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Como domar 585 cavalos em cima de um 4x4: Testamos um Mercedes AMG G63 por 4 dias

GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle [Unofficia… May 13, 2026
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Quando recebi o convite para testar o Mercedes G63 por quatro dias, um barulho ficou na minha cabeça. Não era ainda o ronco do motor V8 biturbo de 585 CV – era o do medo. Como eu vou andar com esse carro em São Paulo? Será que é blindado? Atrai assalto? Ah, mas foi feito para a guerra, São Paulo está de boa… Vai ficar na minha garagem? Moro sozinho com minha cachorra, cazzo! Que roupa eu uso para dirigir um carro desse? Vou parar na garagem do prédio da minha mãe. Melhor não. Contudo, estava ansioso para ouvir aquele motor chegando na minha rua. As lições do Senhor Germano A Mercedes mandou um motorista me buscar em casa. O senhor Germano Schultz, 76, aposentado, descendente de alemães (não poderia ser diferente) e ex-comandante da VASP. Hoje, ele mora próximo à represa de Guarapiranga, e faz uns freelas pilotando naves terrestres. Da Mooca até o Rubaiyat, na Faria Lima, tivemos tempo de conversar muito. Aprendi bastante com ele sobre o carro, e sobre a vida também. Germano tem três filhos, dois moram fora: um é “dealer” de plataforma de petróleo na Itália, a outra trabalha em uma cervejaria na Espanha, e o caçula decidiu empreender na Ilhabela (talvez o mais invejável). Nenhum deles imagina o quanto o pai está confortável nesse momento em meio ao trânsito da Radial Leste. No Rubaiyat, almoço com a diretoria da marca: Ronald Koning, presidente e CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil; Alessandra Souza, head de marketing & comunicação corporativa; e Evandro Bastos, head de produto, meu amigo e o culpado por tudo isso. Lá, tivemos uma aula sobre os 140 anos da AMG e da empresa responsável pela invenção do automóvel. Obrigado, Karl Benz! O almoço foi ótimo, tomei três cafés e a ansiedade para pegar as chaves e voltar para casa aumentou; o medo voltou. Agora era o momento de acelerar muito, até sem querer. Chaves em mão, o Evandro explicou rapidamente para que serviam os 585 botões, me ajudou a conectar o CarPlay e disse: “Esse carro é a sua cara, Enzo.” Fingi que acreditei e vazei. Mercedes AMG G63 Divulgação Test drive no feriado Fiz um pit stop na casa do meu irmão, uma reunião com meu diretor Fred Di Giacomo por telefone, e já era fim do expediente. Hora de buscar minha namorada no trabalho e tentar amaciar o trânsito que nos aguardava para voltar para casa numa véspera de feriado. “Engarrafamento nunca foi tão bom, de verdade”. Fomos adiante sem medo e com muito conforto. Sem entrar em muitos detalhes, o feriado foi em família, no silêncio absoluto da Serra da Mantiqueira, a bordo de um carro que parecia estar em seu habitat natural. Perfeitamente encaixado. No retorno a São Paulo, fomos assistir ao clássico do Palmeiras contra o Santos. Abrimos o mar verde de torcedores para estacionar no Allianz Parque, no quinto andar do estádio, diante dos camarotes mais caros. Lá, grandes fãs de futebol admiravam a estrela que chegava no estacionamento. Apenas 252 fenômenos desses (entre 2025/26), feitos majoritariamente de maneira artesanal, foram vendidos no Brasil. O jogo terminou 1 a 1, o Palmeiras manteve a liderança, e eu tive uma das melhores experiências. O barulho do medo se foi. Já o barulho daquele motor mágico voltou para a casa da Mercedes, nas mãos do sábio senhor Germano. Mercedes AMG G63 Divulgação

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