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Sem dinheiro para abrir restaurante, ele começou em cozinha emprestada e hoje fatura R$ 105 milhões

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] March 26, 2026
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A ideia de abrir um restaurante parecia distante para o norte-americano Tom Armenti, logo após se formar na Universidade de Nova Jersey. Os orçamentos para construção civil que recebia giravam entre US$ 150 mil e US$ 200 mil (cerca de R$ 787 mil a R$ 1 milhão). O único capital real que Armenti tinha eram US$ 5.000 (aproximadamente R$ 26.250) que havia ganhado jogando pôquer online durante a faculdade. Sem dinheiro para construir, ele decidiu "pegar emprestado". Em 2010, lançou o Fat Shack operando dentro de uma padaria local durante a noite, após o fechamento do estabelecimento. O início foi improvisado: sem espaço para estocar comida na loja, Armenti mantinha tudo em freezers na garagem de sua casa e transportava apenas o necessário para um dia de trabalho. Mesmo assim, o negócio funcionou. Segundo relato de Armenti ao site Business Insider, com distribuição de cardápios pelo campus, o telefone não parava de tocar para entregas durante a madrugada. Expansão Pouco tempo depois, Armenti mudou-se para Fort Collins, no Colorado, atraído pelo potencial da universidade estadual local, que tinha 30 mil alunos. Em agosto de 2011, inaugurou lá a primeira unidade completa do Fat Shack. A semana de abertura foi intensa, com o empreendedor dormindo na loja para dar conta da operação e do treinamento da equipe. A expansão começou de dentro para fora. Um amigo de faculdade largou o emprego para abrir uma franquia piloto em Boulder. Outros franqueados surgiram entre funcionários, incluindo um ex-entregador. Em 2019, com 11 lojas, Armenti e sua esposa decidiram participar das audições do programa Shark Tank em Denver. A apresentação foi bem-sucedida e gerou propostas de quatro dos cinco investidores. Eles fecharam negócio com Mark Cuban, que investiu US$ 250.000 (cerca de R$ 1,3 milhão) em troca de 15% da empresa. Segundo Armenti, Cuban continua envolvido no negócio até hoje. A exibição do episódio em maio daquele ano impulsionou o crescimento exponencialmente. A rede recebeu cerca de mil e-mails de interessados no mesmo mês e as vendas nas lojas existentes saltaram entre 50% e 100% naquela semana. Initial plugin text Hoje, o Fat Shack conta com 30 unidades e faturou cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 105 milhões) no ano passado. No entanto, o setor de restaurantes enfrenta desafios recentes, com mudanças nos hábitos de consumo e o impacto de medicamentos para perda de peso, como o Ozempic. Enquanto concorrentes tentam reformular cardápios para opções mais saudáveis, Armenti decidiu seguir o caminho oposto. "Sempre fomos sinônimo de indulgência — uma refeição extravagante para a madrugada —, então, em vez de diminuir as porções, estamos redobrando nossos esforços para garantir que, se alguém for se dar um presente, valha a pena", afirma. A rede não aumenta os preços há mais de dois anos e, recentemente, aumentou o tamanho dos sanduíches em mais de 30%, mantendo os valores inalterados para oferecer mais valor ao cliente. Apesar do cargo de CEO, Armenti diz que ainda passa tempo na cozinha e gosta de ajudar na operação. Para futuros empreendedores, ele deixa um conselho: é preciso estar preparado para dar tudo de si. "Há manhãs em que a sensação é incrível, e há noites em que você se depara com uma máquina quebrada ou alguma outra crise. Mas se você persistir, continuar aprimorando e seguir em frente, o esforço pode valer a pena", conclui. Leia também

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