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  "textContent": "\n---\nFoto: Ilustrativa\n\n\n\n\n\n\nO Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema estruturado de fraudes financeiras que teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 milhões a instituições bancárias e empresas de consórcio. O grupo foi alvo da operação Amicis, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil.\n\nDe acordo com a denúncia, os líderes do esquema são João Eduardo Costa de Souza, conhecido como “Duda”, e a esposa dele, Layana Soares da Costa. Cada um responde por 65 crimes de falsidade ideológica e 17 de estelionato, além de associação criminosa. Segundo o MPRN, o casal coordenava a criação de dezenas de empresas de fachada usadas para obter empréstimos e financiamentos que não eram pagos.\n\nO contador José Ildo Pereira Leonardo também foi apontado como peça-chave da organização. Ele foi denunciado por 42 crimes de falsidade ideológica e por associação criminosa. Conforme as investigações, o profissional utilizava conhecimentos técnicos para forjar documentos societários, inserir informações falsas em sistemas públicos e simular faturamentos milionários inexistentes, com o objetivo de induzir instituições financeiras a conceder crédito.\n\nAs principais vítimas são o Banco do Brasil, o Banco Bradesco, o Banco do Nordeste e a administradora de consórcios Porto Seguro. O grupo obtinha empréstimos e financiamentos, principalmente para aquisição de veículos pesados e de luxo, e interrompia os pagamentos após a liberação dos valores ou bens.\n\nAinda segundo o Ministério Público, o esquema funcionava em etapas. Primeiro, eram abertas empresas “fantasmas” em nome de terceiros, com endereços fictícios e estrutura simulada. Depois, essas pessoas jurídicas eram utilizadas para contratar empréstimos e consórcios. Quando as dívidas se acumulavam ou surgiam suspeitas, o grupo criava novos CNPJs para continuar aplicando os golpes, em um sistema descrito pelos investigadores como um “rodízio” de empresas.\n\nA denúncia também aponta Marcelo Spyrides Cunha como colíder da associação criminosa. Ele teria atuado na movimentação dos recursos obtidos de forma ilícita, operando transferências e cheques vinculados às empresas de fachada.\n\nO chamado núcleo dos “laranjas” incluía pessoas que cederam nomes e CPFs para abertura das empresas e aquisição de bens. Entre elas estão Francisca Marília, Francisca Sulmara e Alessandro Nicolau, que respondem por falsidade ideológica e estelionato. De acordo com a investigação, muitos eram atraídos com promessas de recompensa financeira.\n\nDois denunciados ainda respondem por comunicação falsa de crime. Victor Hugo Gomes Souza e Joyce Karolyne de Moura Alexandrino registraram boletins de ocorrência alegando uso indevido de dados pessoais quando as apurações avançaram. No entanto, a análise de provas telemáticas indicou que ambos participavam ativamente do esquema.\n\nDiante da complexidade do caso e do número de acusados, o MPRN pediu o desmembramento do processo em quatro ações penais distintas, divididas conforme os núcleos identificados na investigação. O órgão também solicitou o confisco de bens e valores para garantir o ressarcimento das vítimas, com bloqueios proporcionais ao prejuízo atribuído a cada réu.",
  "title": "Operação Amicis: MPRN denuncia 16 envolvidos em esquema milionário contra bancos no estado",
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