BeConfident capta R$ 85 milhões em Série A; Onegreen é adquirida: os destaques da semana no ecossistema
Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial]
February 6, 2026
Fevereiro começou com anúncios de aportes como a Série A de R$ 85 milhões captada pela BeConfident, startup que ensina inglês com uso de inteligência artificial. Com a rodada, a empresa atingiu um valuation de R$ 530 milhões. Nesta edição da newsletter, também falamos sobre as últimas notícias de M&As. Um dos destaques é a aquisição da Onegreen, de software de gestão de licenciamento ambiental, pela Vela LatAm, subsidiária da canadense Constellation Software. Você ainda lê sobre a Moltbook, rede social para agentes autônomos de inteligência artificial, que tem chamado a atenção. 100 Startups to Watch é a newsletter de Pequenas Empresas & Grandes Negócios que leva a você as notícias mais relevantes do ecossistema de inovação. Assine e indique para os amigos a newsletter gratuita 100 Startups to Watch! Para não perder nenhuma notícia, acesse o link e participe do canal de PEGN no WhatsApp. Quer conferir conteúdos exclusivos de Pequenas Empresas & Grandes Negócios? Assine a revista e tenha acesso a todas as reportagens. Boa leitura! Aportes BeConfident. A startup, que usa IA para ensino de inglês, concluiu uma rodada Série A de R$ 85 milhões liderada pela Prosus, com participação de Rethink, Alexia Ventures e Endeavor. Com o aporte, a empresa que tem dois anos de operação alcançou valuation de R$ 530 milhões – em julho de 2025, havia sido avaliada em R$ 100 milhões. Para este ano, a BeConfident almeja quintuplicar o faturamento, saindo de R$ 60 milhões para R$ 300 milhões. Os novos recursos serão usados para expandir operações nos EUA, Europa e Ásia, com a meta de que 90% dos alunos pagantes estejam nesses mercados – a edtech encerrou 2025 com 3 milhões de usuários e 160 mil estudantes em sua plataforma no WhatsApp e aplicativo. Tilt. Criada por dois brasileiros nos Estados Unidos, a startup captou US$ 4 milhões (R$ 21 milhões) em uma rodada pré-seed com os family offices Feffer (controladora da Suzano) e Vantini (via Carlu Participações) e outros investidores estratégicos. A ideia é escalar um modelo de “computação distribuída” que usa dispositivos ociosos, como celulares e TVs inteligentes, como microservidores para complementar supercomputadores. De acordo com o Pipeline, o objetivo é reduzir em até 30% os gastos das empresas com nuvem, prometendo menor tempo de processamento em algumas tarefas e menor consumo de energia e água em relação a data centers tradicionais. Fundada em abril de 2024, a startup opera nos EUA, onde atende clientes como Hulu (Disney), Moon Capital e Alix Partners. A operação brasileira teve início em setembro passado, e a Tilt espera fechar os primeiros clientes nos próximos meses, mirando setores como finanças, varejo e saúde. Mova Protocol. A plataforma de dados de mobilidade urbana anunciou sua primeira captação, no valor de US$ 3 milhões (R$ 15,7 milhões), com a participação de investidores não divulgados. O valuation foi atualizado para R$ 180 milhões. Com mais de 3 mil usuários cadastrados e projeção de atingir um milhão até o fim do segundo trimestre, a plataforma opera por meio de um aplicativo que capta dados reais de uso dos veículos (como quilometragem e padrão de condução). Essas informações passam por camadas de validação antifraude, são registradas em blockchain e transformadas em relatórios utilizados por empresas para medir eficiência operacional, emissões de frotas, risco segurador e metas de ESG. Takeat. A startup capixaba fundada por um ex-garçom levantou R$ 15 milhões em uma rodada Série A liderada pelo DGF, com follow-on da Quartzo Capital via Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses 1). O capital será direcionado para acelerar expansão comercial, marketing, tecnologia e parcerias estratégicas. A plataforma SaaS integra ferramentas de inteligência artificial para ajudar restaurantes a capturar e reter clientes, gerir caixa e aumentar a produtividade operacional. Com mais de três mil clientes cadastrados e crescimento de 200% nos últimos 15 meses, a empresa mira chegar a 13 mil estabelecimentos no Brasil, posicionando-se como um “HubSpot dos restaurantes”. Mani. A startup de planejamento financeiro e consultoria de investimentos captou R$ 3 milhões em sua primeira rodada. O aporte foi liderado pelo fundo Stamina Ventures, com participação de Bernardo Parnes (ex-presidente do Deutsche Bank na América Latina, Bradesco BBI e Merrill Lynch), Carlos Tristan (fundador da Squid) e Daniel Roesler (Galeria Nara Roesler). O dinheiro será utilizado para verticalizar a jornada de investimentos com tecnologia proprietária, a partir da digitalização da gestão de patrimônio e de investimento em growth marketing. A startup terá fôlego financeiro de 24 meses para buscar o ponto de equilíbrio e atingir um faturamento anualizado de R$ 4 milhões, apoiado em uma base de 500 clientes. Pix Mídia. A startup de comunicação interna corporativa concluiu uma rodada de R$ 2,9 milhões liderada pela DOMO.VC, com participação da Bossa Nova Investimentos, para acelerar o crescimento de sua plataforma de comunicação cross-channel. Fundada em Esteio (RS), a startup faturou R$ 10 milhões em 2025 com sua solução que integra TVs, aplicativos móveis, web e intranet, permitindo distribuição centralizada de conteúdo, pesquisas de engajamento e ferramentas colaborativas. A empresa hoje atende quase 1 mil empresas de portes e segmentos variados em todo o país, e tem como meta atingir 2 mil clientes corporativos até o final de 2028. M&A Onegreen. O software de gestão de licenciamento ambiental foi adquirido pela Vela LatAm, subsidiária da canadense Constellation Software, em uma transação que não teve valor divulgado. A operação será integrada ao Ius Natura, sistema de soluções digitais para gestão de requisitos legais ESG, para permitir que empresas automatizem o controle de licenças, condicionantes, prazos e documentos, recebam alertas e gerem relatórios e análises para reduzir riscos e evitar multas. Não haverá impacto para os clientes, majoritariamente companhias de grande porte de setores altamente regulados como mineração, energia, óleo e gás, construção, indústria química e alimentícia, saneamento e metalurgia. Dimensa. A empresa de soluções para instituições financeiras, resultado de uma joint-venture entre TOTVS e B3, foi vendida para a porto-riquenha Evertec por R$ 1,4 bilhão. A Dimensa foi criada em outubro de 2021 a partir de ativos oriundos de aquisições que a TOTVS realizou em 2008 e 2009. Em comunicado, a TOTVS afirmou que a “decisão da venda está inserida no plano estratégico de ampliar o foco no crescimento de operações core”. Inteligência artificial Lançada em 27 de janeiro, a Moltbook fez barulho nesta semana. Trata-se de uma rede social criada para agentes de inteligência artificial autônomos, que publicam, comentam e interagem sobre temas diversos, como religião, música, memes e criptomoedas. Humanos não podem opinar, apenas observar as discussões. Segundo reportagem de O Globo, a maior parte dos agentes presentes na plataforma é da OpenClaw, ferramenta lançada no ano passado que impulsionou uma nova geração de assistentes, conhecidos como moltbots. Esses agentes são capazes de raciocinar, planejar e executar tarefas complexas de forma autônoma, buscar informações, organizar dados, enviar mensagens e usar modelos de linguagem e ferramentas para compreender contextos variados. Criada por Matt Schlicht, programador e empreendedor conhecido por atuar no ecossistema OpenClaw, a Moltbook não tem, por enquanto, um modelo de negócios definido, mas já atraiu as inscrições de mais de 1,5 milhão de agentes de IA. Mercado de delivery Quando anunciou o retorno ao mercado brasileiro, em abril de 2025, a 99Food bateu forte no tema das taxas pagas às plataformas de delivery. A empresa declarou que pretendia oferecer uma “mudança de longo prazo” e fez campanhas de marketing que destacavam o valor gasto em taxas por quem pede entregas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva ressaltou que os entrevistados deixavam de pedir delivery por conta das altas tarifas. Apesar disso, os restaurantes que se cadastrarem hoje na plataforma terão de pagar pelo serviço. De acordo com fontes próximas à empresa, a gratuidade foi temporária para estabelecimentos que se registraram nos primeiros 60 dias do lançamento em Goiânia (GO), em junho de 2025. Esses restaurantes terão dois anos de isenção, a partir da chegada do app em suas cidades. Já aqueles que se cadastraram na época do lançamento em São Paulo (SP), em agosto, foram contemplados com um ano de isenção. Atualmente, se o estabelecimento optar pelo modelo em que a 99Food é responsável pelas entregas, a comissão paga à plataforma é de 8,9%. Não há mensalidade, mas é necessário quitar uma taxa administrativa de 3,2% por pedido. Para quem opta por ter logística própria, a comissão é de 10,9%, com cobrança da mesma taxa administrativa e isenção de mensalidade. À época do lançamento em São Paulo (SP), a 99Food afirmou que sua proposta de valor era zerar as taxas para permitir aos restaurantes praticar no delivery os mesmos preços do salão com o objetivo de atrair mais consumidores. Para efeito de comparação, o plano básico do iFood (sem logística) cobra 12% de comissão, com taxa de pagamento online de 3,2% e mensalidade de R$ 130 (para quem vende acima de R$ 1,8 mil no mês). No plano com entrega, a comissão sobe para 23% e a mensalidade para R$ 150, com a mesma taxa de pagamento online. Procurada por PEGN, a 99Food não quis se pronunciar sobre o assunto. Oportunidades Hackathon. O Grupo Silvio Santos, em parceria com a Amazon, realizará um Hackathon de Inovação aberto ao público externo, com o objetivo de fomentar a cultura de inovação contínua e acelerar soluções aplicáveis a desafios reais do negócio. A iniciativa é voltada a profissionais de tecnologia, dados, comunicação, conteúdo, operações, negócios e inovação. São três desafios: transformação digital para simplificar fluxos de trabalho; IA para produção jornalística; previsão de vendas e gestão de estoque. Há 70 vagas, e as inscrições se encerram em 13 de fevereiro. Interessados devem se inscrever pelo site. Competição. O Rio2C abriu inscrições para o Pitching de Soluções Criativas, iniciativa que integra a programação do evento. Nesta edição, o escopo foi ampliado para além do mercado de startups e qualquer realizador pode enviar sugestões que impactem a indústria criativa. 24 projetos escaláveis, divididos nas verticais Audiovisual e Games, Música, e Entretenimento e Marketing, serão avaliados por uma comissão de executivos de fundos, hubs e entidades de fomento, com apresentações de pitch e sabatina com os jurados. As inscrições vão até 20 de fevereiro pelo link. Curta Menos hype, mais execução: como será o próximo ciclo de inovação no Brasil
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