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Pâmela Lucciola fala sobre a força da folia de Salvador: "É um Carnaval muito diverso"

Glamour | Home [Unofficial] February 12, 2026
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O Brasil é um país de muitos carnavais. Seja no samba do Rio, no frevo de Recife ou na potência dos trios em Salvador, é nessa festa que as cidades passam a viver em outro compasso — mais alto, mais vibrante, mais coletivo. Na capital baiana, o calendário deu início no último sábado (7), com o Furdunço, e segue até o dia 18 de fevereiro. Há mais de 10 anos acompanhando essa movimentação de perto, a jornalista Pâmela Lucciola ajuda a levar o que acontece nas ruas para quem assiste de casa. Baiana, ela cresceu em meio ao ritmo dos trios elétricos, aos blocos ocupando as ruas e à multidão cantando em coro. "Para mim, é uma das festas mais preciosas do mundo", afirma à Glamour Brasil. Leia também: Trabalhar na cobertura desse evento tão especial exige não só um estudo profundo da história por trás, mas também sensibilidade. O desafio não é apenas informar, mas traduzir a experiência para quem está do outro lado da tela. "Nunca abri mão, na minha trajetória profissional, desse compromisso com a informação de qualidade", declara. "Eu quero que quem está nos assistindo sinta um pouco do que está acontecendo ali. E eu deixo também um pouco o meu coração falar". Pâmela Lucciola Duda Portella A apresentadora é casada há mais de 16 anos com Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, uma banda que se tornou um dos movimentos mais emblemáticos do Carnaval de Salvador nos últimos anos, reunindo multidões atrás do Navio Pirata e propondo uma forma de ocupação da rua mais próxima do público. "Eu admiro muito o Baiana pela postura de resistência, pela postura do respeito à cultura da Bahia... É uma banda política". Para Pâmela, iniciativas como essa ajudam a explicar por que a festança baiana tem uma identidade tão particular. É a convivência entre tradições, ritmos e histórias que dá forma ao que se vê nas ruas. "A influência da cultura afro-baiana está na música, na moda, no comportamento. É o que faz a Bahia pulsar." "O Carnaval de Salvador é um carnaval muito diverso… pessoas diferentes, seja rico, pobre, preto, branco, todo mundo vai", afirma. A rua vira espaço de ocupação, de visibilidade e de memória: blocos e artistas resgatam histórias, tradições ganham novas leituras e diferentes grupos encontram ali um lugar para existir e se expressar. Ao mesmo tempo, é esse caráter popular que transforma a experiência também em um respiro coletivo. "Eu acho que o Carnaval é essa permissão pra ser alegre, pra ser divertido, pra ser animado". Mas faz questão de ressaltar que isso não significa que não existam limites. "Festa de rua é uma festa onde as coisas podem acontecer...fique muito atenta a você, atenta ao seu corpo, atenta a situações de assédio, de violência. Procure se proteger, estar em grupo", alerta. Os anos de experiência pelos circuitos também renderam algumas recomendações para quem quer viver a experiência em Salvador pela primeira vez. "Se eu puder dar uma dica, não deixe de ir na saída do Ilê Aiyê, que acontece todo sábado. É o primeiro bloco afro do Brasil, é fundamento". Ela também cita a pipoca do BaianaSystem como uma experiência marcante para quem quer sentir a energia das ruas de perto. Para quem prefere um ritmo diferente, Pâmela lembra que há várias formas de viver o Carnaval."Tem o Carnaval do Camarote também, que é um carnaval válido porque tem gente que não consegue mais acompanhar trio elétrico....e o Carnaval do Centro da Cidade, do Pelourinho, que é um carnaval dos palcos, dos bloquinhos pequenos, não tem trio elétrico no centro." Na hora de se preparar, a apresentadora reforça cuidados básicos para aproveitar melhor a experiência: "Roupas confortáveis, uma alimentação balanceada, não coma nada que você não esteja acostumada a comer." Revistas Newsletter Canal da Glamour Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.

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