Profissionais de Hollywood assinam carta aberta contra acordo entre Paramount e Warner
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April 13, 2026
Mais de mil estrelas e profissionais da indústria cinematográfica e televisiva, incluindo Glenn Close, Kristen Stewart e Mark Ruffalo, divulgaram na segunda-feira (13) uma carta aberta se pronunciando contra a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. “Estamos profundamente preocupados com os sinais de apoio a essa fusão que priorizam os interesses de um pequeno grupo de partes interessadas poderosas em detrimento do bem público mais amplo”, disse o grupo na carta publicada pelo New York Times e disponível no site chamado "Impeça a Fusão". Leia também: “A integridade, a independência e a diversidade de nossa indústria ficariam gravemente comprometidas. A concorrência é essencial para uma economia saudável e uma democracia saudável. O mesmo vale para uma regulamentação e fiscalização criteriosas.” No final de fevereiro, a Paramount Skydance, dirigida pelo CEO David Ellison, anunciou a intenção de adquirir a Warner Bros. Discovery, liderada por David Zaslav, por US$ 111 bilhões. A Netflix também estava na disputa pela empresa. A carta aberta conta com mais de 1.034 assinaturas no momento da publicação, incluindo o nome de grandes estrelas e diretores de cinema: Jane Fonda, Denis Villeneuve, Joaquin Phoenix, Ben Stiller, Yorgos Lanthimos, Lin-Manuel Miranda, Adam McKay, Alan Cumming, Bryan Cranston, Cynthia Nixon, Damon Lindelof, David Fincher, Elliot Page, JJ Abrams, Jason Bateman, John Leguizamo, Margaret Cho, Noah Wyle, Patti Lupone, Ramy Youssef, Rosario Dawson, Rose O’Donnell, Ted Danson, Tiffany Haddish, Yvette Nicole Brown, entre outros. Até o momento, representantes da Paramount e da Warner Bros. Discovery não se pronunciaram sobre a declaração dos artistas. Leia a carta na íntegra a seguir: Como cineastas, documentaristas e profissionais da indústria cinematográfica e televisiva, escrevemos para expressar nossa oposição inequívoca à proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery. Essa transação consolidaria ainda mais um cenário midiático já concentrado, reduzindo a concorrência em um momento em que nossas indústrias — e o público que atendemos — menos podem arcar com isso. O resultado será menos oportunidades para criadores, menos empregos em todo o ecossistema de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e em todo o mundo. De forma alarmante, essa fusão reduziria o número de grandes estúdios cinematográficos dos EUA para apenas quatro. Nosso setor já está sob forte pressão, em grande parte devido a ondas anteriores de consolidação. Testemunhamos um declínio acentuado no número de filmes produzidos e lançados, juntamente com uma redução na variedade de histórias que são financiadas e distribuídas. Cada vez mais, um pequeno número de entidades poderosas determina o que será produzido — e em que termos —, deixando criadores e empresas independentes com menos caminhos viáveis para sustentar seu trabalho. A consolidação da mídia acelerou o desaparecimento dos filmes de orçamento médio, a erosão da distribuição independente, o colapso do mercado de vendas internacionais, a eliminação de participações significativas nos lucros e o enfraquecimento da integridade dos créditos nos filmes. Em conjunto, esses fatores ameaçam a sustentabilidade de toda a comunidade criativa. Isso inclui colocar em risco a vida profissional das dezenas de milhares de trabalhadores que compõem essa comunidade, principalmente em pequenas empresas e companhias independentes inseridas nas economias e comunidades locais em todo o país. Estamos profundamente preocupados com os sinais de apoio a essa fusão que priorizam os interesses de um pequeno grupo de partes interessadas poderosas em detrimento do bem público mais amplo. A integridade, a independência e a diversidade do nosso setor ficariam gravemente comprometidas. A concorrência é essencial para uma economia saudável e uma democracia saudável. O mesmo vale para uma regulamentação e fiscalização criteriosas. A consolidação da mídia já enfraqueceu um dos setores globais mais vitais dos Estados Unidos — um setor que há muito tempo molda a cultura e conecta pessoas em todo o mundo. Felizmente, alguém está fazendo algo a respeito de tudo isso. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e seus colegas em outros estados estão, segundo relatos, analisando minuciosamente a fusão e considerando uma ação judicial para bloqueá-la. Somos gratos por sua liderança e estamos prontos para apoiar todos os esforços para preservar a concorrência, proteger empregos e garantir um futuro vibrante para o nosso setor, para a cultura americana e para o nosso produto de exportação mais significativo. Revistas Newsletter Canal da Glamour Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.
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