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  "textContent": "\nO senador esquerdista Iván Cepeda reconheceu sua derrota na disputa presidencial da Colômbia para o conservador Abelardo de la Espriella nesta quarta-feira (24) e afirmou que as diferenças políticas devem ser resolvidas com respeito e diálogo, embora tenha acusado seu adversário de compra de votos. “Decidi aceitar o resultado (...) que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente”, disse em uma entrevista coletiva na sede de seu partido em Bogotá. “Faço isso como um ato de responsabilidade democrática; faço isso para contribuir para a convivência, a paz e o diálogo entre os colombianos”, acrescentou, sem informar se assumirá a vaga no Senado destinada ao segundo colocado na corrida presidencial. Cepeda ficou menos de um ponto percentual atrás do vencedor, o advogado de direita Espriella, na apuração inicial, obtendo 48,7% dos votos, e havia dito que aguardaria a verificação final da contagem pela Registradoria Nacional, órgão responsável pelas eleições no país. Antes, o aliado político do presidente Gustavo Petro havia pedido a revisão de dezenas de milhares de urnas devido a supostas irregularidades. A autoridade eleitoral informou na terça-feira que a contagem final diferiu apenas 0,003 ponto percentual da apuração inicial. Trata-se da segunda disputa presidencial mais apertada em um segundo turno nas últimas três décadas na Colômbia. Cepeda ainda criticou o que chamou de “interferência estrangeira” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que declarou apoio a Espriella — na disputa, afirmou que os eleitores foram manipulados por conteúdos produzidos com inteligência artificial e acusou o adversário de promover uma operação maciça de compra de votos, sem apresentar provas. Espriella, que prometeu endurecer o combate ao crime e promover uma recuperação econômica, também acusou Cepeda de compra de votos, igualmente sem apresentar evidências. Além de Trump, o argentino Javier Milei e o panamenho José Raúl Mulino estão entre os chefes de Estado que reconheceram e parabenizaram o direitista pela vitória. Espriella faz tradicional gesto de continência durante discurso de vitória a apoiadores Jair Coll/Reuters",
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