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"publishedAt": "2026-05-08T13:54:09.000Z",
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"textContent": "\nNo último sábado (2), o restaurante Grado, no Rio de Janeiro, foi palco de peleja em torno de uma cobrança que ainda gera dúvidas - e irritação - entre muitos clientes: a taxa de rolha. O episódio ocorreu durante um jantar do cantor e compositor Ed Motta com um grupo no local. Segundo a revista Veja Rio, o desentendimento começou após o artista recusar pagar o valor cobrado por ter sido levada um vinho para consumir no local. A confusão é investigada pela Polícia Civil. A taxa é cobrada quando uma pessoa leva sua própria garrafa ao restaurante, em vez de comprar uma opção da carta da casa. \"Essa é talvez a questão mais mal compreendida pelo público geral\", define a sommelière Gabriela Monteleone, que defende: não é apenas pedir dinheiro para abrir uma rolha. “Esta é uma leitura incompleta da operação”, emenda. A profissional explica que, quando o restaurante aceita servir uma bebida trazida pelo cliente, a estrutura do salão continua mobilizada. Isso inclui taças adequadas ao tipo de vinho, lavagem, reposição de quebras, controle de temperatura, eventual decantação e o trabalho de profissionais treinados para conduzir o serviço de acordo com o padrão da casa. A taxa também está ligada à margem financeira dos restaurantes. Gabriela afirma que o vinho é um dos principais itens de rentabilidade da operação, especialmente porque os pratos costumam ter custos difíceis de repassar integralmente ao consumidor. “Não se trata de ‘ganhar em cima do cliente’, mas puramente de um modelo de negócio em que a bebida subsidia a operação da cozinha”. Não é taxa de serviço A sommelière explica que taxa de rolha e taxa de serviço não são a mesma coisa. A taxa de serviço, cobrada como percentual ao fim da conta, remunera a equipe que realizou o atendimento. Já a taxa de rolha tem outra lógica: compensar a perda de receita pela não venda de uma garrafa da carta e cobrir os custos do serviço de bebidas prestado mesmo quando o vinho veio de fora. “Um restaurante que cobra as duas não está duplicando uma mesma cobrança; está sendo transparente sobre duas realidades operacionais distintas”, afirma Gabriela. O valor, no entanto, precisa fazer sentido. Para ela, a taxa deve ser proporcional ao perfil da casa e comunicada com transparência ao cliente. Uma prática possível é calcular a cobrança entre 30% e 50% do valor de uma garrafa equivalente na carta ou, de forma mais simples, cobrar valor próximo ao vinho mais barato disponível no restaurante. No caso específico do Grado, há uma taxa fixa de R$ 100, de acordo com o jornal O Globo. A transparência é central para evitar conflitos. A profissional indica que o cliente não deve ser surpreendido pela cobrança apenas no momento da conta, mas deve estar visível no menu, no site e ser informado pela equipe quando necessário, especialmente em reservas ou ocasiões em que o restaurante sabe que alguém pretende levar a própria garrafa. Para a sommelière, o episódio envolvendo Ed Motta também evidencia uma relação, muitas vezes, problemática entre clientes e profissionais de salão, como garçons, sommeliers e gerentes. “Discordar da cobrança é um direito”, pontua. “O que não encontra respaldo em nenhum referencial, nem ético e nem profissional, é transformar um desacordo comercial em agressão contra profissionais que estão simplesmente exercendo seu trabalho”. Revistas Newsletter",
"title": "Sommelière defende a \"taxa rolha\", motivo da briga envolvendo Ed Motta em restaurante: \"Incompreendida\""
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