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"textContent": "\nUm funcionário da rede australiana The Grumpy Baker foi demitido após ser flagrado despejando óleo de cozinha em um bueiro na região de Coogee, nos subúrbios da zona leste da capital Sydney. O caso veio à tona depois que um pedestre gravou a cena em frente à loja e compartilhou o vídeo nas redes sociais, onde as imagens viralizaram e geraram críticas à empresa. Segundo informações do portal do jornal Daily Mail, o vídeo, de apenas dois segundos, mostra o funcionário despejando o óleo usado em um sistema de drenagem pluvial. Internautas pediram a demissão do trabalhador e cobraram investigação por possível crime ambiental. O proprietário da rede, Michael Cthurmer, confirmou à emissora Nine News que o homem era funcionário da padaria e que foi desligado após o ocorrido. “Ficamos devastados ao ver isso e nunca tínhamos nos deparado com algo assim em nossos 24 anos à frente da The Grumpy Baker”, afirmou Cthurmer. “Estamos em contato constante com todas as nossas lojas e funcionários desde o fim de semana, para reiterar e treinar novamente sobre nossos padrões e procedimentos.” Na Austrália, o descarte de óleo, produtos químicos, tintas ou lixo em bueiros de águas pluviais é ilegal, pois o sistema se conecta diretamente a cursos d’água locais. O despejo irregular pode provocar danos ambientais, comprometer a infraestrutura urbana e afetar a vida selvagem. A Randwick City Council informou que está investigando o caso. Em nota, um porta-voz declarou que se trata de “um grave incidente de poluição da água” e que Oficiais Ambientais Sênior conduzem a apuração. O conselho destacou ainda que infrações relacionadas a drenos pluviais podem resultar em multas de até US$ 30 mil (R$ 154.500). Até o momento, o trabalhador não foi formalmente acusado. A empresa afirmou que está colaborando com as autoridades durante a investigação. Como parte de iniciativas para preservar os cursos d’água, a empresa pública Sydney Water incentiva cafés, restaurantes e outros estabelecimentos do setor de hospitalidade a treinarem suas equipes para o descarte adequado de óleo. Há, inclusive, a possibilidade de recolhimento gratuito do material usado. Em seu site, a NSW Environment Protection Authority reforça que “o ralo é apenas para água” e orienta que nada além de água da chuva limpa deve entrar no sistema de drenagem pluvial, seja na propriedade ou em áreas próximas. O que diz a lei no Brasil No Brasil, o impacto do óleo descartado fora do lugar aparece tanto na conta do saneamento quanto nas metas ambientais. Em um balanço publicado em 13 de novembro de 2025, a Prefeitura de São Paulo informou que recolheu mais de 12 toneladas de óleo no ano e estimou que isso evitou a contaminação de 501 milhões de litros de água; o município também reforçou a conta mais repetida em campanhas ambientais: 1 litro de óleo pode contaminar cerca de 25 mil litros de água. Já no setor privado, o programa Óleo Sustentável, plataforma de logística reversa coordenada pela Abiove Recicla (entidade ligada à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), afirma que a iniciativa já recolheu e destinou corretamente mais de 11 milhões de litros de óleo de cozinha usado desde sua criação. A legislação brasileira também trata o tema como infração ambiental quando há poluição e descarte indevido. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) estabelece diretrizes para gestão e destinação adequada de resíduos. Em casos em que o descarte resulta (ou pode resultar) em dano, a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) tipifica o crime de poluição (art. 54). No âmbito administrativo, o Decreto 6.514/2008 prevê sanções e multas por poluição.",
"title": "Funcionário de padaria é demitido após ser flagrado jogando óleo em bueiro e vídeo viralizar; chef se pronuncia"
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