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João Guilherme interpreta um dos maiores hacker dos país em novo filme e fala sobre cenas de sexo: "Não existe dilema"

GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle [Unofficia… May 14, 2026
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Nesta quinta-feira (14), estreia nos cinemas O Rei da Internet, longa protagonizado por João Guilherme no papel do hacker Daniel Nascimento. Baseado em uma história real, o filme acompanha um adolescente que se torna um dos maiores hackers do país, entra para uma organização criminosa que movimenta milhões e acaba alvo de uma operação da Polícia Federal antes dos 17 anos. Dirigido por Fabrício Bittar, o longa também traz Marcelo Serrado no elenco, interpretando o chefe da quadrilha, além de nomes como Debora Ozório, Eri Johnson, Clarissa Muller e Kaik Pereira. "Era o projeto que eu estava procurando. Queria trabalhos mais desafiadores, então caiu como uma luva. Assim que li o roteiro, pensei: 'Cara, é isso que eu gostaria de assistir e fazer'", diz João Guilherme em entrevista à GQ Brasil. Para construir o personagem, o ator teve a oportunidade de conhecer Daniel, hoje empresário e consultor de segurança digital, e trocar experiências com ele. Em 2014, Daniel lançou o livro DN Pontocom: a Vida Secreta e Glamourosa de um Ex-hacker, que serviu como uma das principais referências para a preparação de João. "Não tinha muitas fotos dele, apenas de reportagens. Precisava entender o interno para poder criar o externo, criar esse garoto que eu não pude ver. Tive que entender e imaginar quem ele era. Perguntei para o Daniel o que o movia, as reais motivações, e ele foi me ajudando a construir", conta. João Guilherme em pré-estreia de "O Rei da Internet" Divulgação Fama e exposição Daniel vê sua vida mudar aos 15 anos, passando a viver uma rotina de luxo e ostentação. De certa forma, João Guilherme também enfrentou transformações muito cedo, já que começou a trabalhar como ator ainda na infância. "Existe um lugar de conexão por nós dois termos amadurecido muito rápido. Tudo muda e você começa a lidar com vaidade, poder e dinheiro. Com 13 anos, eu já tinha um salário mensal, o que é muito louco. Isso afeta a cabeça das pessoas, vemos muitos casos assim por aí", afirma. "No caso do Daniel, ele lidava com pessoas perigosas, muito dinheiro, uma vida cheia de riscos e praticamente sozinho." Leia também Acostumado à exposição desde cedo, João também reflete sobre sua relação com a internet e as redes sociais. Embora reconheça que sua profissão exige presença constante online, o ator diz sentir falta de uma vida mais “offline”. "Essa coisa de ficar alimentando a rede o tempo todo, ficar a serviço dela, eu não gosto. Adoraria poder ficar mais off", conta. Com classificação indicativa para maiores de 18 anos, o longa retrata a vida de excessos que Daniel conquistou ainda na adolescência, incluindo cenas de sexo e nudez. Para João Guilherme, porém, esse nunca foi um problema. "A gente tá sempre com tapa-sexo, e desde que todo mundo esteja confortável com o que tá acontecendo, está tudo bem", diz. "Não tem nenhum dilema, faz parte do trabalho, todas as cenas são coreografadas. Só se mostra o que estamos de acordo. Não é como se fosse uma cena em que eu faço nu frontal, não tem necessidade e não é sobre isso". O ator também destaca a parceria com Marcelo Serrado, de quem já era fã desde criança, especialmente por causa do personagem Crô, da novela Fina Estampa. "É muito importante para mim ter essas trocas, ajuda a gente a crescer como profissional. Foi muito bacana trabalhar com ele, e acho que ele ficou contente com a nossa troca também", pontua. João Guilherme em "O Rei da Internet" Divulgação Anos 2000 Ambientado no início dos anos 2000, o filme aposta em uma estética carregada de nostalgia, com elementos como internet discada, celulares “tijolão” e computadores que ainda funcionavam com disquetes. O figurino também teve papel essencial na construção desse universo. "Como produtor associado, fiz questão de estar presente nessa parte de construir o figurino. Foi muito legal. Algumas coisas não estão mais à venda, então são vários achados", diz. Para o ator, as peças mais marcantes de Daniel foram um relógio da Oakley e suas camisas polo. Fã da moda dos anos 2000, João admite que ainda incorpora algumas tendências daquela época ao guarda-roupa atual, como as calças baggy. "São muito confortáveis. Gosto muito da estética e das roupas dos anos 2000. Acho que eu teria me divertido bastante se fosse adolescente naquela época", avalia. Questionado sobre o que diria para sua própria versão dos anos 2000, João respondeu: "Diria que estou fazendo exatamente o que prometi desde criança: continuar atuando e ser reconhecido pelo meu trabalho. Sigo lutando por isso, e acho que é algo que me traria paz."

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