{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiea3i56khbd6tpxxdcjimmeziv5pdd6od75247dm5iblxkvgfjine",
    "uri": "at://did:plc:7sai6mhemv4wr3p4axzrzpme/app.bsky.feed.post/3mkg4zkdcrsi2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreictsjnygsnsz7kn2xu6ijmwebh25v7dxe7vins2ovwuff3km2d4gm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 2641842
  },
  "path": "/lifestyle/noticia/2026/04/renata-saldanha-fala-sobre-sexualidade-e-lembra-quando-era-professora-eu-explicava-mas-orientava-a-conversar-com-a-mae.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-26T11:48:54.000Z",
  "site": "https://glamour.globo.com",
  "tags": [
    "glamour"
  ],
  "textContent": "\nRenata Saldanha tem transformado seu perfil no Instagram em um espaço de escuta e troca. No quadro \"Divã\", a vencedora do Big Brother Brasil 2025 recebe mulheres para conversas abertas sobre temas que ainda carregam estigmas, como sexualidade, padrões e julgamento. No próximo episódio, que a Glamour pode conferir de forma antecipada com exclusividade, a convidada é a médica e influenciadora Marcela Mc Gowan, em um diálogo direto sobre prazer feminino, saúde íntima e o impacto da desinformação. Veja também Ao longo da conversa, Marcela chama atenção para um ponto central: o silêncio ainda presente nos consultórios. \"Passou a fazer parte do meu trabalho conscientizar profissionais de saúde sobre a importância de falarmos abertamente sobre sexo. Muitas vezes, a paciente não traz o tema, porque ele ainda é tratado como tabu. Se o profissional não perguntar ativamente sobre a vida sexual, ela dificilmente vai abordar. Mas, quando há essa abertura, nove em cada dez pacientes falam; por isso, é fundamental tratar o assunto com mais naturalidade\", afirma. Renata Saldanha e Marcela McGowan Divulgação A médica também destaca como crenças equivocadas sobre o próprio corpo atravessam a experiência feminina desde cedo. \"O maior tabu dentro do corpo feminino, no geral, é que existem muitas crenças erradas sobre os órgãos íntimos. Muitas mulheres acham que não é normal ter nenhum tipo de secreção, que tem que ser sempre sequinha, ou que qualquer cheiro precisa ser tipo ‘flores do campo’, e isso é um mito muito grande\", explica. Para ela, a ideia de que o corpo feminino é \"complexo\" muitas vezes nasce da falta de informação, o que pode impactar diretamente questões como desejo e orgasmo. Renata, por sua vez, relembra a própria experiência como professora para ilustrar como esse distanciamento começa ainda na adolescência. \"Fui professora durante muitos anos, e 95% do meu público era feminino. E eu percebia que, ali, não era nem sobre sexualidade, mas sobre coisas simples do corpo, como a menstruação, e elas tinham dificuldade de conversar com a família\", conta. Segundo ela, essas dúvidas acabavam sendo direcionadas a ela em sala. \"Eu explicava, mas também orientava a conversar com a mãe e procurar uma médica, para que essa abertura existisse dentro de casa\", diz. Para Renata, quando até temas básicos se tornam tabu, criam-se barreiras maiores ao longo da vida. \"No fim, é a desinformação que acaba atrapalhando\", resume. Veja também A conversa também passa pela importância de campanhas de saúde pública, como a vacinação contra o HPV. Renata menciona a relevância de levar esse tema às redes, enquanto Marcela reforça o impacto do vírus. \"O HPV hoje é responsável por um dos cânceres que mais mata mulheres jovens no nosso país. Mas, por ser causado por um vírus sexualmente transmissível, ainda existe muito tabu\", explica. Segundo a médica, cerca de 90% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus ao longo da vida, o que torna a vacinação — oferecida gratuitamente pelo SUS — uma ferramenta essencial de prevenção. Esse ponto é reforçado por Marcela ao longo do episódio. \"Desinformação é a pior coisa, porque ela sequestra a sua autonomia. Quando você não sabe sobre um assunto, não consegue decidir sobre a sua vida, sobre o seu corpo, nem ter clareza do que é melhor para você\", diz. Para ela, ampliar o acesso à informação é uma das formas mais potentes de promover autonomia entre mulheres. Revistas Newsletter",
  "title": "Renata Saldanha fala sobre sexualidade e lembra quando era professora: \"Eu explicava, mas orientava a conversar com a mãe\""
}