'Olhos d'Água', de Conceição Evaristo, é escolhido para inaugurar primeira biblioteca de Dua Lipa em Portugal
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June 28, 2026
“Olhos d’Água”, obra da brasileira Conceição Evaristo, foi escolhido para ser o primeiro livro a ocupar as prateleiras da biblioteca criada por Dua Lipa, inaugurada na Livraria Lello, na cidade do Porto, Portugal. O espaço é a primeira versão física do projeto Service95 Book Club, um clube do livro mensal comandado pela cantora pop, integrado à sua plataforma de cultura e estilo, a Service95. Inaugurada no sábado (27), a Biblioteca Manifesto contará com uma curadoria dedicada a obras censuradas em todo o mundo e terá mais de 100 títulos, incluindo também “O conto da aia” (1985), de Margaret Atwood, e “Felon” (2019), de Reginald Dwayne Betts. Conceição Evaristo Jéssica Batan Leia também: A autora esteve presente no local e falou sobre a experiência nas redes sociais. “Junto à recepção calorosa que recebi na Livraria Lello, na cidade do Porto, em Portugal, tive a grata surpresa de saber que o livro ‘Olhos D’água’, de minha autoria, foi escolhido como a primeira obra para ocupar as prateleiras da Manifesto Library", disse Conceição em postagem feita no Instagram. Conceição Evaristo Jéssica Batan “A Manifesto Library é uma biblioteca permanente, um projeto em parceria com o Service95 Book Club, e ocupará um dos andares da Lello, disponibilizando para leitura e conhecimento do público 100 obras que revelam ‘vozes silenciadas e histórias esquecidas’. Preenchendo lapsos, vazios da história e da literatura", completou. Initial plugin text Segundo um comunicado divulgado por Dua à imprensa, a artista descobriu a iniciativa como “parceria dos sonhos”. “Quando fundei o Service95 Book Club, minha ambição era que ele se tornasse um lar para escritores e leitores, onde quer que estivessem e quaisquer que fossem suas circunstâncias. Ler o mundo nos aproxima - mas, infelizmente, nem todos são a favor disso”, disse. “Alguns foram banidos por distritos escolares devido a temas como raça ou sexualidade. Outros, escritos para leitores LGBTQIA+, tiveram sua exposição restrita. Em alguns casos, o autor pagou com a própria vida por suas palavras". “Essa biblioteca é um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controle, e para leitores que se recusam a aceitar que alguém diga quais livros eles podem ou não ler”, declarou. “Porque, às vezes, a atitude mais subversiva que se pode tomar é ler um livro e, depois, conversar sobre ele”. Revistas Newsletter Canal da Glamour Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.
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