, a costura personalizada trabalha com individualização e atenção ao detalhe. Isso altera completamente a experiência de compra e uso da peça. Pois, o consumidor que busca costura personalizada não está apenas adquirindo uma roupa, mas resolvendo problemas específicos como caimento, estilo e identidade. Segundo Cristiane Ruon dos Santos, esse fator eleva o valor percebido e reduz a comparação direta com peças produzidas em massa, criando uma nova referência de qualidade. Além disso, o tempo de produção, que poderia ser visto como desvantagem, passa a ser interpretado como sinal de cuidado e exclusividade, conforme pontua Cristiane Ruon dos Santos. Nesse contexto, a espera agrega valor, pois reforça a ideia de algo feito sob medida, o que não existe no fast fashion. A costura personalizada pode competir em preço ou deve competir em valor? Competir diretamente em preço com o fast fashion tende a ser inviável. O modelo industrial reduz custos por escala, algo que a costura personalizada não busca replicar. O caminho estratégico, portanto, está na construção de valor percebido. Segundo Cristiane Ruon dos Santos, a precificação na costura personalizada deve refletir não apenas o custo de produção, mas também fatores intangíveis como exclusividade, ajuste perfeito e experiência do cliente. Dessa maneira, quando esses elementos são bem comunicados, o preço deixa de ser um obstáculo e passa a ser parte da proposta. Assim, em vez de disputar com roupas baratas, a costura personalizada se posiciona como alternativa qualificada. Isso cria um mercado próprio, onde a comparação ocorre entre valor entregue e não apenas entre preços. Quais estratégias fortalecem o posicionamento da costura personalizada? A competitividade da costura personalizada depende de decisões estratégicas consistentes. De acordo com Cristiane Ruon dos Santos, não se trata apenas de produzir bem, mas de comunicar e estruturar o negócio de forma alinhada ao valor entregue. Com isso em mente, entre os principais pilares, destacam-se: Posicionamento claro: definir o público e evitar comunicação genérica, reforçando exclusividade e personalização; Experiência do cliente: transformar o atendimento em diferencial, com acompanhamento próximo e consultivo; Narrativa de valor: explicar o processo, os materiais e as escolhas técnicas para justificar o investimento; Qualidade percebida: garantir acabamento superior e consistência em cada entrega; Relacionamento contínuo: fidelizar clientes por meio de confiança e recorrência. Essas estratégias não apenas aumentam a competitividade, mas também elevam a autoridade do profissional no mercado. No final, o resultado é um posicionamento mais sólido, menos dependente de comparação com o fast fashion. Aliás, a construção de marca pessoal ou ateliê fortalece a percepção de exclusividade. Isso amplia o alcance sem perder o caráter artesanal, criando um equilíbrio entre escala controlada e identidade. Os caminhos reais para competir com inteligência no mercado atual Em última análise, a costura personalizada não precisa substituir o fast fashion para ser competitiva. O caminho mais eficiente está na coexistência estratégica, com foco em nichos e propostas de valor bem definidas. Dessa forma, a vantagem está em compreender que o mercado não é homogêneo. Existem consumidores para ambos os modelos, mas a costura personalizada cresce quando assume seu diferencial sem tentar imitar a lógica industrial. Assim sendo, a competitividade surge da clareza de posicionamento. Quando o valor é bem construído, o preço se torna secundário e a comparação com o fast fashion perde relevância. Com isso, a costura personalizada não apenas compete, mas redefine os critérios de escolha no consumo de moda.",
"title": "A costura personalizada pode competir com o fast fashion? Confira com Cristiane Ruon dos Santos"
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