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Klara Castanho: “Eu sempre busquei fazer as pessoas entenderem que eu cresci”

Glamour | Home [Unofficial] April 1, 2026
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Klara Castanho chega aos 25 anos vivendo um momento de fôlego raro no audiovisual. A atriz, que estreou na televisão em 2006, cresceu sob o olhar do público e construiu uma trajetória extensa em diferentes formatos, hoje é atravessada por uma sequência intensa de projetos e personagens que revelam novas camadas de sua atuação. Nas redes sociais, esse ritmo acabou rendendo uma definição divertida entre os fãs — “inimiga do desemprego” — que ela faz questão de abraçar. “Esse é o melhor nome que já me deram, porque é verdade”, diz. “Quando você é atriz, você sempre termina um trabalho se perguntando qual vai ser o próximo. E ter essa sorte é um alívio, é uma felicidade. Eu não poderia estar mais feliz com a minha carreira.” Klara estreou como atriz quando ainda era criança Reprodução/Instagram "E eu estaria mentindo se eu não dissesse que eu sempre sonhei com esse momento. Eu acho que o desejo de todo artista é poder viver daquilo que você ama, ou daquilo que você sabe fazer. Eu tenho 25 anos de vida e pelo menos 24 e meio de carreira, é um processo de muito trabalho e um momento da vida que me faz muito feliz". Leia também: Com a personagem Eugênia, de “Garota do Momento”, o ano de 2024 marcou o retorno da artista às telenovelas nove anos após o último papel na TV aberta. Antes disso, construiu uma trajetória consistente, com passagens por séries como “Bom Dia, Verônica” e “De Volta aos 15”, além dos filmes “Confissões de uma Garota Excluída”, "Férias Trocadas", e “Tudo por um Popstar”. Se a imagem da garotinha de cabelo chanel e franja ajudou a fixar o início da trajetória, a fase atual é marcada justamente pelo oposto: mudança. Em 2025, com um projeto engatando no outro, Klara passou a transitar por diferentes versões de si — e isso começa, muitas vezes, pelo visual. “Eu amo essas transformações e acho elas muito necessárias”, avalia. “Eu acho que me ajuda a chegar no personagem a partir do momento que eu me vejo no espelho. Quando você coloca a caracterização com o figurino, faz com que a história comece a fazer mais sentido na nossa cabeça”. Klara Castanho transforma o visual em extensão de suas personagens Reprodução/Instagram Esse movimento estético ganhou ainda mais importância para seu papel em "Quando Ela Desaparecer", thriller policial que estreia ainda neste ano. No longa, Klara vive Sarah, sua primeira personagem assumidamente adulta — um passo que também representa o distanciamento da imagem que a acompanha desde a infância. “Eu sou uma mulher de 25 anos que tem uma aparência muito mais jovem e que me permite transitar por entre as idades. Eu tive um caminho de projetos que me fizeram permanecer na faixa dos 15, 16 durante muito mais tempo do que a minha vida tava acontecendo”, reflete. Klara Castanho em "Quando Ela Desaparecer" Reprodução/Instagram “Eu não forcei, eu não obriguei ninguém a me ver de forma mais velha ou mais jovem. Eu sempre busquei, da forma mais amena possível, fazer as pessoas entenderem que eu cresci. E que eu envelheci. E quando você cresce diante dos olhos das pessoas, é mais complexo que as pessoas entendam que você tá numa fase diferente.” Outro projeto de destaque também tem marcado a trajetória da atriz nos últimos meses. Lançado em outubro do ano passado, o suspense “Salve Rosa” traz ela no papel de uma influenciadora mirim que vive sob a gestão rígida da mãe, vivida por (Karine Teles), em uma relação atravessada por exposição, controle e tensão. Mais do que um novo trabalho, ela conta que o filme ocupa um espaço singular em sua carreira. “Rosa me marcou num lugar muito novo. Foi uma história que impactou muita gente”. O envolvimento foi tão profundo que Klara chegou até mesmo a eternizar na pele uma imagem de sua personagem durante uma cena na chuva. Klara Castanho em "Salve Rosa" Reprodução/Instagram Com um tema sensível e urgente, a narrativa reacendeu discussões sobre os limites da exposição infantil na internet, das relações parentais abusivas e da saúde mental, conquistando importantes reconhecimentos no circuito de premiações. “É maravilhoso ver onde essa história tá chegando… A gente ganhou o Festival do Rio, depois o Festival de Palermo. Então, é tudo que a gente sonha, é tudo que a gente almeja”, completa. Falando em próximos trabalhos, esse ano o público também conhece a Pri em “Deixa Acontecer”. O que podemos esperar dessa personagem? Foi minha primeira piriguete (risos). É uma menina saidinha, uma menina dona de si, é pra “frentex”, é bem resolvida. Eu acredito que ela é também um marco dessa virada da minha maioridade nas telas. Ela é uma menina de 22 anos. E é um filme muito legal, uma comédia romântica. Então, é um projeto que eu sei que vai emocionar, que vai divertir. Você chegou a dar um “spoiler” sobre um novo projeto ao exibir seu visual mais recente nas redes sociais. O que você já pode adiantar sobre ele? Eu vou fazer um filme que se chama "Minha Sombra Luminosa". É um filme sobre a relação do Mário Quintana com a Liane Neves, que foi uma fotógrafa que acompanhou ele durante seus últimos anos de vida. Eu sou a Liane e o Fernando Eiras é o Mário Quintana. A gente tá bem no inicinho do processo e eu estou apaixonada por tudo que eu tô vendo. O Fernando é um gênio e, o Tomás Fleck, que é nosso diretor, tem um olhar muito apurado e muito cuidadoso sobre toda essa história que a gente tá contando. Tem algum personagem ou desafio que você ainda quer muito encarar? Hoje, eu te digo que eu queria fazer uma vilã, assim como eu fiz em 2009, quando eu era uma criança. Eu queria fazer isso e potencializar como uma mulher adulta. E aí sim, eu acho que me inclinar pra quase o ódio geral. Acho que ali é um desejo da minha carreira. E sobre algum gênero, levando em conta tudo que eu tenho feito nesses cinco, seis anos, eu queria fazer um drama. Mas, assim, um drama escrachado, que você vai sair do cinema, da sala, de onde quer que você esteja assistindo, arrasado, porque não tem solução. Com tantos personagens seguidos, como você faz para se desprender de uma história e mergulhar em outra? Eu acho que é virar uma chavinha na cabeça de "tá, agora é uma outra história, é uma outra realidade". Na maioria das vezes um outro estado, um outro lugar do mundo, então é virar uma chavinha de entender que aquilo é mais um passo e mais um capítulo a ser escrito. O que ainda te tira da zona de conforto em cena? Eu venho de uma leva de personagens com sotaques completamente diferentes, e eu acho que esse é o maior obstáculo ou a maior dificuldade que eu tenho. Porque eu decoro o texto primeiro no meu sotaque e depois eu vou pro sotaque do personagem. E aí é conciliar e raciocinar, porque eu fui de uma mineira pra uma carioca, depois pra uma gaúcha e daqui a pouco eu vou ter outro sotaque (risos). Tem algum ritual ou algo que te ajuda durante as gravações? É muito natural, então, eu sei exatamente onde começa o personagem e onde termina. Onde começa a Klara e onde termina a Klara. Eu só chego no set completamente pronta com o texto. Eu não tenho dúvidas de onde o personagem tá vindo na história e eu não tenho dúvidas pra onde ele tá indo. Eu me asseguro e me respaldo de tudo que eu tenho de conhecimento sobre a história. Acho que esse é o maior ritual. Leia também: Quais truques de beleza você sempre leva com você, no dia a dia ou nos bastidores? Eu acho que duas coisas que, pra mim, são primordiais no dia a dia e que dão uma carinha de saúde, independente de maquiagem ou sem: um balmerzinho que tenha brilho, que já dá a impressão de que você tá mais produzida, e um protetor que deixe a finalização de pele mais brilhante, com aquele viço. Além disso, estar bem dormida, ter uma boa máscara hidratante para o cabelo e não dormir com o cabelo molhado. Para finalizar, algum recado sobre o que podemos esperar da Klara em 2026? Esse ano tem "Deixa acontecer", "Quando ela desaparecer", eu tô rodando esse filme agora ["Minha Sombra Luminosa"] e tem um outro projeto em seguida. São muitas e muitas e muitas novidades esse ano. "E como dica: consumam Cinema Nacional. Porque a gente tá ralando muito para que sejam projetos bons e que entreguem uma qualidade não só como telespectador, mas como os operários do Cinema Nacional, do audiovisual. Se divirtam e se conscientizem também". Revistas Newsletter Canal da Glamour Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.

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