{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiedxgv4zp3aiygqecpf73whz2ehuyghqgpeydvxmdms5gbinytcqe",
"uri": "at://did:plc:6zlrep2djswlizvycgdf2lox/app.bsky.feed.post/3mpg25cyj5jt2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiahvhporusdrn4m4y5xqhmo7zikl3gyvrq2pitm23kebswd3r7jfm"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 75964
},
"path": "/publicacoes/especiais/nordeste/noticia/2026/06/29/estados-tem-oportunidades-e-crescimento-distintos.ghtml",
"publishedAt": "2026-06-29T08:03:15.000Z",
"site": "https://valor.globo.com",
"tags": [
"valor"
],
"textContent": "\nHeterogêneos e com oportunidades distintas, os Estados do Nordeste deverão receber neste e no próximo ano investimentos que vão da mineração a data centers, do refino de petróleo à energia limpa, da indústria automotiva ao agronegócio, do turismo à logística. A expectativa é de impulso a uma região que tem um PIB per capita de apenas $ 27,6 mil, contra média nacional de R$ 59,6 mil. A expansão é liderada pelas maiores economias da região, que detêm, juntas, 61% do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino. “Ceará, Bahia e Pernambuco exercem uma força gravitacional natural na atração de investimentos”, diz Rogério Sobreira, economista-chefe do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Com 9,27 milhões de habitantes, 14,87 milhões e 9,56 milhões, respectivamente, segundo o IBGE - ou 59% do total do Nordeste -, os três somaram, em 2025, um PIB de R$ 1,08 trilhão, segundo o BNB. Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba, economias médias, responderam por 24%, enquanto Sergipe, Alagoas e Piauí acumularam apenas 15% do PIB. Embora não tenha a maior expansão do PIB, estimada pela Tendências Consultoria em 1,7% para 2026 e 2% em 2027, a Bahia é a maior economia regional e conta com o Polo Industrial de Camaçari. A fábrica de veículos da BYD e o setor de refino de petróleo são os principais indutores da expansão projetada. O Estado também é importante produtor de grãos, no oeste baiano, e o terceiro maior na exploração de minérios, com investimentos de US$ 11,7 bilhões até 2030 programados para o setor, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O Estado tem PIB per capita de R$ 33.236. Segunda maior força regional e com PIB per capita de R$ 32.638, Pernambuco deve crescer 2,5% e 1,6% em 2026 e 2027, segundo a Tendências. Os impulsos vêm principalmente do investimento de R$ 12 bilhões da Petrobras na expansão da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, que irá dobrar a capacidade para 260 mil barris de petróleo processados por dia até 2029, e dos R$ 13 bilhões que a Stellantis aplica na expansão de seu polo automotivo em Goiana até 2030. O Ceará deverá crescer 2,4% e 1,8% neste e no próximo ano. Sua posição como importante produtor de energia renovável, eólica e fotovoltaica e principal hub de cabos submarinos de fibra óptica do país o torna atrativo para a instalação de data centers, como a mega estrutura que a chinesa TikTok anunciou para a região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, com capex de R$ 200 bilhões. Também conta com a perspectiva de atrair investimentos em hidrogênio verde. Levantamento do BNB soma R$ 66 bilhões em projetos com pré-contratos assinados. Por outro lado, seu PIB per capita é de apenas R$ 29.531. Entre as médias economias, o Maranhão, cujo PIB per capita de R$ 24.970 é o menor do Nordeste, deverá crescer 2,1% agora e 2,3% em 2027. O Estado produz soja e milho e detém um corredor logístico importante, formado pela Estrada de Ferro Carajás e pelo Porto do Itaqui. Na indústria se destaca a produção de alumínio e alumina da Alumar. Já o Rio Grande do Norte, maior produtor de energia eólica e petróleo onshore (em terra), tem o maior PIB per capita da região, R$ 35.047. A Tendências estima para o Estado, que tem na fruticultura de exportação e no turismo outras atividades relevantes, uma expansão de 1,4% e 2% em 2026 e no ano seguinte. Turismo, varejo e produção de calçados e couro são as principais atividades da Paraíba (PIB per capita de R$ 28.210), que deve ter expansão de 1,2% e 1%. Cana-de-açúcar, gás natural, turismo e produção de PVC são as principais atividades de Alagoas (PIB per capita de R$ 31.522), com expansão prevista para 2026 e 2027 de 2,2% e 2,3%. O destaque do Piauí - crescimento de 2,5% e 3,3% para cada ano e PIB per capita de R$ 27.620 - é a região sul do Estado, uma das áreas de maior expansão na produção de soja e milho. Por sua vez, Sergipe, a menor economia nordestina, mas com um per capita de R$ 31.342, de acordo com o BNB, está se posicionando para se tornar um importante produtor de óleo e gás offshore. A Petrobras anunciou investimentos de R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas até 2030. Mas, enquanto a economia do petróleo não gera riqueza, o Estado depende da agropecuária. A projeção da Tendências é de crescimento modesto em 2026 e 2027, de 1,5% e 1,1% cada.",
"title": "Estados têm oportunidades e crescimento distintos"
}