Valorização imobiliária depende de fatores invisíveis, avalia Alex Nabuco dos Santos
Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial]
March 19, 2026
De acordo com Alex Nabuco dos Santos, a valorização imobiliária nem sempre está ligada apenas à localização ou ao padrão estético de um empreendimento. Especialistas do setor apontam que elementos técnicos pouco visíveis ao comprador têm impacto direto no custo de vida, no conforto e na preservação do patrimônio. Para ele, muitos adquirentes ainda negligenciam critérios construtivos que determinam o desempenho real de uma propriedade ao longo do tempo. Nesse sentido, a especificação adequada de materiais é decisiva para separar ativos resilientes de imóveis com custos ocultos relevantes. Desempenho térmico influencia o conforto e o consumo energético A experiência de moradia está diretamente relacionada ao comportamento térmico da edificação. Segundo Alex Nabuco dos Santos, projetos de alta performance priorizam soluções passivas antes de recorrer à climatização artificial. Materiais com elevada inércia térmica conseguem amortecer variações externas de temperatura. Eles absorvem calor durante o dia e o liberam gradualmente à noite, mantendo maior estabilidade interna. Quando esse fator é ignorado, o imóvel tende a apresentar maior dependência de ar-condicionado ou aquecimento. O resultado costuma ser aumento no consumo de energia e redução do conforto térmico ao longo do ano. Eficiência dos vidros pesa na economia operacional Os vãos envidraçados estão entre os principais pontos de ganho térmico indesejado em edifícios contemporâneos. Nesse contexto, a escolha do vidro torna-se estratégica para a valorização imobiliária. Alex Nabuco dos Santos observa que vidros de controle solar podem reduzir de forma significativa a carga térmica interna. Tecnologias como o vidro laminado com camada de baixa emissividade (Low-E) permitem a entrada de luz natural enquanto bloqueiam parte da radiação infravermelha. Além da eficiência energética, essa solução contribui para a preservação de móveis e tecidos contra desbotamento. Para o especialista, analisar a especificação dos vidros é etapa essencial na avaliação técnica de um imóvel. Infraestrutura oculta define a longevidade da construção Itens como tubulações, sistemas elétricos e impermeabilização raramente recebem atenção proporcional à sua importância. No entanto, são componentes decisivos para a durabilidade do ativo imobiliário. Alex Nabuco dos Santos frisa que o uso de materiais certificados e a execução rigorosa evitam patologias recorrentes, como infiltrações, mofo e falhas elétricas. Ele ressalta que problemas nessa camada invisível tendem a gerar custos elevados de manutenção. Por isso, a análise técnica deve ir além dos acabamentos aparentes. Investigar a procedência e a qualidade dos sistemas internos ajuda a prever o comportamento do imóvel no longo prazo. Durabilidade dos materiais protege o valor patrimonial A velocidade de envelhecimento de uma edificação está diretamente ligada à resistência dos materiais especificados. Componentes mais robustos suportam melhor radiação ultravioleta, umidade e poluição urbana. Alex Nabuco dos Santos destaca que o mercado de revenda penaliza imóveis com sinais precoces de desgaste, como fissuras em revestimentos ou oxidação de metais. Nesses casos, a depreciação tende a ocorrer mais rapidamente. Sob essa ótica, optar por materiais de baixa manutenção funciona como estratégia de preservação patrimonial. A valorização imobiliária passa, cada vez mais, pela análise do ciclo de vida das soluções construtivas. Ao priorizar desempenho técnico e durabilidade, o comprador reduz riscos e melhora a previsibilidade de custos futuros. Em um mercado mais atento à eficiência dos ativos, a inteligência construtiva tende a se consolidar como critério central de avaliação.
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