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  "textContent": "\nO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse nesta sexta-feira, que o Judiciário registrou a tramitação de 75 milhões de processos em 2025, contra 80 milhões um ano antes. Os números, segundo ele, são um sinal de que há excessiva judicialidade, consumindo tempo e recursos dos tribunais. Em participação no evento “A Justiça do Amanhã, realizado pelo IDG e pela ONG República.org, no Rio, Fachin ressaltou que, em 2025, 144 milhões de processos foram resolvidos, mas ingressaram no sistema 39 milhões de novos processos, reforçando o grau de judicialização de conflitos. Durante sua participação, o ministro destacou reflexões sobre a Justiça que o país quer para as próximas geraçõesq notando ue a finalidade da Justiça não é ampliar rupturas, mas reconstruir probabilidades de convivência entre as pessoas. “Temos um diagnóstico e sabemos caminhos possíveis para os próximos 75 anos do século 21”, afirmou Fachin. Para o presidente do STF, os juízes devem ser um primor de “consciência e ética”, em referência a casos de envolvimento de magistrados em casos controversos, e destacou que uma sociedade livre não pode abrir mão da imparcialidade da Justiça. Em sua fala, o ministro fez reflexões sobre o papel da justiça, não apenas como solucionadora de conflitos mas como uma entidade que escuta. Ele disse que o Judiciário é um poder que precisa de “olhos abertos para entender realidades complexas e vulnerabilidades”. Mencionou, como exemplo, o caso da anulação do julgamento da influenciadora digital Mariana Ferrer, vítima de estupro que teve o acusado, André Aranha, absolvido. Os ministros do STF entenderam que Ferrer teve direitos violados em audiência sobre o caso e consideraram as provas ilícitas. “Além da espada (da Justiça), precisamos estender a mão [aos que buscam os tribunais]”, disse Fachin. Brenno Carvalho/Agência O Globo Fachin chamou atenção para o fato de a sociedade viver um tempo ‘tiktoker’, imediato e fugás, com estímulos à urgência. O termo ‘tiktoker’ é associado ao uso de um aplicativo de vídeos curtos, de consumo imediato. Defendeu uma transformação do sistema de Justiça brasileiro para enfrentar os desafios das próximas décadas, com maior atenção à ética, à inclusão e aos impactos da tecnologia e da crise climática. O dirigente do Supremo afirmou que o futuro não deve ser visto como um destino pronto, mas como uma construção coletiva feita a partir das escolhas do presente. “Que justiça desejamos construir para aqueles e aquelas que virão depois de nós?”, questionou o ministro, ao defender que a Justiça é uma obra inacabada, que cada geração recebe, transforma e entrega às próximas. Segundo ele, o desafio é construir instituições “mais sólidas, mais éticas, mais confiáveis” e relações sociais “mais humanas”. Fachin citou dois grandes desafios para o sistema de Justiça: a incorporação da inteligência artificial e das novas tecnologias e a contribuição para um futuro habitável diante da emergência climática. Ao falar sobre a transformação digital, o ministro afirmou que a sociedade atual vive uma era marcada pela velocidade dos algoritmos, mas que a eficiência tecnológica não pode substituir a consciência ética.",
  "title": "Concluímos 2025 com 75 milhões de processos em tramitação, diz presidente do STF"
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