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Convocação, golfe no corredor e o penta: Kaká relembra os bastidores da Copa de 2002

GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle [Unofficia… June 12, 2026
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Para qualquer geração de brasileiros, a Copa do Mundo nunca passa despercebida. Cada um guarda uma memória especial de algum Mundial: seja os dribles e bailes de Pelé, ou as defesas de Taffarel, acordar de madrugada para assistir aos jogos de 2002, e até mesmo os sofrimentos de 1998 e, como não citar, o 7x1 dentro de casa? Para responder essa pergunta, convocamos o pentacampeão do mundo Kaká, que revelou bastidores daquela que foi a sua primeira copa no quadro "Minha Primeira Copa", da GQ Brasil. Assista abaixo! O dia da convocação À época, com apenas 20 anos, Kaká era a joia recém descoberta do São Paulo. Com dois gols, tinha acabado de decidir o torneio Rio-São Paulo em pleno estádio do Morumbi. A convocação do técnico Felipão para o Mundial de 2002 seria numa segunda-feira. No sábado anterior, o comandante da Seleção telefonou para Belletti, também jogador do SPFC, justamente para saber de Kaká. “Aí o Belletti foi lá no meu quarto, bateu na porta e falou: ‘Felipão me ligou, perguntou como que você tava. Falei que você tava bem, que você vai jogar amanhã’. Aí perguntei: ‘E aí?’. E o Belletti disse: ‘Aí ele não falou mais nada’”, relembra rindo. “Você vem me falar isso e eu vou ter que viver com essa expectativa até segunda-feira?". Quando o dia chegou, Kaká estava em casa com os pais e o irmão mais novo, todos ansiosos até a hora que Felipão anuncia: “Meio campistas”, e faz uma pausa que parecia eterna até anunciar o jovem. “A hora que ele fala meu nome… realmente é uma emoção muito grande. Imaginar que aos 20 anos eu ia ter a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo, realmente foi incrível.” Seleção Brasileira em 2002 Getty Images A Família Scolari e o golfe do corredor Apesar da pressão de representar um país que entra em toda Copa como favorito, o ambiente construído por Felipão virou um dos segredos daquela campanha. Sem celulares conectando todo mundo o tempo inteiro e ainda do outro lado do mundo, no Japão e na Coreia do Sul, os jogadores se apoiavam uns nos outros. “Então era muito nós mesmo, então é sentado na mesa, é conversando, é batendo papo, tentando é todo mundo trocando experiências”, conta. Foi ali que nasceram as rotinas que Kaká guarda até hoje: rodas de conversa, partidas de baralho e um elenco que misturava alguns dos maiores nomes da história do futebol brasileiro com um garoto vivendo sua primeira Copa. “Lembro muito do Ronaldo brincando com o Dida de golfe no corredor, tinha muito do baralho e também muito Copa. Porque no momento que entra a Copa, você começa a acompanhar as outras seleções, você começa a conversar, começa a analisar outras equipes e durante a competição você vai acompanhando outras seleções que vão tendo um desempenho bom.” Na beira do campo e... É penta! Agora, quem assistiu aquela final da Copa do Mundo de 2002 contra a Alemanha não consegue esquecer de um momento clássico: o jovem Kaká tentando entrar em campo nos últimos momentos daquela partida. “Eu na beira do campo até o final do jogo, e o Galvão fala umas seis, sete vezes: ‘O menino Kaká tá na beira do campo e vai entrar. O menino Kaká tá na beira do campo e quer entrar…’” A entrada nunca aconteceu. O juíz apitou pela última vez e consagrou o Brasil como pentacampeão. Mas o desfecho acabou tornando o momento ainda mais simbólico. “O Galvão termina a narração desse jeito: ‘Menino Kaká tá na beira do campo, não deu tempo de entrar, porque o Brasil é pentacampeão’.” Seleção Brasileira celebra o penta, em 2002 Getty Images A dimensão daquela conquista, porém, só apareceu de verdade na volta para casa. Sem redes sociais e com pouca informação circulando durante o torneio, o elenco ainda não tinha percebido o tamanho do impacto da campanha. Foi na chegada ao Brasil que tudo ganhou outra proporção. “Quando a gente chega em Brasília e sai do aeroporto, começa a passeata… aí a gente começa a entender o que aquilo representou para o povo brasileiro. Trio elétrico, Ivete em cima do trio cantando e a gente comemorando junto com o povo.”

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