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  "textContent": "\nLançado em novembro de ano passado e eleito Carro do Ano 2026, o Renault Boreal é uma grande aposta da marca para disputar vendas no segmento de SUVs médios, atualmente dominado por Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. Até o momento, o SUV da Renault tem sofrido para registrar volume de vendas próximo ao de seus concorrentes, mesmo com bons atributos. Vale lembrar que o modelo também concorre, de forma indireta, com o híbrido Geely EX5 EM-i, vendido pela chinesa que se tornou sócia da Renault no Brasil. Uma das razões para o fraco desempenho pode ser a ausência de versões híbridas, algo que será resolvido em 2027, com a chegada do Boreal híbrido leve de 48 Volts com motor elétrico traseiro e tração 4x4. Enquanto isso não acontece, o Boreal registrou só 3.531 vendas entre janeiro e abril deste ano, o que representa 25% do volume do Corolla Cross e menos de 20% do Jeep Compass. Por que o SUV francês custa a embalar, se tem tantos pontos fortes? Para entender melhor o cenário, testamos a versão intermediária do Renault Boreal, a Techno, vendida por R$ 199.990. Essa configuração é mais cara que o Corolla Cross XRE (R$ 193.690) e mais barata que o Compass Longitude T270 (R$ 201.490). Mas o valor sobe para até R$ 212 mil com os opcionais teto solar panorâmico e pintura bicolor. Renault Boreal Techno é a versão intermediária de R$ 200 mil Murilo Góes/Autoesporte Começo esta avaliação por um ponto que se destaca bastante: o design. A versão Techno, ainda que seja teoricamente mais simples que a Iconic, de topo, traz um desenho mais moderno e bonito que o de seus rivais. Mesmo lançado no final do ano passado, até hoje o Boreal chama a atenção por onde passa. A configuração que avaliamos tem rodas de liga leve pretas de 18 polegadas e pintura em vermelho Fogo — que custa R$ 2 mil a mais —, o que deixa o visual ainda mais belo. Renault Boreal Techno é maior e mais espaçoso do que um Compass ou Corolla Cross Murilo Góes/Autoesporte Em dimensões, o Boreal é maior, mais largo, mais alto e tem entre-eixos maior do que os dois concorrentes citados. São 4,56 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,65 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Dessa forma, o novato da Renault entrega um ótimo espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro, que são beneficiados por um túnel central baixo. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte O SUV tem mais espaço também no porta-malas e, nesse caso, a diferença é enorme: são 522 litros no padrão VDA, contra 440 l no Corolla Cross e 410 l no Compass. Vale ressaltar que o compartimento do francês é dividido em duas partes, o que pode não agradar a todos. Initial plugin text O interior, assim como o da versão topo de linha, é bem acabado, com peças de qualidade, sem rebarbas e bem montadas. Ainda que o plástico duro esteja presente em parte do painel e na lateral das portas, também há materiais macios ao toque e de melhor qualidade, além de outros texturizados, fazendo uma mistura honesta e dentro do padrão do segmento de SUVs médios nacionais (embora aquém do que alguns rivais chineses oferecem na mesma faixa de preço). Interior é bem acabado e mantém predicados da versão de topo, como o quadro de instrumentos digital e a central multimídia de 10\" Murilo Góes/Autoesporte Para o motorista, a ergonomia é boa — é fácil encontrar uma posição correta para dirigir, independentemente da altura. O quadro de instrumentos digital de 10’’ traz boa resolução e permite configurar as informações mostradas. A central multimídia de 10’’ tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Contudo, botões físicos para atender ligações, mudar de música ou aumentar o som ficam no controverso comando satélite atrás do volante, como em todos os outros carros nacionais da marca, o que prejudica um pouco a intuitividade do uso. Renault Boreal Techno tem motorização 1.3 TCe flex de 163 cv com injeção direta, mas variante híbrida chega só em 2027 Murilo Góes/Autoesporte Dirigir o Renault Boreal Techno é uma experiência que agrada. Na cidade, ainda que o SUV pese 1.423 quilos e tenha um motor 1.3 TCe turbo flex de até 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque com etanol, ou 156 cv com gasolina, números que passam longe de impressionar, há bom fôlego e elasticidade para entregar saídas ágeis em faróis e boas retomadas para ultrapassagens na estrada. Mas não espere o vigor de um SUV médio híbrido plug-in. Em nosso teste no Rota 127 Campo de Provas, o Boreal foi de 0 a 100 km/h em honestos — mas não tão empolgantes — 9,5 segundos. Em nosso contato com a versão Techno, foram 380 km rodados, sendo 250 km em estrada e 130 km na cidade. Um ponto positivo percebido foi o câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas EDC. Apesar de ter caixa seca e só as engrenagens banhadas a óleo, entrega trocas suaves e espertas. Renault Boreal Techno já traz bancos de couro sintético de série e ajustes elétricos para o motorista, mas o teto solar é opcional Murilo Góes/Autoesporte Elas são mais perceptíveis que em uma caixa com conversor de torque, ainda que não incomodem. O consumo em nossos testes foi de bons 11,3 km/l na cidade e 14,1 km/l em rodovia com gasolina e o ar ligado. São números melhores que os de seus rivais flex, mas, novamente, falta o encantamento que um SUV híbrido proporciona. A direção elétrica progressiva é leve para realizar balizas e firme em velocidades mais altas. Na suspensão traseira, o Boreal usa eixo de torção, arquitetura mais rústica e quase inexistente entre SUVs médios, mas o conjunto vai bem na hora de vencer buracos, lombadas e valetas. São cinco modos de condução: Eco, Comfort, Sport, Smart e Personalizável. O Smart é capaz de adaptar automaticamente as configurações do carro de acordo com o estilo de direção do condutor: se ele andar mais forte, a central eletrônica configura para o modo Sport; se for mais comedido, troca automaticamente para o Eco. Outros equipamentos de série da versão Techno são: retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico; sensores de chuva e luminosidade; freio de estacionamento elétrico; bancos dianteiros com ajuste elétrico; ar-condicionado digital de zona dupla; seis airbags; frenagem autônoma de emergência; alerta de ponto cego; sensor de fadiga; sensores de estacionamento frontais e traseiros; leitor de placas; controle de cruzeiro adaptativo (ACC); e carregador de celular por indução. Renault Boreal Techno tem rodas escurecidas aro 18, calçadas com pneus Continental Contact C 225/55 Murilo Góes/Autoesporte Se o pacote é bom, o visual agrada, o porte impressiona, o desempenho não deixa a desejar e o preço está na média, por que o Boreal sofre tanto para vender? A falta de motorização híbrida é um fator, certamente, mas talvez o que mais pese seja o histórico da Renault. A marca busca um novo momento no Brasil, porém a jornada para chegar lá ainda parece longa. Renault Boreal Techno - Prós e contras Pontos positivos: Espaço interno; porta-malas; lista de equipamentos Pontos negativos: Suspensão traseira; potência; motor sem eletrificação Teste - Renault Boreal Techno Renault Boreal Techno Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
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