{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiegkfvvfc2347phtwq3hfkgp576sm224ttw743zyihcrvr23dihy4",
    "uri": "at://did:plc:cks5g53jyu3iywl7pppedf7y/app.bsky.feed.post/3mgnz72zbnhk2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibymcgyr45sbz76xuax33e3a65rivctzqnd4h25dljeuyywtoji5q"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 102719
  },
  "path": "/startups/noticia/2026/03/google-lanca-programas-para-startups-focados-em-ia-em-nova-fase-no-brasil.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-09T21:31:08.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
  "tags": [
    "pegn"
  ],
  "textContent": "\nO Google anunciou nesta segunda-feira (9/3) três novos programas de apoio a startups no Brasil, marcando uma nova fase do Google Campus, que será transferido para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. A iniciativa reforça a estratégia da big tech de encurtar a distância entre empreendedores, seus times de engenharia, grandes empresas e ambiente acadêmico para acelerar o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial. Ainda não há data oficial para o início das operações, mas o Google Campus vai ocupar o mesmo prédio centenário que vai abrigar o novo centro de engenharia, anunciado pela big tech em 2024. O espaço está em reforma. A companhia divulgou a novidade em outubro do ano passado, quando entregou o prédio que alugou por nove anos no bairro do Paraíso, em São Paulo (SP). Ao longo de quase uma década, os programas do Google for Startups aceleraram mais de 470 empresas de base tecnológica – juntas, elas criaram mais de 48 mil empregos e movimentaram mais de US$ 13 bilhões em rodadas de investimentos. 12 unicórnios passaram pelas acelerações. Initial plugin text Agora, o foco está em posicionar o Brasil como ator importante na era das grandes transformações promovidas pela inteligência artificial. “É muito mais do que uma mudança física. É uma mudança de estratégia e de visão do ecossistema daqui para a frente. O grande objetivo é apoiar os fundadores por meio da IA, conectando-os a academia, nossos times de engenharia e grandes corporações. É a evolução de um coworking para inovação aplicada”, afirma Maurício Martiniano, head do Google Campus. O novo Google Campus vai centralizar os esforços em empresas que atuam em três frentes: deep techs, startups focadas em pesquisas científicas e engenharia avançada para resolver desafios complexos de áreas como saúde, energia e clima; soluções agênticas e martechs. A identificação das participantes ocorrerá por meio de prospecção dentro da comunidade do Google Campus – incluindo conexões com startups e parceiros como fundos de venture capital – além de editais públicos de inscrição, que ainda não têm data definida. O primeiro programa é o AI Board Academy, com duração de três a seis meses, voltado a conectar fundadores de startups com lideranças do Google e de grandes empresas para discussões sobre inteligência artificial e liderança. A iniciativa deve selecionar entre 10 e 15 startups, por meio de inscrições e indicações. A prioridade será para startups AI-first ou AI-enabled. Outro programa é o Matchmaking, um acelerador intensivo de até um mês que busca conectar a agilidade das startups às demandas de grandes corporações. A partir de sinergias de negócio previamente identificadas pelo time do Google Campus, as empresas participantes poderão desenvolver provas de conceito e projetos de modernização tecnológica junto às companhias parceiras. Já o AI Speed Launch terá formato intensivo de um dia, voltado a startups que buscam aceleração técnica rápida. O programa promove conexões diretas com engenheiros do Google, que apoiam projetos por meio de prototipagem e validação técnica. A expectativa é que até 30 startups participem, com seleção feita por inscrições e indicações do ecossistema. Veja também Concentração O prédio no IPT será casa não apenas para o novo centro de engenharia e o Google Campus, mas para os primeiros centros de excelência em segurança e em boas práticas de acessibilidade na América Latina. Apesar de o movimento indicar um afastamento de regiões vistas como centros econômicos de São Paulo – a avenida Paulista e a Faria Lima, onde fica o escritório do Google –, a expectativa é positiva. “A gente entende que ali é um polo potente. Além disso, teremos um calendário de ativação muito bem desenhado, vamos promover encontros e eventos. Com a combinação de programas, agentes e calendário movimentado, entendemos que será um espaço populoso, com encontros acontecendo de forma intencional”, complementa Martiniano. Apesar de o novo centro de engenharia ter mais de 7 mil m2, os espaços para startups residentes diminuíram em relação ao campus anterior. O Google anunciou que serão 40 posições diárias rotativas, cinco salas de reunião, auditório para 120 pessoas, estúdio de podcast e café público para fomentar encontros. De acordo com empreendedores que passaram pelo prédio no Paraíso, o campus contava com seis andares, cerca de 200 posições e mais salas de reunião. Projeto do novo Google Campus, em São Paulo (SP) Divulgação “É importante olhar para o campus com uma visão expandida, não simplesmente de ocupação como é agora. Temos pensamentos futuros de rodar projetos que não necessariamente precisam acontecer de forma física, por exemplo”, aponta Martiniano. Thais Melendez, gerente de programas do Google Campus, acrescenta que a proposta é possibilitar conexões. “O campus é propositalmente um espaço aberto para que todos que façam parte do IPT e estejam circulando pela USP possam utilizar. A principal diferença para o projeto anterior é que, nele, as conexões aconteceram de forma orgânica e agora vamos trabalhar para ser mais intencionais nesse sentido”, declara. Outra novidade anunciada é a conexão do campus à área de insights e reports, que já atende grandes empresas, para ampliar o apoio às startups. Com isso, os empreendedores poderão utilizar uma versão adaptada dessa ferramenta de análise, voltada a apoiar a tomada de decisões e o desenvolvimento de soluções. Além disso, o campus se aproxima do Google Partner Plex, que mapeia dores, desafios e oportunidades de mercado com grandes companhias. O Google mantém campus em cinco cidades ao redor do mundo: além de São Paulo, há estruturas em Seul (Coreia do Sul), Tel Aviv (Israel), Tóquio (Japão) e Varsóvia (Polônia). Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!",
  "title": "Google lança programas para startups focados em IA em nova fase no Brasil"
}