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Gato com vitiligo? Entenda a condição que viralizou após vídeo de pet nas redes sociais

GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle [Unofficia… June 17, 2026
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Kauane Stephanie sempre sonhou em ter um gato preto, até que em 2022 ganhou Fumaça como um presente de aniversário. Nascido em Betim, cidade em Minas Gerais, o animal foi abandonado pela mãe e era o último da ninhada sem um dono, até ser adotado pela criadora de animais silvestres. "Quando ele veio para casa, vimos que ele tinha dois fiozinhos brancos, mas não desconfiamos de nada. Mas um dia ele estava na escada da casa da minha mãe e vimos que ele tinha uma manchinha rosa no nariz", conta Kakau, como é apelidada, em conversa com a GQ Brasil. A tutora achou que o gatinho podia ter se machucado e que a pele estivesse em carne viva, mas descobriu através de amigas veterinárias que o Fumaça tinha vitiligo. Apesar de ser uma condição mais conhecida entre os humanos, ela também pode ocorrer em animais, caracterizado pela perda progressiva de melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele e aos pelos. Em consequência, surgem áreas despigmentadas na pele e/ou pelos brancos em regiões que eram pigmentadas. Assim, ela pode chamar atenção pela transformação gradual da coloração dos pelos, focinho, lábios ou pele. "Eu não sabia que gatos podiam ter vitiligo. Quando recebemos um diagnóstico, fomos para a internet para investigar outros casos, mas não achamos nenhum registro no Brasil", diz Kakau. Nos gatos, o quadro é considerado raro, com poucos casos descritos na literatura veterinária quando comparado aos humanos. A médica veterinária Aline Crunfli explica que esse seria o motivo pelo qual muitos profissionais passam a graduação e estágios sem ter contato com casos clínicos dessa doença. O caso de Fumaça foi compartilhado nas redes sociais por Kakau e viralizou pela raridade da condição. Hoje já tem mais de 1,8 milhões de curtidas e 15 milhões de visualizações no Instagram, onde ela compartilha sua rotina criando outros animais silvestres. Mas mesmo com sua singularidade, o gatinho não lhe dá trabalho no dia a dia. Initial plugin text "Ele não tem nenhum cuidado especial. Na verdade, pode ser que a imunidade dele seja baixa, mas fazemos exames com frequência e ele segue bem tranquilo", conta a tutora. "Ele é muito agitado. Pula, arranha, agarra na cortina, e enfim. Mas não precisamos ter nenhum outro cuidado com ele além da rotina." A veterinária explica que o quadro apresenta apenas alterações estéticas, e que ao contrário de outras doenças dermatológicas, o vitiligo geralmente não provoca dor, coceira ou desconforto significativo. Os gatos permanecem saudáveis e mantêm sua qualidade de vida normal. "Dependendo da extensão das áreas despigmentadas e da exposição solar, podemos orientar maior atenção à proteção contra radiação UV, especialmente em regiões com pouca pigmentação", explica a especialista. Initial plugin text Atenção aos sinais Apesar de ser uma condição rara, a veterinária pede para se atentar a sinais como: surgimento progressivo de pelos brancos em regiões anteriormente escuras, manchas claras ou totalmente despigmentadas na pele, clareamento do focinho, lábios, pálpebras ou coxins plantares, e alterações geralmente simétricas e progressivas ao longo do tempo. Mesmo assim ressalta que nem toda mancha branca significa que o pet tem vitiligo. "Infecções, processos inflamatórios, cicatrizes, doenças autoimunes e outras alterações dermatológicas também podem causar perda de pigmentação. Por isso, a avaliação veterinária é fundamental para o diagnóstico correto", alerta. O vitiligo não tem predisposição a aparecer em uma raça específica de gatos e não se limita a apenas gatos pretos. Ela tende a ser percebida mais fácil em animais de pelagem escura, porque o contraste entre as tonalidades de pelo é maior. A profissional também afirma que não há um tratamento que seja comprovadamente eficaz para reverter o vitiligo em gatos e que eles podem apresentar repigmentação parcial espontânea, ou ter alterações de forma permanente. "Como normalmente não compromete a saúde do paciente, a decisão de tratar deve sempre considerar os possíveis efeitos adversos das terapias em comparação ao benefício obtido. A literatura científica disponível mostra que a eficácia dos tratamentos em animais ainda permanece incerta devido ao pequeno número de casos estudados", destaca.

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