{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreig734av55lpqhaywwlwdjlmovpyml6knavlzxe6m5dxvapiyummue",
    "uri": "at://did:plc:6zlrep2djswlizvycgdf2lox/app.bsky.feed.post/3mowjpegik7e2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiersw6i4tapjbmxugy6mnagmjhtacxfduyfik5pblz4v3qzf256qm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 645497
  },
  "path": "/mundo/noticia/2026/06/23/evo-anuncia-trgua-mas-no-rendio-em-bloqueios-de-estradas-na-bolvia.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-23T03:40:31.000Z",
  "site": "https://valor.globo.com",
  "tags": [
    "valor"
  ],
  "textContent": "\nEvo Morales, ex-presidente da Bolívia, anunciou nesta segunda-feira (22) a suspensão temporária dos últimos bloqueios de rodovias impostos por manifestantes na região de Cochabamba há cerca de 50 dias. Nas últimas semanas, o país vive uma onda de protestos contra o atual presidente, Rodrigo Paz, e sua condução da economia boliviana. \"Por enquanto, estamos observando uma trégua. Isso não é uma rendição\", declarou o ex-chefe de Estado durante uma reunião com líderes de sindicatos de produtores de coca na região de Chapare, no centro do país. Na última sexta-feira (19), o governo de Paz assinou um acordo com a Confederação dos Trabalhadores da Bolívia (COB) para encerrar as manifestações que paralisaram o país. \"Acredito que isso seja um raio de esperança para todos os bolivianos\", disse o presidente ao anunciar o pacto. \"Se quisermos avançar, precisamos trabalhar juntos. Não há donos. Todos devem fazer a sua parte.\" Desde o início dos bloqueios de estradas -realizados pelos manifestantes como parte dos protestos-, os bolivianos enfrentam longas filas para abastecer os carros e dificuldades de acesso e abastecimento de alimentos e medicamentos. \"Há um país esperando que a fumaça branca apareça\", disse o secretário-executivo da COB, Mario Argollo, após o anúncio do acordo. \"Acreditamos que devemos começar a resolver nossas diferenças; devemos começar a construir um país baseado no consenso, com a participação dos trabalhadores nas decisões.\" Os manifestantes, formados principalmente por trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, organizaram protestos e, no início do mês, chegaram a montar barricadas com contêineres de lixo nas proximidades do palácio do governo. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo, e pelo menos cinco pessoas foram detidas, segundo a imprensa local. O acordo de sexta visava encerrar os conflitos. Até esta segunda, no entanto, muitas estradas que ligam o principal centro produtivo do país seguiam sob o controle de associações rurais alinhadas a Evo, que não participaram das negociações e continuam protestando, principalmente na região de Cochabamba. Ainda durante o final de semana, no sábado (20), Paz declarou estado de emergência no país. A declaração abriu a possibilidade do uso de forças militares para limpar bloqueios e restaurar a ordem. Na prática, deu ao presidente ferramentas constitucionais mais amplas para lidar com os protestos. O número de bloqueios de estradas caiu para nove nesta segunda, após a implementação do dispositivo legal. O conflito da população com o governo teve início com o corte nos subsídios de combustíveis implementado de maneira abrupta por Paz, em uma tentativa de diminuir déficit após conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Medidas posteriores que tentaram estabilizar o valor dos combustíveis e reverter reformas impopulares relativas a terras não deram conta de reverter os protestos, que escalaram com demandas como aumento de salários por parte de sindicatos e a renúncia de Paz. O presidente afirmou que os protestos configuram uma tentativa orquestrada de desestabilizar a democracia e que o decreto de emergência tem como objetivo restaurar a ordem, proteger os cidadãos e garantir o fluxo de bens essenciais, além de consequências legais para aqueles que seguirem com as manifestações.",
  "title": "Evo anuncia 'trégua, mas não rendição' em bloqueios de estradas na Bolívia"
}