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Clarice Falcão volta ao Porta dos Fundos após 10 anos e fala sobre novo programa ao lado da mãe: 'Volto com uma outra perspectiva'

Glamour | Home [Unofficial] April 29, 2026
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Houve um tempo em que era impossível abrir o YouTube sem dar de cara com o rosto — e a voz — de Clarice Falcão. Entre esquetes virais e canções que transformavam a neurose cotidiana em hino pop, ela se tornou um dos nomes mais marcantes do Porta dos Fundos. Neste ano, a artista volta ao grupo de humor após mais de uma década, à frente de “Ela É Pior Que Eu”, primeiro programa da produtora com elenco totalmente feminino. “Estou voltando para o Porta com outra perspectiva, tendo aprendido mil outras coisas, tanto como música, quanto como atriz, roteirista e comediante. Tá sendo uma delícia”, conta à Glamour. Leia também: No novo projeto, Clarice divide a cena com a mãe, a roteirista Adriana Falcão, e as atrizes Bella Camero e Dida Camero. Em formato de mesa, a produção cria um espaço em que diferentes experiências, gerações e visões de mundo se encontram para discutir temas que atravessam o cotidiano — de comportamento e comunicação a conflitos e relações pessoais. Porta dos Fundos lança "Ela é Pior Que EU", seu primeiro projeto com elenco 100% feminino Zetha Ribeiro Para Clarice, trabalhar perto da mãe, Adriana, tem sido um processo de revisitar a relação entre as duas, acessando camadas mais íntimas dessa conexão: "Ela me ensinou muita coisa sobre a profissão, mas também me ensinou muito como pessoa mesmo. Está sendo muito bom trabalhar com ela porque estou conhecendo outros lados dela e revisitando lados que eu já conhecia." Além disso, a convivência com as demais apresentadoras, construída muito antes das gravações, cria um ambiente especialmente fértil para diálogos mais soltos, afiados e genuínos. "Eu conheci a Bella com 17 anos e tenho 36 agora. A gente tem uma química que ajuda muito. São pessoas que têm um ponto de vista que me interessa, cada uma à sua maneira". Clarice Falcão retorna ao Porta dos Fundos 10 anos após saída do hub de humor Zetha Ribeiro “Ela É Pior Que Eu” propõe ao público a sensação de puxar uma cadeira e participar dessas trocas de forma íntima, bem-humorada e reflexiva. "A gente está fazendo com todo o coração mesmo. Então, eu espero transmitir isso e que as pessoas se divirtam. E que pensem sobre os assuntos e que isso traga outras visões". A seguir, Clarice fala mais sobre o retorno a um dos principais hubs de humor do país, os bastidores do novo projeto e os próximos passos de sua trajetória criativa. Você está voltando ao Porta dos Fundos quase dez anos depois. Como é reencontrar esse espaço sendo uma outra Clarice, em outra fase? Está sendo muito divertido. Eu estava no canal desde o começo — era muito confortável, muito gostoso. E talvez por isso decidi dar esse tempo. Eu senti que não estava conseguindo mais aprender coisas novas. Eu chegava com meus melhores amigos, fazia esquete e fim, mas tava num momento de explorar outras coisas. Passaram-se dez anos e me deu uma coceirinha de fazer de novo, agora com uma outra perspectiva, tendo aprendido mil outras coisas. Qual foi a faísca para esse programa? E o que podemos esperar? O programa não apenas foca na relação entre mãe e filha, mas também em assuntos que sejam da natureza humana. Coisas que todo mundo pensa. Tem um episódio só sobre linguagem, outro sobre vergonha...Minha mãe, a Bela e a Dida são pessoas que têm pontos de vista que me interessam muito, cada uma à sua maneira. Como é a sua relação com a sua mãe e como tem sido trabalhar com ela? Minha relação com a minha mãe é maravilhosa. Ela me ensinou muita coisa sobre a profissão, trabalho e como pessoa mesmo. A gente está levando conversas que a gente já tinha para outros lugares. O programa reúne ainda Bella e Dida Camero. Como essa mistura de visões transforma um papo comum em algo mais profundo? Eu, a Bela e Dida nos conhecemos há 20 anos. Eu conheci a Bela com 17 — e tenho 36 agora. Eu ia para a casa delas jogar buraco. Então tem uma intimidade que aprofunda mesmo. Temos uma química, todas nós, que ajuda muito. Que tipo de experiência vocês querem provocar em quem der o play? Tudo que faço artisticamente, faço de uma forma muito espontânea, pensando muito pouco no que quero causar e muito no que quero dizer, no que estou sentindo, no que acho relevante. E espero que comunique. A gente está a se divertindo muito e fazendo com todo o coração. Seu último álbum saiu em 2023. Podemos esperar novidades musicais em breve? Estou com outros projetos que estão tomando meu tempo, mas já tenho um projeto musical engatilhado para lançar, se Deus quiser, no segundo semestre. Um projeto como o Clarice Falcão mesmo — porque tenho um outro projeto que é com banda. Já tenho algumas coisas compostas, mas quero deixar redondinho para gravar e lançar no final do ano. Estou bem empolgada. Você sempre teve uma identidade muito única. Olhando para o seu trabalho hoje, sente que construiu um universo que é só seu? Eu acho que tenho uma identidade minha, muito influenciada por tudo que vivi. E pelo trabalho dos meus pais [o pai de Clarice, João Falcão, também é roteirista]. Eu sempre digo que sou muito privilegiada de ter crescido com duas pessoas tão talentosas e ter visto de perto eles trabalhando. Eles têm personalidades muito diferentes, formas de trabalhar diferentes, linguagens diferentes. Mas conforme a gente cresce, vai tendo os próprios gostos, amigos, experiências, amores. A gente vai construindo uma coisa nossa. O encontro com o Porta, por exemplo, foi muito decisivo. Veio por causa das músicas que compus no meu quarto e postei no YouTube. Então tem um fator muito pessoal no meu trabalho. É bem autobiográfico, muitas vezes. 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