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  "textContent": "\nVocê sabia que não existe planta alguma que combine sabor doce e característica venenosa? É a partir daí que nasce a nossa relação com o açúcar, muito antes de qualquer creme de avelã, ainda na pré-história. Quem conta é a francesa Jessie Inchauspé, autora do celebrado livro A Revolução da Glicose (Editora Objetiva). De acordo com ela, o sabor indicava que alimentos eram seguros e fornecedores de energia. O problema é que, com o passar do tempo, nossos hábitos mudaram. A natureza se preparou para que consumíssemos a glicose pelos vegetais e acompanhada de fibras, mas a industrialização não seguiu essa ideia. Diferentemente do que encontramos in natura, os ultraprocessados não contam a quantidade de fibras que deveríamos consumir junto da glicose, tornando as nossas opções diárias menos saudáveis. Há uma cascata já conhecida de problemas relacionados ao consumo excessivo de açúcar. Para além de ganho de peso e inflamação crônica, a pele também é um alvo. \"Trata-se da glicação, uma reação química em que o excesso de açúcar no corpo se liga às proteínas, como colágeno e elastina. A partir disso, são formados os AGEs (Advanced Glycation End Products) ou produtos finais de glicação avançada. Eles deformam o colágeno, diminuem a elasticidade e aceleram o surgimento da fla cidez e a perda de viço. Ou seja, aceleram os sinais do envelhecimento\", explica o dermatologista Marcel dos Santos. Veja também: A prevenção da glicação começa com bons hábitos de vida, uso de protetor solar e cosméticos que agem neutralizando os radicais livres, protegendo o colágeno, reduzindo a inflamação e ajudando a impedir a formação dos AGESs. Mas assim como qualquer outro tipo de tratamento, o uso deve ser contínuo para obter resultados, ou seja, não funcionam como antídoto imediato. De acordo com a dermatologista Lilia Guadanhim, os alimentos ricos em produtos de glicação também são aqueles submetidos a altas temperaturas (e não necessariamente só os doces): tudo que é crocante, frito por imersão ou grelhado. Dessa forma, itens crus ou cozidos no vapor seriam mais benéficos. Entretanto, isso não significa que você precise parar de comer o seu doce após o almoço. Uma consideração da médica, inclusive, é que os flavonoides, presentes nos chocolates com maior porcentagem de cacau, têm atividade antiglicante. Além disso, Marcel recomenda a inclusão de produtos com carnosina, um dos ativos mais estudados contra a glicação, que atua sequestrando o açúcar antes que se ligue ao colágeno. Outros ingredientes importantes são: vitamina C, vitamina E, ácido alfa-lioico, resveratrol, chá verde, picnogenil, kombucha e blueberry. Revistas Newsletter | Canal da Glamour | Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.",
  "title": "Açúcar e pele: entenda o que é a glicação e como ela afeta a sua beleza"
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