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Tília sobre nova fase: "Chega uma hora em que a gente precisa dar um reset e se desafiar"

Glamour | Home [Unofficial] June 25, 2026
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Maturidade, novas referências e o desejo enorme de se reinventar. É assim que Tília define o momento que está vivendo. A cantora mergulha na produção de um novo projeto audiovisual previsto para o segundo semestre de 2026 e prepara o lançamento de um álbum que promete apresentar ao público uma versão mais segura, sensual e autêntica de si mesma. “Hoje eu tenho muito mais clareza sobre o que quero, sobre como gosto de me comunicar com o meu público e sobre o tipo de som que faz sentido pra mim”, afirma. A transformação não passa apenas pela música. O visual, o styling e a forma de se posicionar também ganharam novos contornos. Depois de anos experimentando possibilidades, Tília sentiu que era hora de desafiar a própria zona de conforto. “Carreira artística pede movimento e ousadia”, explica. O resultado é um trabalho que mistura funk e pop, letras provocantes e uma estética que traduz a artista que ela acredita ser hoje. Filha de Dennis DJ e da empresária Kamilla Fialho, responsável por carreiras como as de Anitta, Naldo e Lexa, Tília cresceu acompanhando de perto os bastidores da indústria do entretenimento. A convivência com artistas, empresários e produtores ajudou a construir uma visão ampla sobre a profissão. Ainda assim, ela faz questão de trilhar o próprio caminho. “Entendi que a trajetória do meu pai e da minha mãe é deles. Não adianta querer reproduzir exatamente o caminho deles porque somos pessoas diferentes, com histórias diferentes”, diz a cantora, que encara com leveza até o rótulo de "nepo baby". “Hoje eu brinco: ‘Nepo baby não, eu sou 'A' nepo baby’”, diverte-se. Acompanhe a entrevista! Você está entrando em uma nova fase da carreira. O que mudou na Tília de hoje em comparação com a artista que começou a lançar suas primeiras músicas? Acho que a principal mudança foi a maturidade. Quando comecei, eu ainda estava me descobrindo musicalmente, testando possibilidades e entendendo quem eu queria ser como artista. Hoje eu tenho muito mais clareza sobre o que quero, sobre como gosto de me comunicar com o meu público e sobre o tipo de som que faz sentido pra mim. A experiência vai trazendo isso. As coisas boas, os desafios, tudo ensina. Hoje eu me sinto muito mais segura nas minhas decisões e mais consciente da artista que estou construindo. O novo projeto audiovisual promete uma virada estética e sonora. Qual foi o ponto de partida dessa transformação? Eu percebi que os meus trabalhos anteriores já não representavam mais quem eu sou hoje, a Tília de 2026. Em algum momento eu até achei que os videoclipes talvez não fizessem mais tanto sentido dentro do mercado atual, mas mudei de ideia. Hoje eu vejo o audiovisual como uma apresentação. É quase um "essa sou eu". Quando alguém conhece o meu trabalho, eu quero que consiga entender minha identidade através da música, da estética e da narrativa visual. Acho que essa vontade de mostrar essa nova fase foi o ponto de partida de tudo. O que pode adiantar sobre o novo álbum? Já existe uma data de previsão de lançamento e quantas faixas devem fazer parte do projeto? O projeto vai ter sete faixas. Posso adiantar que é um álbum que mistura funk e pop, com letras diferentes, músicas animadas, dançantes e muito gostosas de ouvir. E sim, já temos uma data de lançamento. Não posso revelar ainda, mas posso dizer que está mais perto do que as pessoas imaginam. Existe alguma colaboração dos sonhos que você gostaria de realizar nesta nova etapa? E quais cantoras brasileiras e internacionais te inspiram? Tem várias colaborações que eu sonho em fazer, mas acho que ainda não são para esse projeto. Sinto que esse álbum é muito importante para a minha construção como artista e para me levar aos lugares que eu quero chegar. Quero ter participações, mas agora estamos focados em deixar tudo 100% pronto. Depois disso, vou conseguir apresentar esse trabalho para outros artistas. Entre as internacionais, eu sempre cito a Ariana Grande, porque sou muito fã e ela é uma das minhas maiores referências. E também a Rihanna. No Brasil, admiro muito a Ludmilla, a Anitta e a Luísa Sonza. Tília Fred Othero Além da música, o visual também mudou bastante. O que motivou a troca de styling e a busca por uma imagem mais ousada? Acho que chega uma hora em que a gente precisa dar um reset e se desafiar. Eu sentia que estava muito na minha zona de conforto, e carreira artística pede movimento, ousadia e vontade de experimentar coisas novas. Também vivi um certo esgotamento visual. Senti que era hora de mudar, de deixar de ser previsível. A mudança de equipe e novas referências me inspiraram muito nesse processo. Foi uma transformação bem natural e necessária. Você já se apresentou em festivais como Rock in Rio e The Town. Houve algum momento em que pensou: "Caramba, isso está realmente acontecendo"? Eu acho que penso isso o tempo todo, sabe? Muitas vezes a gente vive no automático, preocupada com as responsabilidades.Quando recebi os convites para esses festivais, fiquei muito feliz, claro. Mas às vezes eu paro, converso com pessoas próximas e penso: "Cara, eu preciso reconhecer tudo o que já vivi". Porque isso foi um sonho que eu pedi muito para a minha vida. E o The Town, especialmente, foi um dos momentos mais marcantes. Confesso que fiquei até mais nervosa do que no Rock in Rio. Foi muito especial! Apesar da pouca idade, você já acumula experiências que muitos artistas levam anos para conquistar. Sente que amadureceu mais rápido por causa da carreira? Com certeza. A carreira me fez amadurecer mais rápido. A gente precisa tomar decisões difíceis e lidar com responsabilidades muito cedo. Eu comecei ainda adolescente e tive que desenvolver uma mentalidade que, muitas vezes, é exigida de pessoas mais velhas. E acho que os momentos difíceis também ensinam muito. Já vivi situações que me fizeram crescer como profissional e como pessoa. Então, sim, sinto que amadureci mais rápido por causa da vida que escolhi ter. Como lida com a pressão de crescer sob os holofotes e ter cada mudança observada pelo público? Te incomoda ouvir expressões como "nepo baby"? Hoje eu vivo minha melhor fase em relação a isso. Entendi que a trajetória do meu pai e da minha mãe é deles. Não adianta querer reproduzir exatamente o caminho deles porque somos pessoas diferentes, com histórias diferentes. A pressão existe, mas hoje eu uso isso como motivação, e não como motivo para me desesperar. E, sinceramente, o termo "nepo baby" já me incomodou mais. Hoje eu levo com leveza e até brinco: "Nepo baby não, eu sou A nepo baby". É um fato da minha história, então prefiro encarar com bom humor (risos). Você cresceu acompanhando a trajetória do Dennis. Em que momento percebeu que também queria viver da música? Eu cresci acompanhando não só a trajetória do meu pai, mas também a da minha mãe como empresária (Kamila Fialho). Ela trabalhou com muitas artistas mulheres, então tive contato com os dois lados dessa indústria. Via meu pai como músico e artista e, ao mesmo tempo, via minha mãe nos bastidores, construindo carreiras. Isso me permitiu entender esse universo de uma forma muito completa. E eu sempre senti que queria viver disso. Não era uma vontade passageira. Era algo que fazia sentido para mim e que eu acreditava que podia transformar em realidade. Tília Fred Othero Como foi contar aos seus pais que queria seguir carreira artística? Eu nunca sentei para falar: "Pai, mãe, quero ser artista". Durante muito tempo isso foi um segredo guardado a sete chaves. Eu tinha planejado contar aos 18 anos, porque achava que existia uma idade certa para começar, principalmente porque sabia que queria cantar funk. Durante a pandemia, quando eu tinha uns 17 anos, comecei a chegar pelas beiradas. Pedia para o meu pai fazer uma música para mim e para a minha mãe lançar "de brincadeira". Depois já sugeria lançar outra, mas pensando em estratégia, divulgação... até que ficou claro que aquilo era muito sério para mim. No começo eles se assustaram, principalmente a minha mãe. Acho que existia uma preocupação natural de quem conhece muito os bastidores da indústria. Mas, quando perceberam que não era algo passageiro, passaram a me apoiar completamente. O Dennis costuma dar conselhos sobre carreira? Qual foi a dica mais valiosa que recebeu dele? Sim, o tempo todo. Meu pai me aconselha sobre música, shows, posicionamento e escolhas profissionais. É difícil escolher uma única dica, porque aprendo muito com ele, mas uma que levo sempre comigo é manter os pés no chão. Ter a cabeça no lugar, não se iludir, mas também reconhecer o meu valor e nunca deixar que ninguém passe por cima de mim. Revistas Newsletter

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