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"textContent": "\nA ideia de que uma marca de salgadinhos, daquelas vendidas em sacos, tenha começado de forma quase artesanal pode parecer estranha, mas foi assim que a operação da Milho de Ouro começou em Amparo (SP), nos anos 1990. Os fundadores da empresa, o casal Darlene e Spencer Rodrigues, montaram uma linha de produção de snacks à base de milho com a expectativa de atender a uma demanda que Spencer considerava básica no mercado alimentício, a busca por produtos com preço mais acessível. Na época da fundação da Milho de Ouro, ninguém na família Rodrigues tinha experiência na área alimentícia ou no agronegócio. Darlene era dona de uma malharia que estava em dificuldades de competir com a expansão dos importados da China, e Spencer, veterinário. A falta de intimidade com o setor de alimentos, no entanto, não foi uma barreira para o crescimento da Milho de Ouro, que alcançou R$ 130 milhões de faturamento em 2025. Hoje a empresa produz cerca de 700 toneladas de snacks por mês e mantém dois parques fabris em Embu das Artes (SP). Além dos produtos de milho, o portfólio inclui salgadinhos à base de batata, trigo, polvilho e pipoca em diferentes tamanhos de embalagem. “Atualmente, a Milho de Ouro é uma indústria de snacks integrada, que desenvolve, produz e distribui seus próprios produtos. Todo o portfólio está reunido sob a marca Lobits, que se tornou o nosso principal ativo de mercado”, diz Pedro Rodrigues, diretor comercial da Milho de Ouro e um dos filhos de Darlene e Spencer. A variação da linha de produtos oferecidos é, segundo o diretor comercial, resultado da evolução natural do mercado de snacks no Brasil. A empresa também investe em ferramentas para determinar o que o consumidor procura, como pesquisas de varejo, comportamento de consumo do público, feedback de distribuidores e a observação de tendências de mercado. Relacionamento próximo com distribuidores Distribuídos em mais de 20 mil pontos de venda em todo o Brasil, como as redes varejistas Atacadão, Assai e Carrefour, os snacks da Milho de Ouro são vendidos ainda em pequenos e médios varejos e lojas de conveniência. Pedro ressalta que a estratégia do negócio é manter a relação com os distribuidores mais próxima e eficiente possível. “Trabalhamos para que o produto esteja disponível, com boa reposição e execução constante nas gôndolas. Essa presença garante que o produto esteja presente no momento de compra do consumidor, o que é fundamental em categorias de giro rápido como snacks”, diz o executivo. Leia também Dados da Scanntech, plataforma de análise dados do varejo de alimentos, apontam que o faturamento da Milho de Ouro cresceu 20% entre 2025 e 2024, além de a marca ter ampliado em 58,3% sua participação de mercado na área que compreende a Região Metropolitana de São Paulo, o Vale do Paraíba e o Litoral Paulista. O diretor comercial da Milho de Ouro atribui esses resultados a fatores como a ampliação do portfólio sob a marca Lobits, que facilitou o reconhecimento do produto pelo consumidor, e a ações que aproximam a marca do público final, como degustações em supermercados e ativações regionais, inclusive em eventos esportivos. “Tudo isso foi sustentado por uma estrutura industrial preparada para acompanhar o crescimento. Produzimos cerca de 700 toneladas de snacks por mês e temos capacidade instalada para chegar a 1.400 toneladas mensais”, diz o empresário. Apesar da presença em todo o Brasil, a maior parte do faturamento da Milho de Ouro, cerca de 80%, ainda está concentrada em São Paulo, com foco na capital e em áreas como ABC Paulista, Guarulhos, Osasco, Vale do Paraíba e Baixada Santista. Para o diretor comercial da Milho de Ouro, é natural que o estado represente a maior parte da receita, porque a empresa é paulista. Esse cenário tende a se transformar à medida que o plano de expansão da empresa avança. Planejamento para acelerar expansão “A estratégia agora é replicar fora do estado de São Paulo o modelo que funcionou aqui: estrutura de distribuição, execução consistente no varejo e adaptação às características regionais de consumo. Estamos avançando em mercados em outros estados do Sudeste e no Sul, além da construção de uma base sólida de distribuidores nacionalmente, fortalecendo a presença da marca antes de acelerar para outras praças”, diz. Com o desenvolvimento da operação e a ampliação da estrutura de gestão, a segunda geração da família passou a assumir funções estratégicas na empresa, mantendo a liderança nas mãos da fundadora do negócio. A Milho de Ouro sustenta o crescimento com a gestão familiar, sob a liderança de Darlene Rodrigues, CEO da empresa. Hoje Spencer é um dos membros do Conselho, enquanto os filhos, Pedro, Isabela e Ricardo, atuam diretamente na administração e na definição dos rumos da companhia. “Ao longo do tempo, a empresa foi ganhando estrutura e profissionalização, sem perder essa proximidade com o cliente. Hoje, mantemos a essência familiar, com liderança ativa da minha mãe, como CEO, e uma operação com visão clara de futuro e compromisso com resultados’, ressalta Pedro. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar!",
"title": "Negócio familiar produz 700 toneladas de salgadinhos por mês e fatura R$ 130 milhões"
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