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Em resposta a Trump, Merz defende gastos militares da Alemanha

Valor Econômico [Unofficial] July 3, 2026
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O primeiro-ministro Friedrich Merz reagiu nesta sexta-feira às críticas de Donald Trump sobre os gastos militares da Alemanha, afirmando que não há motivo para se desculpar e que o país tem feito esforços para reforçar a sua defesa. "A Alemanha dobrará seu orçamento de defesa em quatro anos. Este é o maior esforço que já fizemos para fortalecer nossas capacidades de defesa. Nesse aspecto, não temos motivo para nos intimidar diante de ninguém", disse Merz a jornalistas. "Vamos afirmar isso com toda a modéstia necessária, e fazemos isso como o maior Estado-membro da União Europeia, que tem uma responsabilidade dentro da Europa”, prosseguiu o premiê alemão. Nesta semana, Trump recorreu à rede Truth Social para criticar o histórico de gastos militares dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "É ridículo que os EUA continuem seguindo esse caminho unilateral quando a relação não é recíproca", escreveu em uma publicação. Em outra, o americano afirmou que os gastos da Alemanha entre 2014 e 2025 foram "MUITO MENORES" do que os dos Estados Unidos e de outros aliados da Otan, acrescentando: "Ridículo!". Trump reclama na rede Truth Social dos gastos militares da Alemanha Reprodução/Truth Social O tema dos gastos militares ganhou destaque às vésperas da cúpula da Otan, que reunirá líderes da aliança militar na próxima semana em Ancara. Os países europeus pretendem deixar para trás as tensões com Trump em torno do Irã e da Groenlândia e demonstrar que estão ampliando seus esforços para defender o continente. Na cúpula da Otan realizada em Haia no ano passado, os líderes da aliança concordaram em elevar para 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), até 2035, os gastos com itens essenciais de defesa, como armamentos e tropas. A meta anterior era de 2% do PIB. "Nós também levamos muito a sério a ameaça representada pela Rússia e estamos nos armando para enfrentá-la", afirmou Merz durante encontro com os líderes dos países bálticos em Berlim. "Alcançaremos a meta de 3,5% estabelecida em Haia já em 2029, muito antes do prazo acordado." Os últimos 12 meses provocaram fortes tensões dentro da aliança, depois que Trump ameaçou tomar a Groenlândia da também integrante da Otan Dinamarca e, posteriormente, lançou uma guerra contra o Irã, abalando a economia global sem consultar os aliados europeus. O conflito também deteriorou a relação pessoal entre Trump e diversos líderes europeus, entre eles Merz, que afirmou que os Estados Unidos estavam sendo humilhados pelo Irã.

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